17 julho 2021

Ela

Chego no seu prédio, falo com o porteiro,
Entro no elevador, sorrio por detrás da máscara,
Mordo os lábios pensando
E sinto um tesão absurdo.
Adoro pensar que o porteiro e o segurança
Devem achar que sou "a outra",
Pois sei que ela te visita às vezes -
Talvez outras também passem pelo seu quarto -
Mas eles não sabem que não ligo!
Por isso rio escondida.
Me finjo de desentendida,
A mocinha indefesa que está sendo enganada.

Subo o elevador arranhando as paredes,
Roçando as pernas, calor.
Chego na tua porta já querendo seu corpo,
Seu cheiro, seu gosto.
Quero ver se tem novas marcas na tua pele,
Perfume dela? Batom?
Não tem arranhões?
Então eu mesma faço!

Queria ter o prazer de invadir sua cabeça algumas vezes,
E misturar as cenas, falas e memórias,
Lembrar que você me comeu nesta cama
E ela também -
Se você fechar bem os olhos deitado na cama, pode sentir:
eu de um lado, ela de outro.

Enquanto ela morde sua orelha esquerda,
Eu dou lambidas na sua direita,
A gente desce até o pescoço
Alternando entre mordiscadas e beijos,
Caminhamos até seu peito.
Dei sorte e estou no lado onde tem sua tatuagem,
Sorrio e beijo lentamente o desenho,
Ela morde seu mamilo te olhando, provocando.

Seguimos juntas, descendo.
Você se contorce de cócegas sentindo nossos cabelos passando pela sua barriga,
Chegamos até seu membro ereto.
Eu olho para ela que me sorri,
Encaramos você que engole em seco
E com um olhar pedinte implora para que a gente continue.
E a gente continua.

Massageio suas bolas devagar,
Ela chega junto umedecendo os lábios,
Eu te dou uma lambida por inteiro,
Ela observa, depois faz o mesmo.

A saliva dela desce da cabeça,
E escorre por todo seu pau,
Ela te abocanha ao mesmo tempo em que eu faço outros movimentos -
Depois de brincarmos pelo seu corpo todo
Ela e eu estamos em sincronia:
Enquanto ela te chupa,
Eu te masturbo.

Sinto sua pele úmida ficando quente,
Sinto uma energia pulsante enquanto minha mão sobe e desce,
Te aperto um pouco,
Solto,
Subo devagar e desço mais rápido;
Quanto mais eu desço, mais ela te coloca na boca.

Te chupa, suga, te engole,
Eu tiro os cabelos da frente do rosto dela,
Ela continua, faz movimentos circulares com a língua,
Você puxa o lençol, geme baixinho,
Agora eu coloco minha boca em ação também,
Ela te chupa por cima,
Eu te lambo por baixo,
Lambo seus testículos
E vou subindo até encontrar a língua dela.

É a primeira vez que a gente se toca assim,
Nossas línguas se encontram,
A gente se beija.

Uma das mãos dela continua te masturbando enquanto a outra pega minha bunda,
Eu acaricio os seios dela enquanto a gente se beija.
Ela me solta e senta em você -
Eu fico ao lado, observando -
Devagar ela te pega e penetra - fundo como você gosta -
Eu vejo como olha para ela, seus olhos se cruzam
E eu sinto a tensão, tesão no ar -
Mas se antes tinha ciúmes, hoje isso me excita.
Ela sobe e desce raspando as coxas nas suas
Segura o cabelo e inclina para trás.
Eu mordo os lábio e continuo admirando a cena,
Começo a me tocar.

Ela te aperta com as coxas,
Geme alto, fecha os olhos,
Faz mais rápido, mais forte, mais alto,
Eu sigo os movimentos dela, mas com meus dedos,
Mais rápido, mais forte,
Mais e mais.
Me contorço,
Mordo os lábios,
Sinto sua mão quente me tocando,
Pegando meus seios,
Abro os olhos e te vejo me olhando,
Me puxa e me beija.

Eu levanto e sento quase no teu peito,
Continuo indo mais rápido, mais forte,
Sinto minhas coxas trêmulas, estou quase.
Me toco, mas quero te sentir também,
Coloco uma das mãos pra trás e pego no teu pau,
Te masturbo enquanto me toco.
Agora a gente está no mesmo ritmo,
Na mesma velocidade e frequência.
Você agarra minhas coxas com força - já entendi -
Inclino pra frente, te sinto latejar na minha mão,
Subo e desço batendo forte meu corpo no teu
Sinto meu clitóris em chama, irradiando uma energia crescente,
Arranho seu peito enquanto gozo
E deixo um gemido escapar da minha boca,
Você aperta minha bunda me trazendo pra baixo,
E gozando nas minhas costas.

Meu coração está acelerado, estou ofegante - você também-
Sinto suas pernas trêmulas embaixo de mim,
Saio de você e deito ao seu lado.
Quando acordar, você que escolhe,
Se ela esteve aqui ou não,
Se quer ela aqui de novo, ou não.
Por mim, tanto faz, ninguém vai descobrir por que rio no elevador

24 fevereiro 2021

Carnaval




Verão. Calor. Pouca roupa. Saudades de carnaval.
Música. Coreografia. Muvuca. Bebida. Gente. Fantasia.

Mas eu sempre preferi o silêncio.
Sem muvuca. Só nos dois.Sem fantasia. Pode ter acessórios e música.

Independente da estação com você é sempre verão.
Calor.
Chega que o suor escorrega,
Pele derrete.

Vem comigo atrás do trio que quero ver sua banda passar
Confete cair
Bebida acabar
Nós dois se beijar
Até a festa acabar.

09 fevereiro 2021

Foto



Verão. Calor.
Me chamou para um vinho e um filme
Topei.
Ambos estavam respeitando a quarentena e por isso, subindo pelas paredes.

Conhecia aquele homem, sorriso e apartamento,
Já tinha visitado sua sala com seus instrumentos,
Violão, baixo, teclado, bateria,
Mas o que não conhecia era seu brinquedo novo:
câmera fotográfica.

Ele falou que sempre quis ter uma
E conseguiu comprar naquele mês.
Estava estudando as funções, lentes e luzes -
Era uma criança com seu brinquedo de Natal.
Uma taça.
Conversamos sobre a vida, trabalho, pandemia,
Passado, vontades, futuro
Outra taça.

Peguei as baquetas da bateria,
Tamborilei alguma coisa no surdo,
Toquei umas notas no teclado
E peguei seu violão.

Queria que ele me colocasse em seu colo
Dedilhasse pelas minhas cordas
E fizesse sair som dos meus lábios
Como do baixo que toca.

Ele sorriu do meu poema
Deixou a taça de vinho em cima da mesa
E pegou sua câmera.
Eu ri de nervoso e ele me fotografava.

Eu fingia que tocava alguma coisa
Enquanto ele procurava ângulos para fazer seus registros.

Mais uma taça,
Precisava beber, me soltar, perder a timidez,
Tentar encarnar a modelo.
Se aproximou. Clicou.
Ajoelhou. Focou. Clicou.

Sentia meu rosto ficando vermelho,
Queimando, de vergonha e pelo vinho.
Calor.

Levantei.
Ele se aproximou me beijou
E vagarosamente tirou minha blusa.
Calor.
Fiquei de calça e sutiã.
Fui até o teclado,
Ele atrás de mim,
Tirou fotos das minhas costas
Quase nuas cobertas pelo cabelo.

Se ajoelhou
Beijou minha cintura
Me mordeu, me virou.
Abriu meu zíper,
Me levantou,
Tirou minha calça.
Me puxou pra perto,
Me deu um cheiro,
Outro beijo
E me chamou para o chão,
No seu tapete felpudo.

Deitei apoiada nos cotovelos
Ouvi um disparo da máquina,
Sorri.
Senti as mãos geladas dele percorrendo minha coluna,
Abriu meu sutiã,
Deitei sentindo cócegas nos meus seios.

Ele andava de um lado para outro.
Cliques. Ângulos. Luzes. Sombras.
Outra taça.
O calor que sentia agora era diferente.
Virei para ele, pedi que se aproximasse.
Se ajoelhou.
Tirei a câmera das suas mãos,
Puxei ele para perto e o beijei.
O resto da história não foi fotografado,
Ficou registrado na nossa memória.

31 janeiro 2021

Torcida

⚽🏆
⁠⁠
Faz anos que não ligo para futebol⁠
Deixei de acompanhar.⁠
Mas te ver com seu manto verde⁠
Rezando, torcendo, vibrando,⁠
Fez vibrar coisas em mim que há tempos não sentia.⁠

Hoje vou torcer pro seu time⁠
Enquanto você joga no meu campo.⁠

Cobra um tiro de meta⁠
Passa a bola pro zagueiro⁠
Toca pro lateral⁠
E volta pro meio.⁠
Vem tocando pro centroavante⁠
Dribla o adversário⁠
Cruza para o atacante⁠
Que de cabeça faz um golaço. ⁠

Você nunca vai estar impedido⁠
Não precisa de VAR⁠
Pois não vou te anular⁠
É seu gol, seu título, sua glória.⁠

Agora tira sua camiseta⁠
E vem fazer marcação cerrada⁠
Corpo a corpo em cima de mim.⁠
Vamos ver se você merece mesmo esse título.⁠

28 janeiro 2021

Equação



Eu sou de humanas
⁠Entendo mais de letras do que de números⁠
Mas quis somar aquilo que vi tatuado no teu peito⁠

Sentada no teu colo⁠
Olhando pra você⁠
Te lia como se fosse em braile⁠
Meus dedos passeavam pelas linhas pretas do seu tórax⁠
Tentando entender a cronologia das datas⁠

Há quanto tempo te conheço?⁠
Quando nos vimos pela primeira vez?⁠
Quando será nossa última vez?⁠

Enquanto você apertava minha coxa,⁠
Deslizava sua mão pela minha bunda,⁠
Senti seu membro se mexendo embaixo de mim;⁠
Desses números eu entendo:⁠
Você + eu ⁠
Sua língua + minha boca⁠
Seu calor + minha pele⁠
Seu cheiro + meu gosto⁠
Seu sexo + meu desejo⁠
Tudo se soma, se une,⁠
Muitos elementos de uma equação que dá sempre certo⁠

26 dezembro 2020

Quebra-cabeça

    Abriu o portão e pegou a encomenda que havia recebido. Estranhou pois não tinha pedido nada, mas tinha seu nome na embalagem, Entrou na sala e foi ler o cartão: era um presente da namorada que estava há 3 meses no Rio de Janeiro a trabalho.

    O pacote, embrulhado em papel pardo, era uma caixa larga, mas não muito alta. Desembrulhou e viu uma caixa preta com poucas informações, uma delas dizia: divirta-se. Abriu a caixa e se deu conta que era um quebra-cabeça e junto dele, outro bilhete: vai ter que montar de memória. Quero uma foto de quando terminar.

    Não havia informações de como montar aquilo e nem ideia de qual era a imagem final; viu que existiam umas peças azul marinho com detalhes e outras que eram mais claras. Separou as peças, deixou em um canto as que eram de laterais, cima e baixo, e as que eram do meio, em outro. Começou pelo canto esquerdo, encaixou umas e foi montando até juntar umas dez. Parou. Observou. Foi procurar mais peças, estava difícil.

    Levantou, mandou mensagem para a namorada dizendo que havia recebido o presente e estava quebrando a cabeça.

    De pé, olhando de cima para o presente começou a reparar num certo padrão. Estava começando a entender. Achou outras peças e finalizou o lado esquerdo. A ansiedade o dominava, queria terminar, havia passado mais de uma hora até terminar a parte de baixo e lateral direita.

    Ele sorria enquanto encaixava as últimas peças. Ria quando percebeu qual era a imagem final. Maluca! Imagina enviar essa foto para imprimirem no quebra-cabeça. Era quase uma pintura, sua namorada deitada, usando uma lingerie, um body rendado azul marinho - uma roupa que ele nunca tinha visto.

    Procurou dentro da caixa, no chão, na embalagem, mas não encontrava, faltava uma peça. Olhou tudo novamente. Desistiu. Tirou foto do jogo quase finalizado e enviou para ela. Enviado. ✅ Recebido. ✅✅ Lido. ☑️☑️

    Minutos depois ela chamou ele por vídeo. Ele riu, ia fazer alguma brincadeira, mas engoliu a piada, pois estranhou o que via: uma cortina bege clara cobrindo a parede inteira e a beirada de uma cama. De repente bem devagar, pela lateral sob a cama, entrou em cena um sapato preto de salto alto. Foi surgindo uma perna até o joelho vestida com uma meia-calça, ele só enxergava do joelho para baixo.

    Ela se virou de costas, deu alguns passos para trás se afastando do celular e se aproximando da cortina. Frame a frame o corpo todo dela foi aparecendo, começou pela bunda, costas, até seus cabelos soltos. Nesse momento as peças foram se juntando, ela estava ali, ao vivo, online com a mesma lingerie do quebra-cabeça.

   Chegando mais perto da cortina, tirou os cabelos das costas e começou a dançar lentamente. Rebolava de um lado para o outro, estilo dança do ventre, sua cintura fazia desenhos no ar. As mãos paralelas ao corpo dançavam leves como o vento, tocavam a cintura e deslizavam até as coxas. Agachou até o chão, subiu e desceu bumbum algumas vezes. Levantou o tronco serpenteando até ficar de pé novamente. Uma mão passeou até a nuca chegando no zíper do body, abriu o fecho e foi descendo, descobrindo pedaço por pedaço, mostrando as costas nuas até chegar no cóccix, tirou um dos braços envolto nas alças, depois o outro, fazendo a lingerie escorregar até a cintura.

    Pela sombra na parede era possível ver os seios dela, os mamilos duros apontando para frente.

    Ela virou o rosto, ele notou seu batom vermelho para a câmera, era a primeira vez que ele via seus olhos na chamada. Voltou a encarar a parede, colocou as mãos na cintura, dessa vez abriu o zíper até o final fazendo a peça azul cair no chão e sua bunda ficar amostra. Estava quase nua, exceto pelas meias presas na coxa. Fazia tempo que não via, não tocava naquele corpo. Que vontade ele tinha de estar ali vendo aquela cena, que tesão tinha naquela bunda naquelas maquininhas, nas celulites que ela tanto odiava mas ele amava pirava.

    Ela se voltou para o celular cobrindo os seios e as outras partes. Foi chegando mais perto da tela e se ajoelhando. O enquadramento era perfeito, quase um postal, enxergava ela mais de perto, da cabeça até seus joelhos apoiados no chão de carpete. 

    Uma das mãos saiu dos seios e começou a massageá-lo, movimentos circulares, brincando com as curvaturas do seu peito e mamilo; a mão colada no corpo deslizou entre os seios e foi até o seu umbigo.

    A mão debaixo saiu, deixando exposta sua vulva - ele quase salivou. Seus dedos escorregaram entre os grandes lábios, passearam pelos pequenos lábios, até o clitóris: o ponto ereto e elétrico do teu corpo. Quando ela se tocou, sentiu a energia correndo pela sua vagina, virilha e corpo todo. Mordeu os lábios.
Enquanto uma das mãos brincava naquela corrente elétrica, a outra passeava dos seios, cabelos e coxa. Ela se tocava com mais vontade, mais rápido. Abriu os olhos, olhou para ele que estava sorrindo, excitado.

    Ela penetrou seus dedos da mão direita enquanto circulava o clitóris com a mão esquerda, mordia os lábios enquanto olhava para ele que sentado, quase caia da cadeira vendo a cena. 

    Coração acelerado, ofegante, joelhos um pouco afastado, subia e descia brincando com suas mãos, arranhou o tapete quando sentiu um calor surgindo e irradiando pelo tapete todo, gemeu alto, caiu de quatro e sentiu prazer escorrendo pelas suas pernas.

    Ele não falou nada, estava sem palavras, apenas observava. Ela ainda ofegante, riu para ele - aquele sorriso safado, cansado, pós sexo que ele delirava. Ela sorriu, esticou a mão em direção a tela e atrás do celular pegou a peça que faltava: era o sorriso dela.


19 agosto 2020

Doce

     Sua rotina de home office às vezes começava cedo, pre-ci-sa-va tomar um café reforçado para começar bem o dia. Café, bolo, pão crocante na chapa, geleia, frutas - sonhava em todo dia ter um buffet de café da manhã de hotel, cheia de opções, mas era grata ao que tinha para comer aquele dia.⁠

    ⁠Ficou online, respondeu mensagens dos amigos no WhatsApp, viu alguns memes na internet e ligou o notebook para começar o trabalho. Abriu sua planilha, voltou ao relatório do dia anterior, respondeu email do chefe e colocou uma música para animar aquela terça-feira triste chuvosa.⁠

    Há alguns anos criou um perfil no instagram para falar sobre doces, sobremesas e outras coisas deliciosas que fazem os diabéticos pirarem. Começou por brincadeira, com uns seguidores, amigos, dicas e depois de um tempo bombou na internet. As empresas mandavam mimos, lançamentos e promoções para sua casa.⁠

    Aproveitou que o dia estava tranquilo e depois do almoço, resolveu arrumar umas coisas na cozinha. Pensava no cronograma da semana, no que podia fazer, quais produtos fotografar, experimentar, comer de sobremesa. Barrinha de cereal de morango, ou brownie com caramelo? Ótimas opções, mas ainda não era aquilo. ⁠

    O interfone tocou, porteiro avisou que uma encomenda tinha chegado, como ela não havia pedido nada, devia ser algum "recebido do dia". Se alongou, pegou sua chave e chamou o elevador. O caminho do elevador até a portaria era similar a uma criança indo a uma loja de brinquedos: sonhos, ansiedade, curiosidade, o que será que recebi? Pegou a caixa de papelão e voltou para seu apartamento.⁠

    Abriu a embalagem como quem abre um presente, sem rasgar o papel de embrulho, tentando demonstrar calma e controle, mas querendo desesperadamente saber o que tinha ali dentro: era uma caixinha de isopor com alguns potinhos de iogurte. A marca se inspirou na temática de fazenda e criou sabores do interior, como goiabada, cocada e calda de chocolate. Para mimá-la enviou também os clássicos de baunilha, abacaxi e morango.⁠

⁠    Só de pensar no azedinho e geladinho de cada potinho, salivou. Agradeceu mentalmente a empresa e ao destino por aquilo chegar no melhor horário possível! Estava decidido! Seria sua sobremesa, mas qual sabor?

    Procurou a melhor luz na casa para gravar e fotografar seu "recebido". Feito isso, correu para pegar uma colher. Abriu o de chocolate, pois assim já comemorava o final da tpm. O cheiro doce viajou até seu nariz fazendo surgir um sorriso involuntário no canto da boca. Pegou a colher, afundou no creme e sentiu a textura, antes de levá-lo até a boca, gravou mais uns depoimentos falando do aroma, da consistência e então provou.

    A mistura de doce e azedo passou dos seus lábios, língua até chegar na alma que reverberou de alegria, sentiu fogos de artifício de êxtase circulando pelo corpo todo - comida tem esse poder, nos faz sentir uma conexão entre corpo e alma. Fechou os olhos, passou a língua nos lábios e sorriu. Era exatamente aquele gosto que ela precisava para celebrar o dia.

    Seu notebook ainda tocava a playlist do almoço, alguma música latina a fazia bailar pela cozinha enquanto ela se deliciava com o doce. Começou a missão mais difícil: a de comer todo o iogurte do potinho - porque as empresas insistem em fazer essas ranhuras no plástico? Tem um tiquinho de doce que fica ali e não sai nem com reza brava, era muito gostoso para ser jogado fora. A criança interior voltou e com ela seu indicador, que alcançou o tiquitinho de doce na ranhura no fundinho do pote e o levou até a boca. Sucesso! Ela tinha uma particularidade, seguia uma sequência diferente de todo mundo para comer iogurtes, não conhecia ninguém que fazia o mesmo: ela deixava a tampinha para lamber no final.   

    Se encostou na janela e ficou admirando o papel prateado da embalagem refletir um pedaço do seu rosto com o iogurte cobrindo sua face. Se divertia com aquela ilusão e brincava com aquilo. O creme espalhado pela tampinha estava dividido entre o azedinho do iogurte (aquele que te faz contrair o canto da boca) com o doce do creme de chocolate (que te faz salivar só de pensar) antes de lamber fechou os olhos e pensou nas sensações causadas por cada sabor e mentalizou: que seja doce!

    O misto dos sabores e sensações voltou a dominar seu paladar, percorreu seu corpo inteiro e a quase fez levitar. Ela ria e dançava um forró que agora tocava. Abriu os olhos e viu seu vizinho, do apartamento em frente a admirando e rindo - há quanto tempo será que ele estava ali? Ele fez um sinal para o nariz dela, ela passou a mão e percebeu que estava suja de iogurte, os dois explodiram de risadas. Ele fingiu que dançava forró também, deu um giro, um sorriso e acenou, deu tchau e saiu de cena.

    Solteira há mais um ano, sentia falta daquilo, de compartilhar momentos, músicas, sobremesas com alguém. Se surpreendeu pela maturidade, por não ter se escondido quando o viu e ter conseguido rir da situação. Sabia que ele era novo no condomínio, gatíssimo, fofo, dançarino e com bom humor. Aquilo podia não dar em nada, ter sido só um flerte, só um momento, ou podia rolar algo mais para frente. Ela encarou novamente o iogurte, fechou os olhos, sorriu e jogou para o universo: que seja doce!


26 julho 2020

Sofá

    Vi uma foto do seu sofá e me lembrei de um aniversário em que fui na sua casa e queria que você me comesse em cima dele.



    Fui pra essa festa por conta da minha amiga, não era íntima de ninguém, só conhecia você e o aniversariante. Era a primeira vez que iria para sua casa, não imaginava como ela era - anos atrás quando sentia uma atração por você, ficava imaginando como era seu quarto, sua cama, não ficava pensando em outros cômodos.

    Chegamos. Entramos, nos apresentamos e nos ofereceram bebidas. Sorrisos, conversas, bebidas, músicas. As pessoas estavam reunidas na varanda, conversando, bebendo, dançando. Um vento gelado enfeitava a noite e deixava todo mundo mais próximo.

    Lembro ser um sábado, fim de noite, fazia tempos que não saia, que não interagia com ninguém. Me senti deslocada naquele espaço, naquelas conversas e corpos. Entrei na sala a meia luz. Sentei no sofá. Confortável. Macio. Enquanto minha amiga dançava forró lá fora eu ficava analisando a estrutura daquele móvel. A textura era incrível, altura perfeita e bem largo. Sempre quis um sofá largo onde eu pudesse me esticar inteira, deitar sozinha ou acompanhada. Meu sofá é velho, antigo, eu mal caibo nele, neste aqui eu caberia...

    Foi quando você entrou na sala, me sorriu e foi para a cozinha. Sorri constrangida fingindo que não estava tentando medir quantos palmos tinham onde eu me sentava. Ai foquei no seu sorriso, no seu rosto, o quanto eu era encantada por ele. Como as coisas e gostos mudam não? Eu era alucinada por você, via suas fotos, ficava vermelha com o coração acelerado, e hoje aqui, com você pertinho de mim, estou mais excitada com o seu sofá do que contigo.

    Mas se fosse em outros tempos ia adorar que você voltasse da cozinha com uma taça de vinho, encostasse a porta da varanda, deixando o povo lá fora e sentasse ao meu lado. Eu assumiria que você era um crush do passado, que eu adorava seu cabelo, seu estilo e que era fascinada pelo seu nariz - alguém já disse isso? Retinho, fino, parece de alguma obra de arte clássica.


    A gente conversaria sobre isso, sobre os anos que se passaram enquanto as taças iriam ficando mais vazias. Você me perguntaria do porquê eu encarar tanto seu sofá e eu falaria tudo. Iria dizer que não estava acostumada com um sofá tão grande, enquanto eu me deitava sobre as almofadas e falaria que não acredito que duas pessoas dormissem, coubessem ali. Aí você largaria sua taça e se aproximaria por cima de mim, exalando seu perfume amadeirado e seu hálito de vinho e deitaria ao meu lado, me provando que o sofá é realmente largo.

    Eu tocaria de leve no seu nariz, na sua face e no seus lábios, você se aproximaria, encostando sua boca na minha e me beijaria. Sua boca era mais macia que a almofada, a textura da sua barba era melhor que a do sofá e senti outras coisas maiores também. Sua mão quente subia por baixo da minha blusa tocando nas minhas costas geladas. Eu levantaria, te colocando sentado e sentaria no teu colo enquanto seus braços me envolveriam.

    Alguém entraria na sala e pediria desculpas; a música lá fora era excelente para nosso momento e a interrupção não nos intimidou, continuamos nos beijando e acariciando. Você me deitaria novamente abrindo minha calça. Eu abriria o zíper da sua calça para sentir seu volume enquanto você passava pela renda da minha calcinha me sentindo úmida. Eu te tocaria, seus dedos me levariam a loucura junto com sua língua na minha boca.

    Esquecíamos que estávamos na festa e ficávamos ali, deitados nos sentindo; o vento gelado não entrava ali, apenas nossos corpos quentes se tocando, se queimando. Eu sentia calor subindo da sua mão e percorrendo meu ventre, me deixando sem voz, sem reação. Eu gemia baixinho enquanto te tocava mais rápido, você ofegante no meu pescoço pedia que continuasse.

    E foi ali, naquele sofá da foto que eu gozei no imaginário, gozei de ficar com as pernas bambas com vontade de mais. Você saiu da cozinha, me deu outro sorriso e foi para a varanda, e eu fiquei sentada pensando: ah se você soubesse o quanto este sofá é macio.

22 junho 2020

*Quarentena

Entrou no apartamento e tirou a blusa de moletom com capuz, colocou dentro de uma sacola plástica no cantinho no chão perto da sapateira, onde deixou seu tênis. Ficou de camiseta e calcinha no hall de entrada do apartamento dele.

Era a primeira vez dela no apartamento novo dele, havia se mudado há uns meses, mas por conta da quarentena não o conhecia ainda. Perguntou aonde era o banheiro e foi guiada até lá. Tirou a máscara do rosto, arrumou o cabelo amassado pelo capuz e tirou as meias. Lavava as mãos e o rosto. Ele atrás dela a observava inclinar para pia, arrebitando a bunda dando mais destaque para a calcinha shorts de renda verde que usava.


Ele se aproximou devagar e encaixou o seu quadril no dela, passou a mão pela sua cintura e levantou um lado da calcinha deixando uma parte do bumbum a mostra. Um dos seus dedos brincava com a renda e entrou embaixo do tecido. Depois começou a passear pela sua pele até chegar nos orifícios dela, que por um momento sorriu através do espelho enquanto ainda lavava as mãos. Ele tinha entendido que aquilo era um "sim" e continuou brincando.

As pernas delas que antes eram tensas da rua, relaxavam cada vez mais e mais, então ele introduziu seu dedo na umidade dela que agarrou a pia. Ele a vendo de olhos fechados e mordendo os lábios, ficou mais excitado fazendo com que ela sentisse um volume crescendo.

Abaixou a calcinha dela e seus dedos continuaram brincando, seu polegar penetrou em sua vagina e o dedo médico brincava com clitóris. Ela jogou o pescoço para trás se encaixando perfeitamente no corpo dele; quanto mais ele mexia, mais ela soltava e relaxava o corpo.

Seus dedos dedilhavam uma música que se espalhava pelo corpo dela que projetava tudo em forma de gemidos.

Enquanto ele tocava, ela abaixou a bermuda e cueca dele, sua pele sentiu o volume ereto encostando entre suas nádegas. Ele tirou a mão e ela se inclinou para a pia, subindo e descendo o quadril, se esfregando nele enquanto o encarava e sorria pelo espelho. Ele a segurou forte pela cintura acelerando o movimento.

Quando ela estava mais excitada e inclinada, ele penetrou devagar, largou sua cintura e agarrou seus seios. Fazia devagar, depois rápido e com mais força. Olhando ela por aquele ângulo e pelo reflexo do espelho o deixava com um tesão a mais, e ela também que se tocava, se sentia molhada e sentia tremores se espalhando pelo corpo. Ela dizia para ele não parar, ir mais rápido que ela estava quase. Ele a segurava forte e penetrava com mais força até notar que as pernas dela bambearam, ela se inclinou segurando na pia e gemeu alto. Ele se empolgou com o ato e gozou nas costas dela.

Aproveitaram o banheiro e tomaram um banho longo e quente para se limpar, tocar, brincar e relaxar.

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03 fevereiro 2020

Gravata

A reunião após evento aconteceu na salinha de repouso da equipe. A produtora estava dando feedback particular para todo mundo que tinha trabalhado, um jeito de conhecer melhor os funcionários e descobrir o perfil de cada um para próximos jobs.

Todo mundo já tinha ido embora, faltava só conversar com um rapaz, alguém que ela já conhecia tempos, mas que nunca tinha falado a sós. A presença dele mexia com ela. O homem tinha 1,90, magro, todo tatuado, barba negra e comprida - descrevendo sua imagem ele podia ser figurante do time dos bad boys, porém era uma rapaz tímido, gentil e muito querido pelos seus colegas.

Ele entrou, trajava um paletó preto com uma gravata azul marinho - fazia freela de segurança às vezes - fora dali seria impossível vê-lo usando aquele figurino, ele era do tipo que usava calças largas e boné. Ela o conhecia mais por esse segundo figurino, vê-lo de social a tirava do sério.

Ele ficou de pé, próximo a porta, cruzou os braços e a cumprimentou. Ela estava de costas e quando virou sentiu seu rosto pegando fogo de vergonha, disse que ele podia sair do papel de segurança, de cara malvado.

- Fica a vontade! Está muito calor aqui, fica só de gravata... - comentou a moça atrapalhada.

- Como? - perguntou ele assustado.

- Desculpa! - disse a moça encabulada - Quis dizer que você pode tirar essa roupa social, essa postura de segurança…

Ele desabotoou o paletó, por baixo estava com uma camisa social branca de mangas compridas e começou a desfazer o nó da gravata…

- Mas tira a roupa depois… Você fica muito bonito de social, e é tão difícil te ver assim… De social.. Não bonito… Por que você é um cara bonito… Digo.. Ahh! Você entendeu, né? - assumiu a moça encarando aqueles olhos escuros.

Ele olhava para baixo sem graça e abriu um sorriso dizendo que tinha compreendido. Ela se virou de volta para a mesa e começou a procurar uns papéis. Se arrepiou da cabeça aos pés quando sentiu ele cheirando seu cangote e dizendo que agora estava mais a vontade. Ela se virou e viu o rapaz sem o paletó e a camisa, apenas a gravata pendurada.

- Você queria falar comigo? - perguntou o moço.

Ela, gaguejando, disse sim, que tinha que dar o feedback sobre o dia. Estava apoiada na mesa, suas curvas se salientaram no vestido roxo que usava. Ele se aproximou mais, ela apoiou os braços na mesa e suas pernas se entrelaçaram.

- Qual meu feedback? Quais meus pontos positivos? - perguntou ele novamente.

Ela o segurou pela cintura e ele a sentou na mesa e chegou mais para perto:

- Você é muito rápido, pró ativo.Tem um perfil de liderança! - comentou a moça

Ele abriu as pernas dela devagar e foi se encaixando entre elas suavemente, ela continuou:

- Pelo que estou percebendo agora - falou a moça passando suas mãos pelos braços dele - você tem uma base forte, sólida e sabe muito bem como receber ordens.

O rapaz abriu o cinto, baixou o zíper e desceu sua cueca.

- Você entende bem os olhares da sua equipe, dos seus superiores, e sabe muito bem o que eles querem. E entrega tudo sem demora.

Ele encaixou suas mãos embaixo da bunda da sua supervisora e a levantou, puxando sua calcinha até o joelho, deixando-a cair depois

- Você é excelente em resolver problemas e consegue muito bem controlar a situação.

Ele riu, a encarou e a beijou. Ela o segurou pelo pescoço, soltando um pouco o nó da gravata. Seus dedos subiram pelo pescoço, fizeram cócegas nas orelhas dele e agarraram seu cabelo. Enquanto isso ele passava as mãos nas coxas dela e foi subindo a saia do vestido, foi trazendo o corpo dela para mais perto e passando as pernas da moça por trás dele.

- Você é direto, incisivo, sabe como trabalhar em equipe.

Ele a penetrou bem devagar, ela fechou os olhos, mordeu os lábios e falou:

- Você trabalha bem sob pressão. Intenso.

Ele a abraçou, depois suas mãos fortes subiram até a nuca. Ela agarrou as costas dele, depois desceu para a bunda. Ela permaneceu em silêncio, gemendo baixinho enquanto ele a comia devagar.

Os papéis com relatórios, tabelas e contatos caíram no chão, a mesa tremia, chacoalhava enquanto eles ficavam no vai e vem. Ela o segurou pela gravata e deitou as costas na mesa, ele pegou uma das pernas dela e levantou um pouco, um ângulo em que ele podia ir mais fundo, ela mordeu os lábios e engoliu um gemido, ele sorria sabendo que ela estava curtindo.

Com o polegar ele massageava o clitóris dela, ela revirou os olhos, gemeu mais alto agarrando nas pontas da mesa:

- Gosto...muito... quando você dá atenção para os pequenos detalhes que muitas vezes são o principal do projeto. 

As mãos dele passeavam sob o vestido dela, subiram pela barriga até os seios, onde brincou um pouco, até chegar na boca dela. Ele contornava os lábios dela com um dedo que ela mordeu, lambeu, depois chupou.

A mesa começou a balançar mais, ele se segurou nas laterais e ele ia mais rápido, mais forte, não parava. Ela arranhava as costas dele:

- Você tem uma excelente disposição, está sempre pronto pra ajudar até o final.

Ele se debruçou sobre ela, beijando seu pescoço disse baixinho:

- Morro de tesão quando você me pergunta no rádio se estou na escuta. Sua voz acorda meu... corpo ...inteiro - falou o rapaz penetrando no ritmo das palavras.

Ele gemeu baixo e deitou sob ela que se contorceu inteira com a voz dele, se derreteu, sorriu e respirou fundo.

[ . . . ]

Depois de colocarem as roupas, arrumarem a mesa e os papéis, ela disse:

 - Mês que vem no evento da farmácia dou um feedback completo, este aqui foi parcial.
 - Entendido, TKS! - respondeu ele brincando com o rádio e devolvendo para ela.

#segurança #gravata #paleto #social #barba #barbudo #tatuagem #tatuado #magrelo #alto #seguro #timido #timidez #nosofa #pegar #beijar #peito #sorriso #olhosnegros #feedback




24 novembro 2019

Vizinho

Era produtora de eventos e teria que se hospedar por um mês no centro da cidade para ficar mais perto da locação. Morava longe dali, estava acostumada com seu bairro, suas lojinhas, seu ônibus e trajeto, porém adorou o fato de estar hospedada em um hotel. Cama nova, lençóis e toalhas limpas trocadas todos os dias, café da manhã, aquecedor e uma paz no seu andar - era vida que ela queria.

Trabalhava incansavelmente a semana inteira sem ter tempo de parar para nada. A produção demandava muito tempo e atenção dela, eram detalhes, planilhas números, pessoas e outras tantas informações. Na sexta porém, conseguiu sair mais cedo e por algum motivo resolveu fazer um caminho diferente até o seu apartamento.

Passou por uma rua cheia de comércios, loja de instrumentos musicais, bar, bijuterias, farmácia, anotou mentalmente esses lugares caso precisasse de algum desses itens. Ao dobrar a esquina encontrou um rosto conhecido: era colega-crush-peguete que conhecia há tempos. Ele a viu e sorriu, ela sorriu de volta. Se aproximaram, cumprimentaram e passaram por aquela formalidade de "oi tudo bem". Ela comentou que estava ali a trabalho e que achava o centro mais frio que o bairro dela.

- É por isso que saí de casa para comprar este vinho - ele falou.

- Nossa! Preciso levar uma garrafa dessa para o meu hotel!

- Hotel? - questionou o rapaz.

Ela explicou o trabalho dela e o porquê estava ali.

- Esqueci que você morava por aqui! respondeu a moça

- Moro a três quadras daqui. - o rapaz falou apontando a direção.

- Estamos bem perto então.

- Se quiser a gente pode dividir esta garrafa aqui! Se você deixar eu experimentar a banheira do seu hotel. - falou o rapaz rindo.

Caminharam pela rua onde estavam e andaram mais uns quarteirões, falando sobre passado, há quanto tempo se conheciam, coisas de trabalho até chegarem no hotel em que ela estava hospedada. Subiram até o sexto andar e entraram no quarto dela. Ela tirou os sapatos, acendeu umas luzes e abriu um pouco a porta da varanda para circular o ar, o vento gelado congelou seu rosto e a fez corar. Ligou a tv e foi pegar umas taças. Enquanto isso ele, com o controle remoto, trocou de canal e colocou em uma série de comédia.

- Acho melhor fechar a varanda, está frio! - disse a moça quase congelando

- Ok! Mas tome o vinho primeiro que você vai esquentando.

Ele levantou, fechou a porta da varanda e arrumou a cortina.

- Agora parece estar mais frio ainda... - reclamou a moça baixinho.

Quando se virou viu a moça sem a blusa, só com o sutiã azul claro de renda a mostra.

- Minha senhora, que que é isso... - o rapaz engoliu em seco e mal pode terminar a frase

Ele se aproximou dela se ajoelhando no colchão, enquanto isso ela colocava a taça no chão e as pernas na cama. Ficou em cima dela, segurou suas coxas, abriu suas pernas e deitou entre elas.

O calor e o peso do corpo dele a fizeram fechar os olhos - saudades. Pegou ele pelos cabelos e o trouxe para mais perto. Aproximou seus lábios dos dele e deu um beijo de leve, apenas lábios e toques, suaves e úmidos. A língua dele passeou pela boca dela que aceitou a brincadeira e a mordeu. O beijo foi ficando mais intenso assim como a respiração de ambos.

Seus quadris já estavam conectados, ela se sentia molhada e ele excitado.

O beijo do rapaz foi mudando a direção e desceu até o pescoço, depois colo e chegou ao sutiã azul. Ele apertava de leve os seios a sua frente, fazia graça nas rendas e deslizava na pele. Depois de admirar aqueles volumes, deu uma série de beijo em ambos. Sua língua invadiu por baixo do tecido e sentiu o gosto salgado da pele dela misturado com algum perfume doce, lambeu o mamilo, mordeu de leve e o chupou. Repetiu a mesma sequência com o outro seio. A mão dela apertava os cabelos dele - ele percebeu que estava indo no caminho certo.

Virou ela de costas, tirou o cabelo caído em sua orelha, lambeu seu contorno e mordeu seu lóbulo. Suas mãos passearam pelo pescoço dela e desceram até as costas no fecho do sutiã, tirando a peça bem devagar, aproveitou para deixa-la só de calcinha. Deitou sobre ela, seu pênis fazia uma pressão na bunda da moça. Sua mão esquerda puxou os cabelos dela, outra mão ficou entre o colchão e o peito da garota, sua mão foi descendo até chegar na vulva.

Sentia que derretia nos dedos dele quando a massageava devagar. Seu clitóris estava exposto, molhado e se divertindo com os toques. Gemia baixinho quando ele encontrava o ponto certo.

Deixou a moça deitada de bruços e se despiu, tirou sua camisa, calça e cueca. Voltou para a cama deitando ao lado dela. Seus dedos voltaram a brincar com a moça. A mão direita foi para baixo, enquanto os dedos médio e anelar circulavam o clitóris, o polegar pressionava a entrada da vagina até se sentir a vontade de entrar. Ele então começou a brincar com a mão esquerda, um dedo a penetrou de leve, entrava e saia enquanto a outra mão fazia movimentos rotatórios.

O dedo indicador ia e voltava, então o polegar entrou em ação e começou a estimular o orifício anal da moça que gemeu. Começou a alterar a dupla penetração, enquanto um dedo entrava na vagina, o outro saia da bunda. Ela levantou um pouco o quadril de tesão e agarrou os travesseiros. Ele ficou mais excitado com aquela bunda vindo em sua direção, continuou a toca-la, queria que ela curtisse e gozasse.

Puxou o quadril dela para cima e tronco, cabeça pra baixo. Seu pênis ereto deslizava na lubrificação e ficou se esfregando do lado de fora. Quando estava bem molhado, penetrou lentamente na vagina. Se curvou e encostou seu peito nas costas dela, seu pau entrava e saia de dentro da moça fazendo-a gemer e suspirar um pouco mais a cada penetração.

Ele levantou seu corpo e ela foi desgrudando do quadril dele devagar, ela controlava a situação agora e ia rebolando e se encaixando nele. Ela fazia movimentos sensuais e mais lentos, enquanto ele ia com força, rápido, mais fundo. Iam alternando entre rápido e lento, fraco e forte. Ela ainda de quatro, mais uma vez se desprendeu do corpo do rapaz, olhou para trás, sorriu e pegou o pênis dele, deixou molhado com sua lubrificação e foi colocando devagar atrás. O rapaz viu o que ela queria fazer e sorriu, a cena o deixou mais duro do que antes, gostava da atitude dela e do que iam fazer a seguir.

Penetrou lentamente, um milímetro por vez, e quando colocou tudo o que podia ela gemeu o que estava preso na garganta.

Já tinham feito essa posição outras vezes, sabia que era o jeito dela gozar mais rápido, depois da semana que teve, ela precisava daquilo, então segurou o máximo que podia para dar satisfação para ela.

Ela ia chegando devagar, deslizando, sentindo ele a preenchendo, e voltava. Estava sentindo seu corpo se reacostumando com o membro ereto dentro dela. Quando estava satisfeita, sem incômodos, olho para trás e sorriu para ele, que no mesmo instante percebeu a deixa e a puxou para trás pelos cabelos.

Metia com força, com gosto, com vontade, com saudade, como se há tempos não fazia aquilo. Ia e voltava numa velocidade e força que a fizeram quase cair da cama. Cada vez mais forte, e ela pedia mais, colocando um braço pra trás para que ele a prendesse.

Com a mão livre começou a se tocar, seu clitóris apesar de bem molhado, pegava fogo, ela gemia ritmada a cada metida. Penetração anal mais masturbação era algo que a deixava muito excitada e a levava ao auge, ao orgasmo extremo.

Ela soltou a mão presa e fincou na coxa dele - era a hora. Agarrou com força o quadril da moça e a comeu numa sequência ritmada. Seu pênis entrava e saia dela tantas vezes que o deixou sem ar.

As pernas dela tremiam, não aguentava mais, sentia um formigamento chegando junto com um calor quando ele falou:

- Goza pra mim!

Ela explodiu! Gemeu alto como um grito e molhou a cama com o gozo. O cara no meio disso, não segurando mais a penetrou mais um pouco e gozou junto.

As pernas bambas de ambos não os seguraram, tombaram no colchão exaustos e satisfeitos.

Ela suspirou ofegante e falou:

- Minha porta e minhas pernas estarão sempre abertas para você.

22 setembro 2019

UBER

Estava a caminho de um show em uma unidade do Sesc próxima ao centro da cidade. Apesar de ser perto da saída do metrô, não quis arriscar e pediu um Uber.

Pelo aplicativo viu a foto do motorista - que tinha o mesmo nome do ex - a placa do carro e onde ele estava. Percebeu que ele mudou de rota duas vezes antes de ir buscá-la, e já estava querendo cancelar a corrida quando ele chegou.

Abriu a porta do carro e sentou no banco do passageiro ao lado do motorista - uma mania dela. Deu boa tarde e se virou para perguntar se tudo bem ela sentar ali. O motorista sorriu e disse para ela ficar a vontade - gato não peça isso.

Desiludida com a vida profissional e pessoal, indo para um show afogar as mágoas e o motorista é aquele padrão que a deixa maluca: alto, magrelo, cabeludo e de coque - bem diferente da foto do perfil.

Era professor de educação física, deu aula de capoeira e morava por ali no centro. Mesmo sentindo seu rosto ficando vermelho, quando ele falava alguma coisa, ela fazia questão de olhar para ele, que tinha um jeito tímido e intelectual. Contou que morou na Austrália por um tempo e que voltou para o Brasil há pouco. Disse tinham ido e voltado. (Tinham? Você e quem? Você e seu cachorro? Amigo? Mulher? Perguntas que ficam apenas na cabeça para não ser acusada de assédio). 

Por que esse tipo de viagem é tão curta?

A gente nunca sabe qual vai ser o tipo de viagem quando embarcamos. Se vai ter mais alguém, se vai ter muita bagagem, muito trânsito, música ruim, direção perigosa; a gente só embarca e segue viagem.

Mas tem viagens que a gente quer repetir, dar mais uma volta, conhecer lugares não visitados, músicas não ouvidas, textos não discutidos.

Ela chegou ao Sesc com uma vontade de saber nome, endereço, estado civil do moço, mas fechou a porta e deixou ele seguir viagem, pois ela esta prestes a embarcar em uma outra.

23 dezembro 2018

Banheira


São Paulo, 21 horas de noite, 30 graus, o verão começou de vez.

Ele chegou em casa, pedi que fechasse os olhos e o fui guiando pela sala. Deixei ele de pé enquanto soprava seu pescoço um sopro gelado, soprei um pouco do peito que surgia na abertura da camisa. Abri mais alguns botões, depois desci minhas mãos pela cintura, passei pela coxa, joelho e cheguei até os pés. De joelhos a sua frente apoiei seu pé na minha coxa e desamarrei seu tênis e tirei sua meia devagar, depois tirei do outro pé.

Minha mão voltou a passear por suas pernas, como uma revista policial fui revistando cada centímetro de sua perna, até chegar no volume que crescia embaixo do zíper.

Abri os botões da sua camisa debaixo e fui subindo, abrindo os botões e soprando um ventinho gelado na sua pele suada. Fui levantando apertando meus seios sobre seu corpo, ao chegar no pescoço te dei um beijo e mordi sua orelha.

Você ainda estava de olhos fechados, peguei suas mãos e lentamente te puxava em direção ao banheiro, te parei na porta, erguei suas mãos e te fiz segurar no batente dela. Pressionei meu corpo no seu, abri o zíper da sua calça e a fui tirando devagar. Arranhei suas pernas enquanto subia para tirar sua cueca. Sua camisa caiu no chão pouco depois.

Seus olhos fechados não viam a decoração do banheiro, luzes apagadas e algumas velas acesas, ao fundo uma música inspirava o clima.

Te ajudei a sentar na banheira, coloquei uma toalha úmida sob seus olhos, te refrescando e deixando mais surpresas no ar.

Tirei o meu vestido, fiquei nua e me ajoelhei na sua frente, me encaixei entre suas pernas. Do armário segurei um vasilhame cheio de gelo. Peguei um e passei de leve na sua testa, passei pelas orelhas, nuca - te causando arrepios, boca e desci para seu peito. O gelo derretia no seu mamilo, te fazendo morder os lábios e segurar na banheira.

Peguei outro vasilhame, desta vez com morangos, mordi um e te dei na boca, o doce da fruta se misturava com o salgado do suor da sua pele.

Com outro gelo brinquei com sua barriga, desci pela virilha e congelei seu órgão ereto, você gemeu enquanto eu brincava com a cabeça dele. Segurei mais dois gelos para esfriar a sola dos seus pés, calcanhares, canelas, joelhos, coxas, virilha. Depois dos percursos os gelos caiam e derretiam no fundo da banheira.

Com você todo molhadinho e gelado, fui para a parte dois da missão de te deixar mais refresquinho.

O gelo deixou um caminho de água por todo o seu corpo, assoprei todos esses mini rios baixando a temperatura do seu corpo.

A parte três da missão era fazer você ficar quente de novo.

Te dei outro morango, misturando os nossos sabores, nossas línguas, nosso suor.

Começando pelo pé, fui te lambendo pedaço por pedaço por toda extensão que a água escorreu. Lambi seus pés, pernas, sequei seu joelho e cheguei na virilha. Sequei seu pinto com algumas lambidas, depois o coloquei inteiro na boca. Para garantir que ele ficasse bem seco, o chupei algumas vezes - mas ele só ficava mais molhado.

Beijei sua barriga, subi pro peito e te beijei na boca, permiti que você me tocasse e por vingança pegou um gelo escorrido e jogou em minhas costas.

Segurei seu membro e me posicionei em cima, fui me penetrando devagar, sentia sua pele ainda úmida e gelada por conta do gelo. Lentamente eu descia e subia, ao som da música ia dançando em cima de você. Você apertou minhas coxas e agarrou forte minha bunda enquanto eu aumentava a velocidade do movimento.

Seus dedos alcançariam um gelo e passaram pelas minhas pernas até encontrar meu clitóris, gemi alto, mordi os lábios, me arrepiei de endurecer os mamilos. Me curvei para frente e encostei peito no peito. Te beijei de novo sem deixar de brincar de sobe e desce.

Suas mãos puxaram meu cabelo para trás, você tirou a toalha do rosto, segurou as minhas costas e foi se levantando. Me deitou no chão gelado da banheira, abriu bem minhas pernas, uma ficou colada na parede e outra quase caindo da banheira. Sorriu seu sorriso mais safado e me penetrou devagar.

Enquanto eu fechava os olhos de prazer, você se aproximava de mim. Veio forte, rápido e intenso. Eu gemia alto, cravava minhas unhas nas tuas costas e curtia sua pele colada na minha.

Os gelos e as velas já haviam derretido, o calor predominava, nossas peles estavam quentes, suadas, coladas.

Você acelerou, me penetrava mais fundo, mais forte. Eu me tocava no mesmo ritmo, tentando te acompanhar.

Você contraiu todos os seus músculos, revirou os olhos e disse que ia gozar, seu anúncio me excita mais e me deixa num ponto de ebulição. Você tirou de dentro de mim e para minha surpresa, gozou na minha barriga e riu. Com os dedos livres me ajudou a me tocar, enquanto eu circulava pelo clitóris, você me penetrava com os dedos; gozei na terceira dedada.

Você deitou em mim e deixamos nossa respiração voltar ao normal. Alcancei um morango e te dei na boca, roubei outro pra mim.

Aproveitamos que estávamos na banheira e tomamos um banho gelado, para limpar a bagunça e agradecer o verão.

19 agosto 2018

Sonho

Sonhei com você esta noite - ou quis sonhar. Acordei com seu rosto, com seu sorriso e fiquei mais leve, mais em paz.

Me espreguicei e lembrei do seu sorriso meio tímido, um pouco safado - do jeito que eu gosto.

Saí da cama querendo me enrolar nos lençóis, fazer você se materializar embaixo das minhas coxas e sentir seu calor subindo pelo meu corpo.

Levantei, me apoiei na parede gelada, senti o frio nas minhas costas, queria você pressionando meu corpo, beijando meu pescoço, minhas pernas fraquejaram.

Saí segurando no batente da porta querendo, minhas unhas arranharam a madeira da porta, marcando minha agonia de não te ter aquela noite.

Entrei no banheiro, tirei a camisola e a calcinha, e tomei um banho... Devia ter sido gelado para apagar o fogo que sentia ao pensar em você.

09 julho 2018

*DIÁLOGO*

Sonhou com ele mais uma vez. Era estranho, nunca o tinha visto ao vivo, mas acordou com a sensação de que estavam juntos naquela noite.

Começou a acompanhar seus vídeos no Youtube e suas postagens no Instagram há pouco tempo, porém já admirava alguns dos seus pensamentos e posicionamentos.

Fisicamente não fazia o tipo dela, acostumada a ficar com caras magros quase esqueléticos, ter tesão nele era algo novo, interessante e fazia parte de um processo de amadurecimento. Era bem alto, grande e com uma barba enorme - ela que nunca gostou de barbados, estava louca para que ele roçasse seus pelos em suas partes íntimas. Era todo tatuado, com voz rouca e tinha explosões de raivas em alguns vídeos do seu canal - ela bem que queria conhecer essa explosão, essa energia ao vivo. Ele soltava o cabelo comprido, e fazia o estilo lenhador, bruto, calado, às vezes bêbado com sorriso safado no rosto. Ela o olhava de novo e pensava: porque ele me atraí tanto? Devia ser o conjunto todo, não estava acostumada com aquele tipo de homem que fala o que pensa, que age.

Segunda-feira era o dia que saía vídeos sobre "conselhos" em outro canal que ele participava, muitas vezes sobre sexo e é aí que ela pirava, pensava nele e nas coisas que ele dizia. Depois dos conselhos era quando ela sonhava. Acordava com o coração acelerado, com pensamentos confusos e com a calcinha molhada... Quando era mais jovem sempre quis saber como era sentir o peso de um corpo sobre o seu, mas e aquele corpo? Saberia ela lidar com um homem tão experiente quanto ele?

Queria que ele a amarrasse na cama, deixando-a só de lingerie, enquanto ele passasse seu taco, conhecido como "diálogo" pelo seu corpo. Começando pela cabeça, descendo pelo rosto, passando pelo pescoço, circulando os seios, fazendo cócegas na barriga e parando na extremidade da calcinha. Ali faria uma pressão de leve fazendo ela morder os lábios, revirar os olhos.

Ela sabia que esse sonho jamais viraria realidade, então assistiria aos vídeos apenas para se inspirar e excitar, mas sempre pensando que algum dia podia ser real, para ela falar no ouvido dele: vem dialogar comigo.

11 junho 2018

Sereia

Queria ser essa sereia tatuada no teu antebraço, assim poderia nadar por todo seu corpo.

A noite subiria para dormir no aconchego do teu peito. De manhã nadaria até seu pescoço para ver os lugares por onde você iria, e te faria massagens ao longo do dia. Nas suas costas boiaria para te proteger; a tarde ficaria na preguiça acariciando sua barriga e no fim da noite te provocaria fazendo cócegas na tua virilha.

Passearia pelo teu corpo te conhecendo, te protegendo e te fazendo afagos. Entoaria meu canto para te inspirar, pentearia meus cabelos pra te fazer dormir e dançaria para te seduzir.

Quando você quisesse, voltaria para o teu braço para te dar forças e ficar quietinha, porém é só pedir que me materializo na sua frente para que você me capturasse com suas lentes.

Seu corpo será o oceano que vou para sempre mergulhar, te agradeço por me tatuar e me deixar atravessar suas águas

08 maio 2018

Piercing

- Deixa eu lamber seu piercing aí, na amizade! - falou a garota jogando o rapaz na parede.

Se conheciam há um tempo, se falavam pouco então não tinham muita intimidade, mas ela sempre teve vontade de beijar um cara com piercing. O dele era estrategicamente posicionado na pele acima dos dentes, o que a fazia imaginar muitas coisas.

O rapaz engoliu em seco, com o coração acelerado e as pernas trêmulas. Ela avançou como uma pantera e pressionou seu corpo em cima do dele contra a parede. Agarrou os pulsos do menino e o deixou preso, uma das suas coxas penetrou entre as pernas dele, sentindo seu membro acordando.

Chegou de mansinha mais perto, sentiu o perfume atrás da orelha direita e foi passeando com o nariz pelo pescoço até a outra orelha, que recebeu uma mordida. Ele sentiu um calafrio, se estremeceu, mordeu os lábios. O nariz dela saiu detrás da orelha e sem desencostar da pele foi até a bochecha, depois até encontrar com o nariz dele - que sorria de olhos fechados. 

Com a ponta da língua lambeu a ponta do nariz dele e foi descendo até a boca, ele tentou mordê-la, porém ela não deixou. Lambeu o lábio superior dele, depois o inferior, sua língua passeou por toda a boca do rapaz num movimento circular, terminando aonde havia começado. Sua língua se encontrava entre os lábios dele, pedindo permissão para entrar. Ele riu e abriu a boca. Ela encostou nos dentes dele, depois subiu e roçou naquela argola de aço. Tinha medo de machuca-lo então brincava bem devagar, subindo e descendo com seu piercing e dançando de um lado para o outro. Seus corpos ficam mais próximos, depois de brincar com o piercing, chupa o lábio superior dele que responde mordendo o dela.

Ela abre os olhos, solta os pulsos dele e sorri dizendo "obrigada".

- Como obrigada? Você vai embora? Vai me deixar? - falou surpreso o rapaz.

- Sim, eu só queria lamber seu piercing, o resto foi de brinde.

30 abril 2018

Corrida

Era uma noite de outono, tempo seco, mas com vento gelado que me cortava as pernas, péssimo dia para se usar saia. Passava da meia noite quando cheguei ao ponto de ônibus, pelo que li na placa, havia perdido meu transporte há uns 10 minutos.

Meu celular era antigo, tinha pouca memória livre, tentei em vão baixar um aplicativo de táxi ou uber. Caminhei até ali perto, tinha um ponto de táxi que ficava em frente a estação de trem. Por ali ainda tinham algumas pessoas saindo do último trem, esperando carona - será que peço ajuda?

Um táxi parava devagar no ponto - minha esperança até acordou - quando eu andava até ele, uma moça abriu a porta e eu a boca, e antes de entrar me perguntou:

- Você quer dividir? Vou aqui perto.

Sem fechar a boca eu balancei a cabeça de forma positiva. Tudo aconteceu tão rápido que parecia cena de pegadinha. Sozinha a noite, sem carona e quando ela chega, desaparece.

A moça explicou ao motorista aonde ir, eu conhecia pouco e sabia que era perto de onde eu iria, então em 20 minutos eu estaria em casa.

Era uma situação um pouco constrangedora, ali no táxi com uma desconhecida, olhei para ela de canto de olho, e ela falou:

- É um pouco constrangedor mas é uma situação cômica, daria uma ótima história no futuro.

No rádio uma música pop dos anos 90 me transportava para o passado, cantarolei baixinho o refrão, enquanto ela cantou a todo pulmão. Eu ri e cantamos juntas. Nossos olhos se cruzaram e ali naquele segundo, me senti em paz, segura, como se eu já a conhecesse há tempos e todo aquele clichê que vem junto.

Apesar do caminho que íamos fazer era curto, encontramos uma obra no caminho que nos deixou parada por meia hora na avenida. O taxista foi gentil e parou o taxímetro. Nesse tempo pudemos conversar um pouco mais.

Ela colocou a mão na minha coxa, dava para sentir a diferença da temperatura entre nos duas, senti o calor da pele dela irradiando pela minha perna. Engoli seco, coração acelerou - o que era isso que eu sentia?

- Quer ir numa festa comigo? É no apartamento de um amigo, bebidas, comidinhas, música boa. Vamos aproveitar esta sexta-feira? - falou ela sem tirar a mão de mim.

Eu não tinha o que perder, ia pra casa ver filme e dormir. Disse que só iria se rolasse música dos anos 90, ela riu e falou que ia providenciar.

No flashback da rádio agora tocava uma música lenta, para acalmar os ânimos - era o que eu inocentemente pensava. Depois de se aproximar de mim, ela sussurrou no meu ouvido:

- Essa música é boa para dormir abraçadinho, depois de ter transado muito. - falou subindo sua mão em direção da minha calcinha. Seus dedos passaram pela minha virilha e pousaram em cima do meu sexo. - Gosto assim quando está começando a ficar molhadinha.

Olhei para ela com minha respiração ofegante, não sabia o que dizer, aquilo estava muito bom, meus hormônios estavam batendo no teto, eu nunca tinha ficado com uma mulher, mas eu precisava experimentar aquela. Tudo estava nos conectando, a energia estava muito boa, a sexta estava chamando a gente para ficar juntas. Engoli em seco. Minha mão tocou a face dela, meus dedos roçaram seus lábios depois passearam até seu pescoço, nuca, a trouxe a mais perto de mim, até ficarmos a pouco centímetros.

Seus dedos me tocaram em cima da calcinha, me massagearam, círculos leves alterando com mais intensos, desceram aonde eu estava mais úmida e subiram, um movimento que ela repetiu algumas vezes. Mordi os lábios. Ela continuou me provocando, seus dedos voltaram para minha virilha, sentiram a renda da minha calcinha e foram tocando a minha pele até chegar nos meus pelos e no meu clitóris que gritava por ela. Gemi baixinho e me contorci, ela beijou meu pescoço e me deixava mais molhada. Eu segurava na porta querendo gritar, olhava para o espelho ver se o motorista estava de olho na cena, quando ele disse:

- Vou pegar um atalho para ir mais rápido.

- Gosto de mais rápido - falou ela acelerando o movimento.

O táxi parou no prédio dela que pagou com cartão e desceu; minhas pernas trêmulas quase me impossibilitaram de descer. Entramos pela portaria, ela pegou minha mão e me levou para um corredor escuro, passamos por aviso que dizia "playground fechado por motivos de obra", então me puxou e me colocou sentada num balanço de ferro. Tirou a blusa que usava e ajoelhou em cima de frente para mim, empurrou de leve o balanço e quando eu cheguei perto ela colocou a mão dentro da minha saia e tirou minha calcinha. Com uma vontade incrível, ela me abocanhou e sua língua passeou em mim. Seus dedos me tocaram de leve, depois penetraram em mim quando ela viu  que eu estava bem molhada. Sua língua fazia movimentos e tremores que nunca tinha sentido. Ela tirou a boca, a meia luz que estávamos, a vi lambendo os lábios e sorrindo. Com o dedo indicador e o médio enfiando forte e rápido dentro de mim, me segurava nas correntes do balanço. Sua língua grudou de novo no meu clitóris que já estava excitado, exposto, para fora, ela o chupava, e molhava bem. Passei minha perna pelo pescoço dela, que passou uma mão por trás e apertou minha bunda. Ela me estimulava de todos os jeitos. Senti um calor crescente vindo da minha buceta e me dominou inteira. Gozei e gemi alto em cima de um balanço infantil.

Ela sentou no gira-gira, agora era minha vez de fazê-la girar.

20 dezembro 2017

Voyeur

Era de noite, a rua estava deserta, desci correndo do ônibus, pois queria estar em casa mais rápido. Dobrei a esquina depois do ponto e cheguei na minha rua. Estava tudo apagado: prédios, casas, luminosos de comércios, tudo no escuro, sem luz. Coração acelerou, apertei o passo, ouvi alguém tossindo, me assustei. Porém vi que era na calçada oposta a minha, no primeiro andar do prédio em frente a minha casa. Da janela aberta do apartamento, só conseguia ver uma silhueta, vi um pedaço do seu corpo iluminado pelo o cigarro em sua mão. Quem era?

Fazia uns três meses que morava ali. Trabalhava de manhã, estudava a noite, não tive tempo de conhecer meus vizinhos. Entrei no meu sobrado em frente a cena, e tentei saber quem era o ser misterioso. Subi para o meu quarto e pela persiana tentei avistá-lo, porém já tinha ido. 

Na manhã seguinte ao sair de casa reparei novamente no apartamento, agora com a janela fechada. Cheguei, depois das 23 horas, antes de virar a esquina para minha rua, ouvi um pigarro, corri para ver se era a silhueta. Lá estava fumando no escuro, sentado no beiral da janela. Os dedos prendiam o vaga-lume de nicotina, a mão apoiada no joelho voava passeando pela coxa, peito e até chegar a boca que tragava e soltava a fumaça. Caminhei mais rápido, tranquei o portão de madeira de minha residência e corri para janela. No escuro do quarto observei pela persiana ele repetindo aquele gesto algumas vezes, do joelho até a boca até o vaga-lume se extinguir.

Fechei a persiana, fui dormir pensando na cena e no meu vizinho, estava feliz por ser sábado no dia seguinte e talvez ia poder acabar com esse mistério.

Acordei cedo, abri a janela - a dele estava fechada - fiz a cama, coloquei as roupas para lavar e nada de vê-lo. Almocei, lavei as louças, tomei banho e sai com minhas amigas. Voltei a noite, alegre e leve pelo vinho que bebi.

Subi para meu quarto e mesmo no escuro, fui tirar meu vestido, uma ação bem complicada de se fazer estando bêbada. As pernas bambearam, o zíper ficou preso nas costas e quase não passou pela cabeça quando eu o tirei.

Depois da cena lamentável comecei a notar na lingerie nova de renda que usava, azul marinho. O efeito do vinho surgia ali também me fazendo ver desenhos que talvez não existissem. A renda era linda, com costuras, revelos e traços bem feitos, e eu a tateava como um deficiente visual lendo braile. Sentia o bojo sustentando meu seio embaixo e a renda contornando por cima, meus dedos tentavam decifrar aquele mapa de linhas, curvas e nós. Minha mão subiu até a alça onde os desenhos eram mais simples, porém desci novamente, meus dedos queriam saber sobre os desenhos do busto.

Minha curiosidade desceu até minha calcinha, a renda debaixo seria igual? O mapa desceria até ali?

Uma faixa lisa azul percorria minha cintura, a renda ficava mais embaixo, meu dedos sentiriam a renda, seguiram o caminho e acharam o tesouro do mapa. Mordi os lábios. Estava ainda de pé, em frente a cômoda que joguei o vestido, em frente a minha janela aberta...

Coração parou, pernas bambearam.. Subi com tanta pressa para me livrar do vestido que esqueci a janela aberta... Meu quarto estava a meia luz, iluminado pelo poste da rua, a mesma luz que invadia o quarto dele. Há quanto tempo será que ele me observava? Em uma das mãos segurava seu cigarro, na outra, seu membro quase ereto.

Era uma noite linda, quente, o vinho ainda me agitava e meu corpo pedia por algo.

Sorri e continuei. Virei de costas para ele e comecei a dançar devagar, subia e descia com uma das mãos apoiadas na cômoda; a outra mão, tirou o cabelo das minhas costas para que ele pudesse me ver mais. Agachei e lentamente subi só meu bumbum, minha lombar e cabeça subiram depois.

Coloquei minhas mãos atrás e abri o fecho do sutiã - nessa hora nem ligava mais se ele estava assistindo ou não, estava fazendo para mim, queria me satisfazer. Meus seios estavam livres, cobri com as mãos, virei meu rosto para ver se meu vizinho ainda me olhava, sorri meu sorriso mais safado e o vi lá, me observando e se tocando. Virei e fiquei brincando com meu vouyer, enquanto eu mostrava um seio, cobria o outro, até mostrar os dois.

Do outro lado não conseguia ver muita coisa dele, mas o pouco que via, percebi  ele rindo, já havia largado o cigarro queimando sozinho no cinzeiro e estava focado em mim. Acho que ele não me via tanto também, mas a imaginação falava mais alto.

Minhas mãos puxavam meus cabelos, percorriam meu pescoço e voltavam para meus seios que apontavam para ele, apertava meus mamilos que já estavam duros e eu mordia os lábios. Elas circularam mais meus seios, contornaram minha cintura e pousaram na minha barriga. No quadril, brincaram com o elástico da minha calcinha e foram puxando mais para baixo.

Fiquei de costas de novo, era bom ficar seduzindo, brincando de esconde e esconde, ri alto e pisquei pra ele, ou para mim mesma, estava conhecendo meus limites e me divertindo. 

Rebolei um pouco e fui tirando a calcinha, baixando centímetro a centímetro, até ficar completamente nua, peguei a peça azul recém tirada e joguei no beiral da minha janela. Minha mãos podiam percorrer todo meu corpo nu, o vento soprava leve e eu me sentia inteira. Elas desceram da minha barriga até a virilha, brincaram alí, depois pularam para os grandes lábios, meus dedos aprovavam aquela carne volumosa, macia, e meus dedos passearam entre as coxas até chegar mais atrás, na bunda. Eles voltaram percorrendo os outros lábios, desfrutaram da lubrificação dali e deslizaram no clitóris. Uma corrente elétrica irradiou daquele pequeno pedaço escondido em mim pelo meu corpo inteiro. Estava pronta.

Abri a última gaveta da cômoda, e apoiei um pé, estava aberta, livre, acesa.

Meus dedos estavam na carne macia dos lábios da minha boca e desceram para os outros lábios, senti meu clitóris crescer, ele apontava para mim, então, brinquei com ele. Fiz movimentos circulares de leve, devagar, aumentei a pressão, depois com dois dedos brinquei de "ir e vir" e ia alternando nesses dois movimentos, aumentando a pressão e parando às vezes.

Meu dedo se perdeu dentro de mim, e eu me encontrei com ele. Era daquilo que eu precisava de um tempo só para mim.

Ele deslizava facilmente para dentro, entrava e saia bem do jeito que gostava. Introduzi outro dedo e foi bem mais gostoso. Enquanto uma mão introduzia, a outra massageava o clitóris, aquela combinação de movimentos me deixou com calor, suada e elétrica. Os dedos entravam mais rápido mais forte, assim como a massagem, que ganhou força e pressão.

Abri os olhos e o vi se tocando, ele estava de olhos fechados, mordendo os lábios e se satisfazendo. Aquilo me inspirou, aumentei mais a pressão, a velocidade, meu coração acelerou, não conseguia parar em pé, minhas costas se curvavam para a frente, porém eu não parava, queria chegar até o final, eu tava quase la, foi quando ouvi:

- Gostosa! - ele gritou do outro lado da janela.

Era o estímulo final que precisava, gozei ao ouvir aquilo, gemi alto e minhas pernas quase tombaram para a frente, me segurei na janela, ali consegui vê-lo melhor. Vi os momentos finais do prazer dele. Ele estava sentado com a mão dentro da cueca, brincando com seu pênis para cima e para baixo, até se contorcer na cadeira e relaxar o braço.

Sai da janela, fui dormir. Era o efeito do vinho ou ouvi alguém me aplaudindo?

Acordei de ressaca, dor de cabeça, vi meu quarto bagunçado, vestido jogado, gaveta e janela aberta. Foi real, ou apenas um sonho? Fui até a janela e vi minha calcinha no beiral, corri para tirar. Ouvi aplausos e vi meu vizinho na sala dele me brindando com café. Sorri envergonhada e fechei a janela.

Confesso que abri a janela algumas outras vezes para tomar um ar, ou para desfilar minha lingerie nova.


29 novembro 2017

Offline


Num mundo conectado, online, multimídia, faz falta algo ao vivo, frente a frente, offline, mas com ótima conexão. Uma conexão além do 4G, conectar olho no olho, pele na pele, voz no ouvido.

Entre smartphones, tablets, design digital, user experience, a experiência que queremos é mais carnal, humana, sem uso de VR, em uma realidade aumentada no dia a dia.

Esquece a hastag, esse qr code desatualizado e esse emoji, quero seu perfil de verdade na minha frente; cancela esse storie e me conta essa história ao vivo.

Deixa os aplicativos desatualizados e atualiza nosso bate-papo, nosso sentimento.

E quem sabe @, a gente se diverte nesse boomerang até acabar a bateria.

06 novembro 2017

Café

- Algo mais? - disse ele.

Ela acordou quando o copo quente de  isopor tocou em sua mão, se assustou ao pegar o café.

- Não obrigada.

Sentou de frente a lanchonete observando esse que a servira. Abriu um sachê de açúcar e despejou seu conteúdo na bebida, pegou uma colherzinha e mexeu devagar.

Ele era fisicamente do tipo que sempre a atraia: alto, branquelo, magrelo e cabelo um pouco comprido. Usava um avental amarelo, daqueles que dá um nó atrás para amarrar e uma touca da mesma cor para prender os cabelos. Era simpático com seus clientes e trabalhava com muita agilidade e alegria; a cada detalhe, o café ficava cada vez mais gostoso.

Aproximou o copo da boca, fechou os olhos e sentiu aquele aroma a dominando. Aquele sabor meio adocicado, meio amargo encontrou com a sua língua, desceu deliciosamente morno pela garganta até chegar ao estômago. Sorriu sentindo aquele calor se expandindo pelo corpo inteiro.

Pensou em como seria tomar um café com ele, seria mais doce ou mais amargo? Quente ou frio? Forte ou fraco?

Há alguns anos ela teria sido mais ousada investiria nele, chamaria para um café, porém naquele momento ela estava em paz, curtindo um café sozinha; foi egoísta e ficou com aquele sabor só para ela.

São fases, tem dias que queremos dividir o café com alguém, tem dias que é bom tomar sozinho, o sabor ficar mais forte, mais delicioso.

O rapaz continua ali servindo bebidas, quem sabe numa próxima xícara ela não esteja em outra fase e o chame para beber com ela.

31 outubro 2017

Replay

É um déjà-vu, um replay, um looping. Parece a mesma melodia, mesmo acorde, mesma música. Mais uma vez estou boquiaberta em frente ao palco vendo um rapaz tocar - certeza que vida passada eu fui uma partitura só para sofrer na mão de um músico.

Preciso descrevê-lo? Magrelo, estiloso, cara de bom moço, em cima do palco se divertindo com o que fazia, combinação perfeita para me deixar com as pernas bambas.

Um olhar intenso, um sorriso de menino e uma coragem de gigante, queria admirá-lo o show inteiro. Mas como num déjà-vu, num replay, não falei com ele, só observei de longe e me inspirei para escrever esta declaração. Fiquei morrendo de vontade,, mas agora nem Buscopan vai me fazer melhor.

07 setembro 2017

Pedido

Ele era magro por inteiro, menos no volume da cueca branca que se destacava: era grande e grosso.

Se conheciam há uns anos de um aplicativo de relacionamento, e comemoravam essa amizade se encontrando uma vez por ano só pra transar. A cada encontro trocavam longos diálogos, experiências passadas e carícias.

Naquela noite ela usava um vestido curto verde, com meias e botas pretas, e uma calcinha vermelha. Ele sabendo do gosto dela, para enlouquecê-la, colocou uma camisa social preta e seu jeans rasgado. Se encontraram na casa dele. Na cozinha pegou o saca-rolhas e abriu um vinho, e o som da rolha abrindo a garrafa, abriu também memórias antigas dela:

- Esse som me lembra a última vez que estive aqui. Estava no seu quarto quando você abriu a garrafa e desde então esse som me enlouquece, pois lembro da nossa última noite.

Ele serviu o vinho em duas taças, pegou a garrafa e foi para o quarto, com ela seguindo atrás.

- Vem abrir meu vestido! - falou ela de pé ao lado da cama, enquanto colocava as mãos no colchão arqueando as costas e deixando o quadril mais alto.

Ele chegou por trás, encoxando a garota e abriu o botão do vestido. Uma das mãos a agarrou pelos cabelos e a outra foi em direção da calcinha. Empurrou ela de leve para a cama, deixando-a de quatro e grudou seu quadril no dela, que agora se movimentava devagar, sentindo com a bunda um volume crescendo na calça dele. Ele puxou a calcinha pro canto e tocava a garota com o polegar, massageando suas partes em movimentos circulares, para cima e para baixo. Sentiu que ela relaxava e quanto mais ele a tocava, mais molhada ela ficava.

Parou. Segurando os seios dela, a ergueu e tirou seu vestido. Peito grudava nas costas dela. Com os corpos colados, ela aproveitou para tocar no membro duro dele, invadiu aquele jeans com uma das mãos e sentiu aquela pele pulsante na cueca. Tirou o volume para fora e o colocou na boca, chupou deixando bem molhado. Sua língua passeava pelo corpo até a cabeça, sugou aquela região enquanto suas mãos brincavam com as bolas dele. Colocou de novo o pênis na boca, ele arrumou os cabelos dela para o lado e segurou sua cabeça controlando os movimentos de vem e vai que ela fazia. A saliva escorria pela boca.

Deixou ela de quatro novamente, era a vez dele salivar. Sua língua se encontrou com os grandes lábios dela, e foi passeando por ali. As mãos dele subiam pela coxa até o bumbum, e enquanto a língua estimulava o clitóris, seu dedo se aprofundava da vagina, que se abria para ele.

Sentiu ela ficando mais relaxada, mais molhada, com a respiração mais ofegante. Ela contraia os músculos até os dedos do pé. Sentia uma energia corrente por todo seu corpo.

Ela empurrou a cabeça dele que entendeu o comando, ficou de joelhos e penetrou nela, escorregando, deslizando pausadamente até ela morder os lábios. Começou devagar aquela movimentação de ir e vim, até aumentar o ritmo e a cabeceira da cama bater na parede e suas bolas baterem na bunda dela. Pele com pele. Uma fricção, um fogo acendido por um fosforo.

Ela agarrava o lençol e gemia, ele a agarrava pelo quadril e pelos cabelos. Ela sentia suas pernas tremendo. Ele deu um tapa na bunda dela de surpresa que a fez soltar um gemido alto, que o fez rir, só voltou a ficar sério quando ela olhou para trás e pediu para ele fazer mais forte.

Ela arqueou as costas, deitando a face no colchão e arrebitando mais o quadril para ele, que enquanto a comia, com força começou a tocá-la de leve, ela se contorcia, gemia e sorria.

O suor escorria na pele de ambos, de repente o quarto virou uma sauna. Ele tirou a camisa, pausou o movimento para tirar a calça. Ela sorria esperando ele na pose anterior, quando ele se ajoelhou para penetrá-la novamente, ela falou:

- Coloca atrás, mas devagar.

Ele ficou boquiaberto com a frase e aceitou o pedido fazendo do jeito que ela queria. Agora foi mais pausadamente do que antes, ela se contorcia mais e gemia com mais facilidade, aquilo o excitava mais, vê-la daquele jeito o deixou morrendo de vontades. Colocou até onde pode e foi fazendo aquele movimento lento, indo e voltando até chegar numa velocidade mais alta. Sentia ela mais molhada, como nunca havia sentido antes, seus dedos escorregavam e ela gemeu alto até não aguentar mais e gozar. Desmaiou na cama, deixando ele com mais tesão e gozando depois, deitando em cima dela.

Ela sentia o coração dele bater rápido nas costas dela. A respiração deles ia voltando ao normal. Ela olhou para o lado e disse:

- E a gente nem bebeu o vinho!