Era a quarta vez que ele dava um perdido nela, mandava mensagem atiçando, chamava para sair mas, no dia anterior ou no dia d, ele sumia, não respondia as mensagens - o que deixaria qualquer bravo.
Ela tinha apagado o número dele dos contatos no domingo, e na segunda achou estranho quando um número desconhecido mandou mensagem dizendo que ela havia sumido, já que eles não se falavam há mais de quatro meses - incrível como os homens tem radar para essas coisas.
Conversaram sobre o que não se falavam há tempos: família, trabalho, etc. Ele quis revê-la. Ok, ela aceitou, comentou que na sexta-feira seria um bom dia e que seria a última chance dele e combinaram o horário
Na sexta ela ligou, ele confirmou, ela sorriu um sorriso diferente, uma pena que ele não pode ver.
Foram em uma lanchonete conhecida, comeram lanches, dividiram a batata frita, tomaram milk shakes. Ele entre uma mordida no hambúrguer e outra, dizia o quanto ela estava linda, cheirosa e que estava com saudades... Aquele milk shake de morango que ela tomava, nunca tinha sido tão gostoso.
Decidiram então ir para a segunda parte da noite, o sorriso dele ia de orelha a orelha, e ela com um irônico no rosto.
Ela escolheu uma suíte num motel que já tinha ouvido falar, uma que tinha uma barra para fazer striptease - o que o deixou mais animado e curioso, pois queria saber o que ela carregava na bolsa tão pesada e cheia.
Ligou uma música no quarto, ajustou a luz e pediu para ele sentar na cama. Começou a dançar lentamente próximo a barra. Enroscou a perna, deu dois giros e voltou para a frente dele. Dançava sensualmente, subia e descia fazendo charme com o vestido. Ele até sentou mais perto, depois ficou boquiaberto e imóvel.
Ela terminou a dança depois de ter jogado o vestido longe, usando uma lingerie roxa, que contrastava com sua pele branca. Perguntou se ele gostava, ele respondeu que sim e pediu que ela continuasse a tirar a roupa, ela falou só depois da surpresa.
Pediu para ele encostar na cabeceira da cama, ele o fez. Pegou sua bolsa pesada, colocou em cima da cama, de dentro tirou uma venda e cobriu os olhos dele. Passou uma perna por cima do quadril dele e sentou um pouco abaixo do peito. Da sua bolsa mágica tirou um "spray de chantili", apertou um pouco, colocou no dedo e deu para ele provar. Ele comeu e adorou, sorria cada vez mais. Então ela passou um pouco no peito dele e lambeu, deixando ele alucinado.
Ela levantou, colocou outra música para tocar, aumentou bem mais o som, tirou uma corda da bolsa. Amarrou os pulsos dele em cada ponta da cabeceira, bem firme para ele não conseguir soltar.
Escreveu mais coisas na barriga dele, se levantou (ficou em pé no colchão), balançou um pouco a cama, sem que ele entendesse o que acontecia e voltou para perto dele. Deu um selino na boca dele, que sorriu. Ele sentia a cama mais leve, depois ouviu um barulho de disparo de câmera de celular - que ela deixou alto de propósito para que ele ouvisse, enquanto tirava uma foto dele naquela posição.
- Você tirou foto?! - disse ele espantado sem conseguir se mexer
- Sim! Precisava registrar esse momento - falou a moça rindo
- Deixa eu ver! - falou ele rindo também
Quando ela tirou a venda ele se surpreendeu, pois ela já estava vestida, mas ficou mais surpreso ao ver as fotos. Seus olhos se arregalaram, rosto ficou vermelho. Ela voltou a colocar a venda nele, pegou sua bolsa e foi embora batendo a porta, deixando os gritos e xingamentos dele sendo abafado pelas paredes e música alta. Agradeceu sua amiga, que trabalhava no motel que ela escolheu e disse:
- Espere mais meia horinha antes, depois você o salva - falou rindo e dando uma piscadinha irônica
Sentiu o gosto daquele milkshake, que ele tinha pago, na boca novamente e sorriu. O sabor era maravilhoso: sabor de vingança
Postou a foto na sua rede social com os dizeres: mulheres valorizem-se. Se você mesma não muda suas manias, imagine um cara imaturo e babaca?
A foto do cara vendado, rosto embaçado, possuía duas frases. Na barriga pichada de chantili dizia: "pinto pequeno" (ok, ela sabia que era bem infantil e imaturo, mas ela algo que ela precisava fazer e compartilhar). E na parede, acima da cabeça dele, um cartaz com os dizeres: "sou um babaca que deve respeitar mais as mulheres e não tratá-las como objeto".
E tudo ficou bem mais doce.
02 abril 2016
28 março 2016
Marcas
Ela fechava os olhos, não era de dor, era um pequeno incômodo repetitivo. Mordia os lábios, engolia seco e ignorava o arrepio frio.
- Foi você que pediu por isso! - disse ele continuando seu trabalho
Era a segunda tatuagem que ela fazia, mas desta vez queria um traço mais fino, no pulso, algo mais delicado, o que fez com que o tatuador se atentasse mais aos detalhes.
- Tá doendo?
- Não! Só incomoda um pouco - falou a cara escondendo a cara de dor
Ela já o conhecia de outro lugar, porém nunca tinha tatuado com ele. Estava sem graça, falava baixo, pois, não tinha muito assunto. Sempre o achou bonito e ficava reparando no piercing que ele tinha na boca - nunca beijou um cara com um, como seria?
- ... faço o traçado mais vezes - ele terminou a fala
O que foi que ele havia dito? Ela doida nos pensamentos não ouvia o que ele dizia, só reparava na mão dele segurando forte seu pulso para não sair do lugar, enquanto a outra mão segurava a máquina e tatuava ela. Às vezes sua mão tocava a pele dele; estavam gelados, o ar condicionado esfriava o ambiente, o que era bom pra ela, pois não ficaria vermelha tão fácil. Ela sempre se perdia nos olhos dele, sempre achou que ele tivesse olhos de lobo, aqueles que saem para caçar.
- Como a agulha é fina, faço o traçado mais vezes - ele repetiu pois viu o rosto cheio de dúvidas dela
Com seu trabalho finalizado, pegou papel com algo para limpar e segurou gentilmente o braço dela, bem diferente da outra vez, era suave, bom, era interessante essa mistura de forte e suave.
Precisava fotografar a tattoo, para o trabalho dele, pegou uma câmera e a chamou para o andar de cima do estúdio, onde a iluminação era melhor. Lá deviam ser feito as tatuagens maiores, pois, tinham algumas macas abertas, o que aguçou o pensamento dela.
Ele a chamou e posicionou em frente a uma parede, seus olhos de animal estavam mais claros e vivos. Segurou o pulso dela e o virou para si. Tirou a foto, sorriu e disse que tinha que embrulhar o desenho. Pegou papel filme, enrolou, colou crepe e fim.
Foi mais rápido do que ela esperava. Ele foi em direção a escada para descer e ela deitou em uma maca, disse que queria imaginar como era tatuar uma grande área do corpo. Tirou a blusa, pegou uma caneta que estava num balcão e escreveu algo na barriga.
- Vem ver! Acha que esta aqui vai doer?
Ele veio manso, olhos baixos com um sorriso sedutor no rosto e riu quando leu a frase:
- Essa eu faço agora e não vai doer nada.
Começou a beijar a barriga dela e foi subindo devagar, dessa vez ela fechava os olhos por outro motivo. O incômodo que sentia antes foi trocado por uma onda de calor, a pele gelada estava quente agora e a única dor que sentia era dele mordendo seus lábios.
O plástico em seu braço grudou na pele dele enquanto ele terminava de subir na maca, que balançou um pouco. Ela entrelaçou suas pernas no quadril dele, enquanto ele acariciava o pescoço dela.
- Meu outro tatuador não me tratou assim... Esta tatuagem vai sair mais caro!
O plástico em seu braço grudou na pele dele enquanto ele terminava de subir na maca, que balançou um pouco. Ela entrelaçou suas pernas no quadril dele, enquanto ele acariciava o pescoço dela.
- Meu outro tatuador não me tratou assim... Esta tatuagem vai sair mais caro!
- Isto é de graça! Agora se você quiser colorir sua tattoo, aí é outro esquema...- ele falou, colorindo a face dela
Em cima da maca bamba eles se beijavam, ficaram agarrados sentido um o corpo do outro. O peso do corpo dele fazia força sobre o dela, ela não conseguia se mexer, lembrou da força dele quando segurava seu pulso. Sentiu algo no corpo dele:
- É só minha agulha que está feliz de te ver... Doida pra te tatuar,sentir tua pele.
Depois de rir continuaram se beijando, ela passava a mão por debaixo da camiseta dele, enquanto ele a segurava pelo pescoço. As coisas começaram a esquentar e ficarem mais rápida, mais forte e apressada. Ele levantou o tronco para subir um pouco mais, porém a maca não resistiu e quebrou levando os dois para baixo.
Do andar de baixo ouviu-se um estrondo, que fez com que um outro tatuador subisse correndo as escadas. Ficou olhando a cena sem entender: a maca quebrada e os dois gargalhando no chão.
No dia seguinte a tatuagem coçava, o roxo da perna doía, mas a lembrança do momento ficava. Tem marcas que são permanentes.
19 janeiro 2016
Sinuca
- Bola 3 caçapa da direita
Ele disse isso no meio da sua sala apenas de cueca e meias. Ela ria de calcinha e sutiã, haviam acabado de criar um jogo, uma mistura de sinuca com strip-tease - a cada bola acertada o outro deveria tirar uma peça de roupa.
Às 2 horas da madrugada o sono e a bebida já tomavam conta dos dois, a euforia, sorrisos eram sinais que estavam se divertindo e a noite ia demorar para acabar.
Às 2 horas da madrugada o sono e a bebida já tomavam conta dos dois, a euforia, sorrisos eram sinais que estavam se divertindo e a noite ia demorar para acabar.
- Se eu acertar aquelas duas de uma vez, quero um strip em cima da mesa.- ele falou rindo das próprias palavras
- Se você errar, quem faz uma dança sensual é você, mas pode ser no chão.- ela complementou a frase com uma piscadinha
- Se você errar, quem faz uma dança sensual é você, mas pode ser no chão.- ela complementou a frase com uma piscadinha
O sorriso dele era mais enigmático que o da Monalisa. Ela engoliu seco, já sabendo que ele sempre jogava sozinho em casa, já imaginava que ele acertaria e ficou imaginando como seria subir na mesa, com qual música faria a dançaria, quais seriam seus movimentos.
Bem na hora da tacada ela apoiou os cotovelos na textura verde, deixando seu volumoso decote a mostra e disse:
- Bate com força que a vitória é garantida!
O olhar dele foi desviado do jogo e se uniu a um arrepio na espinha, um sorriso safado e uma contração involuntária no braço fazendo-o errar o movimento e a tacada. A gargalhada dele explodiu na sala junto com um cara de cachorro pidão e triste.
Bem na hora da tacada ela apoiou os cotovelos na textura verde, deixando seu volumoso decote a mostra e disse:
- Bate com força que a vitória é garantida!
O olhar dele foi desviado do jogo e se uniu a um arrepio na espinha, um sorriso safado e uma contração involuntária no braço fazendo-o errar o movimento e a tacada. A gargalhada dele explodiu na sala junto com um cara de cachorro pidão e triste.
- Ok! Como prêmio de consolação eu vou dançar para você.
Ela virou de costas para mesa e com as mãos apoiadas nela, deu um impulso e subiu na parte de madeira. Pediu que ele colocasse uma música e começou a dançar ainda de costas para ele. Cruzava e descruzava as pernas no ritmo selecionado. Deitou no verde e elevou suas pernas para o ar, como se pedalasse devagar, abria e as fechava como um leque. Virou-se devagar e ficou de quatro na mesa, encarando ele, foi engatinhando em sua direção. Ficou de pé e pegou um dos tacos que estavam ali apoiados, simulou com ele um pole dance. Rebolava, dançava, subia e descia lentamente segurando o taco. Rodopiava em volta dele, virou de costas para o rapaz e desceu, deixando ele cara a cara com sua calcinha. Subiu mais uma vez e de olho nele, abriu o sutiã deixando os seios a mostra. Com o taco pegou a lingerie e colocou na mãos dele. Largou o taco e foi se aproximando dele. Sentou na mesa e disse prendendo ele com as pernas:
- O resto você tira.
Ela virou de costas para mesa e com as mãos apoiadas nela, deu um impulso e subiu na parte de madeira. Pediu que ele colocasse uma música e começou a dançar ainda de costas para ele. Cruzava e descruzava as pernas no ritmo selecionado. Deitou no verde e elevou suas pernas para o ar, como se pedalasse devagar, abria e as fechava como um leque. Virou-se devagar e ficou de quatro na mesa, encarando ele, foi engatinhando em sua direção. Ficou de pé e pegou um dos tacos que estavam ali apoiados, simulou com ele um pole dance. Rebolava, dançava, subia e descia lentamente segurando o taco. Rodopiava em volta dele, virou de costas para o rapaz e desceu, deixando ele cara a cara com sua calcinha. Subiu mais uma vez e de olho nele, abriu o sutiã deixando os seios a mostra. Com o taco pegou a lingerie e colocou na mãos dele. Largou o taco e foi se aproximando dele. Sentou na mesa e disse prendendo ele com as pernas:
- O resto você tira.
Ele a agarrou e a levou para o sofá deitando-a enquanto tirava sua calcinha. Ela gostava daquele sofá, já tinha vivido momentos ótimos com ele ali, tinha saudade e foi como relembrar tudo, ele fez igual a última vez, que ela tinha gostado muito. Começou beijando seus pés, descendo para o tornozelo, perna, joelho, coxa até chegar na virilha, onde lambia devagar. Ela segurava os cabelos dele enquanto sentia ser invadida por um língua ágil e molhada. Ela se contorcia e ele se divertia, sua barba esfregava na pela dela e seus dedos passeavam pela pela macia e cheirosa dela, até chegar no quadril largo que foi bem apertado por ele. Ambos coreografados de modo que ela não parasse de gemer em nenhum minuto, e funcionou Ele alternava: movimento mais devagar e outros mais rápidos com movimentos retos contra os circulares. Ele sabia o que fazia, diminuiu tudo e parou por um instante e antes que ela pudesse abrir os olhos para reclamar, ele continuou e era muita energia e sintonia, no minuto seguinte ela gozou.
Ele se levantou, posicionou seu corpo em cima do dela, o encaixe foi perfeito, assim como as unhas dela nas costas dele, mas antes ele gritou:
Ele se levantou, posicionou seu corpo em cima do dela, o encaixe foi perfeito, assim como as unhas dela nas costas dele, mas antes ele gritou:
- Bola 8 na caçapa do meio!
03 maio 2015
Enquadro
Parou seu Celta chumbo na porta da casa dela para deixá-la. Ela arrumava sua bolsa para descer e ele se preparava para fazer o mesmo. Porém, antes de saírem foram surpreendidos por uma viatura da polícia que parou em frente ao carro deles e ligou o farol alto, ofuscando a visão de ambos. Um dos policiais desceu com uma metralhadora na mão, o outro apenas com uma lanterna, enquanto o primeiro pedia para o casal descer do carro. Ambos seguiram as orientações deles; os oficiais revistaram o carro e disseram para terem cuidado, pois, havia acontecido um assalto ali perto e estavam revistando tudo para ver se não havia perigo; pediram para terem cuidado e não ficarem ali de bobeira.
A viatura saiu deixando eles sozinhos e ela com as pernas bambas, as mão e o resto do corpo seguiam o mesmo ritmo. Ele ria e achava graça, era a primeira vez que se viam, então cada momento era uma descoberta fascinante. Ele, como um bom moço, a acompanhou até a porta e foi dar um beijo de boa noite, ela o abraçou forte e sussurrou em seu ouvido:
- Não vou conseguir dormir sozinha esta noite, fica comigo.
Quem tremia agora era ele. Engoliu seco e aceitou o convite, estacionou melhor o carro e entrou na casa dela. Adentrou pela sala e foi dominado por um cheiro doce que parecia o perfume dela. Ela ofereceu algo para beber, mas ele não aceitou, pois, estava satisfeito com o que tinham comido no barzinho antes. Subiram para o quarto. Ela acendeu um abajur no chão e pediu que ele apagasse a luz e fechasse a porta. De costas para ela, ele fez o que foi solicitado. Ela o empurrou contra a porta e disse num tom bravo mandando nele:
- Abre as pernas moleque, que vou te revistar!
Ela começou a apalpá-lo da cabeça até os pés. Foi devagarzinho passeando pelo corpo todo. Massageou a cabeça, sentiu as orelhas e a nuca, ali aproveitou para beijá-lo e mordê-lo. Apertou os ombros e passou para as costas largas e desceu para a cintura. Passava a mão no peito dele e disse:
- Preciso me certificar que você não está armado.
Desceu a mão um pouco mais e apertou-lhe a bunda e foi passando a mão mais para a frente. Era uma arma! Sentiu o perigo arrepiar a espinha.
- Não vai ter jeito! Terei que te prender!
Pegou ele pelos braços e o jogou no sofá no canto do quarto iluminado pelo abajur.
- Você tem o direito de permanecer calado, tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra você.
Ele ria, jamais pensou que a noite terminaria daquele jeito, ficou mudo e deixou ela continuar:
- Por porte ilegal de armas, você ficará preso por 3 anos, mas pode pagar fiança e sair amanhã.
- Qual a fiança?
- Passar a noite encarcerado aqui comigo!
- Passar a noite encarcerado aqui comigo!
- Ok, eu pago a fiança!
21 abril 2015
Nó
Desfaz esse nó em mim
Foi você que me amarrou aqui
Você que arrematou as coisas que eu sentia
Você que soltou e perdeu a ponta
E me deixou aqui a procura dela
Tem um emaranhado de coisas enroladas em mim
Não sei se me enforco, ou desfaço o carretel
Não sei se me enrolo de novo, ou corto a linha
Na minha colcha de retalhos, você foi o pedaço mais bonito que costurei.
08 abril 2015
Influência
Você foi a melhor coisa que apareceu na minha vida. Pois, com você aprendi a ser menos trouxa, mais egoísta, mais independente, mais mulher, mais fdp, mais cretina.
Obrigada por ter tentado tirar vantagem de mim, por ter me feito de imbecil algumas vezes, por ter me deixado com raiva, porque com tudo isso eu cresci e te agradeço.
Agradeço também por tudo isso que me fortaleceu, fez aumentar meu campo de força e meu campo de repelir pessoas junto com minha vontade de me isolar.
Obrigada,sua infantilidade me fez amadurecer, a sua burrice me fez mais inteligente, o seu egoísmo me fez ter mais amor próprio.
Espero que você influncie outras pessoas,pois, a mim não vai mais.
Obrigada por ter tentado tirar vantagem de mim, por ter me feito de imbecil algumas vezes, por ter me deixado com raiva, porque com tudo isso eu cresci e te agradeço.
Agradeço também por tudo isso que me fortaleceu, fez aumentar meu campo de força e meu campo de repelir pessoas junto com minha vontade de me isolar.
Obrigada,sua infantilidade me fez amadurecer, a sua burrice me fez mais inteligente, o seu egoísmo me fez ter mais amor próprio.
Espero que você influncie outras pessoas,pois, a mim não vai mais.
24 dezembro 2014
No ponto!
Era uma quarta-feira como outra qualquer. O café mal tinha saído do filtro e já esquentava a caneca que ela segurava. A rotina era a mesma todos os dias: acordava às 6h30, tomava banho, se arrumava para estar 8h30 na empresa. Pontualidade era sua melhor amiga, mas não hoje, pois, o café que saiu do bule, caiu em cima da sua blusa favorita, fazendo com que ela perdesse 15 minutos e seu ônibus. O jeito era pegar qualquer um que a levasse para mais perto do trabalho.
Com o ônibus cheio, o melhor lugar era perto da porta. Encostou no canto e quis ficar em paz, porém, perdeu o rumo depois de uma freada. Ela foi lançada em cima de um rapaz. O problema não foi ela ter voado no transporte público, nem por ter pisado em vários pés. O problema foi aquele que a segurou, o problema foram aqueles olhos que invadiram sua alma.
Ela não ouviu quando ele perguntou pela segunda vez se estava bem. As mãos dele seguravam os braços dela, apesar de segurar forte, ela se sentiu protegida e confortada ao mesmo tempo. Sentia seus braços quentes como seu rosto. Ele tinha a pele morena, cabelos e barbas curtos e pretos. Estava bem arrumado, era bem estiloso, vestia uma camiseta azul e um sorriso que não se encontrava em qualquer loja e combinava com tudo que usava.
Ela pegou sua mochila, pediu desculpas e desceu no próximo ponto. Era o ponto errado, mas só percebeu uns minutos depois. Desnorteada, vermelha e quente de vergonha, andou mais de cinco quarteirões até seu trabalho, onde seus colegas se espantaram pela vermelhidão de sua face.
Chovia na cidade como há tempos não chovia. Ela sorriu lembrando que esqueceu o guarda-chuva em casa depois de trocar de blusa. Saiu umas 2 horas a mais do normal, foi andando até o ponto de ônibus como sempre; se molhou, mas não se importou. Por sorte seu ônibus passou rápido. Subiu os degraus e reparou com um ônibus praticamente vazio, poucas pessoas e uma surpresa. Quem estava no banco mais alto no meio? Ele!
Ela não quis ser do tipo que invade o espaço pessoal alheio e senta ao lado dele, quando existiam inúmeras opções de bancos vazios para escolher. Será que ele mora perto? Será que mora longe de onde iria descer? Será que ele percebeu que ficou tempo de mais parada no meio do corredor pensando em todas essas indagações?
Sentou no banco atrás dele e sentiu seu perfume. Ele lia algum livro e nem reparou na presença dela, que o observava pelo reflexo do vidro e via toda vez que ele sorria em algum parágrafo.
Ele levantou e deu sinal para descer. Ela pensou que se teve sorte de encontrá-lo duas vezes no mesmo dia, devia ser algum sinal. Destino, sorte, carma, simples coincidência, alinhamento de Júpiter com Vênus, devia ser alguma coisa, sabia que tinha de fazer algo. Olhou seu reflexo no espelho e riu, a chuva havia deixado seu cabelo preto mais escorrido que o normal. Reparou que não estava com sua blusa favorita, talvez ela não trouxesse tanta sorte assim. Tinha um peso nas costas que há anos carregava sem um porquê. A cada degrau e passo que ele dava, uma força dentro dela crescia e ia a dominando sem explicação. Ela estava cansada de tudo que havia vivido e experimentado, já tinha passado da hora de crescer e sair do mundinho que vivia. Ele desceu e ela num súbito foi atrás. Gritou por ele que virou assustado, ele voltou a vestir aquele lindo sorriso e disse:
- É você a moça de hoje de manhã?!
- Sou eu sim. Não tive a chance de te agradecer.
- Não foi por nada... Você mora por aqui?
- Moro daqui uns oito quarteirões - disse ela encabulada - Desci apenas para falar contigo...
- Foi muito corajoso de sua parte...
A chuva tinha dado lugar a uma garoa, porém ambos foram conversar embaixo de um ponto coberto.
- Eu já tinha te visto antes... - ele disse deixando-a sem reação
- Aonde?
- No ponto!
- No ponto? Que ponto?
- No ponto de ebulição! - disse ele ironicamente e rindo um pouco - No ponto perto da doceria na semana passada...
- Eu preferia que tivesse sido em ponto de ebulição - disse colocando um sorriso malicioso no rosto
De repente o sorriso dele sumiu assim como os batimentos cardíacos dela - o que tinha falado de errado? Ela se aproximou lentamente e colocou as mãos na cintura dele, ele respondeu puxando-a em sua direção, pegando na nuca dela. Era tudo aquilo que ela precisava, aquele momento, aquele beijo a liberou do esconderijo que se encontrava. Agarrou ele com força e retribuiu o carinho arranhando-lhe as costas, que respondeu descendo a mão mais para baixo. Ela mordeu o pescoço dele que por vingança apertou sua bunda, as pernas dela bambearam e ele sorriu satisfeito.
A chuva, o horário e qualquer outra interferência externa, não existiam ali, apenas os dois. O ponto estava pequeno para eles. As mãos de ambos já tinham feito o itinerário completo com direito a ida e volta, mas era preciso uma parada a mais.
- Agora sou eu que estou no ponto... - disse ele puxando ela pela mão e a conduzindo para sua casa que era ali próximo
Nessa viagem eles rodaram a catraca e foram até o terminal com integração de bilhete único e tudo mais. Hoje em dia eles ainda se encontram sem querer... Ela liga dizendo: estou no ponto.
Com o ônibus cheio, o melhor lugar era perto da porta. Encostou no canto e quis ficar em paz, porém, perdeu o rumo depois de uma freada. Ela foi lançada em cima de um rapaz. O problema não foi ela ter voado no transporte público, nem por ter pisado em vários pés. O problema foi aquele que a segurou, o problema foram aqueles olhos que invadiram sua alma.
Ela não ouviu quando ele perguntou pela segunda vez se estava bem. As mãos dele seguravam os braços dela, apesar de segurar forte, ela se sentiu protegida e confortada ao mesmo tempo. Sentia seus braços quentes como seu rosto. Ele tinha a pele morena, cabelos e barbas curtos e pretos. Estava bem arrumado, era bem estiloso, vestia uma camiseta azul e um sorriso que não se encontrava em qualquer loja e combinava com tudo que usava.
Ela pegou sua mochila, pediu desculpas e desceu no próximo ponto. Era o ponto errado, mas só percebeu uns minutos depois. Desnorteada, vermelha e quente de vergonha, andou mais de cinco quarteirões até seu trabalho, onde seus colegas se espantaram pela vermelhidão de sua face.
Chovia na cidade como há tempos não chovia. Ela sorriu lembrando que esqueceu o guarda-chuva em casa depois de trocar de blusa. Saiu umas 2 horas a mais do normal, foi andando até o ponto de ônibus como sempre; se molhou, mas não se importou. Por sorte seu ônibus passou rápido. Subiu os degraus e reparou com um ônibus praticamente vazio, poucas pessoas e uma surpresa. Quem estava no banco mais alto no meio? Ele!
Ela não quis ser do tipo que invade o espaço pessoal alheio e senta ao lado dele, quando existiam inúmeras opções de bancos vazios para escolher. Será que ele mora perto? Será que mora longe de onde iria descer? Será que ele percebeu que ficou tempo de mais parada no meio do corredor pensando em todas essas indagações?
Sentou no banco atrás dele e sentiu seu perfume. Ele lia algum livro e nem reparou na presença dela, que o observava pelo reflexo do vidro e via toda vez que ele sorria em algum parágrafo.
Ele levantou e deu sinal para descer. Ela pensou que se teve sorte de encontrá-lo duas vezes no mesmo dia, devia ser algum sinal. Destino, sorte, carma, simples coincidência, alinhamento de Júpiter com Vênus, devia ser alguma coisa, sabia que tinha de fazer algo. Olhou seu reflexo no espelho e riu, a chuva havia deixado seu cabelo preto mais escorrido que o normal. Reparou que não estava com sua blusa favorita, talvez ela não trouxesse tanta sorte assim. Tinha um peso nas costas que há anos carregava sem um porquê. A cada degrau e passo que ele dava, uma força dentro dela crescia e ia a dominando sem explicação. Ela estava cansada de tudo que havia vivido e experimentado, já tinha passado da hora de crescer e sair do mundinho que vivia. Ele desceu e ela num súbito foi atrás. Gritou por ele que virou assustado, ele voltou a vestir aquele lindo sorriso e disse:
- É você a moça de hoje de manhã?!
- Sou eu sim. Não tive a chance de te agradecer.
- Não foi por nada... Você mora por aqui?
- Moro daqui uns oito quarteirões - disse ela encabulada - Desci apenas para falar contigo...
- Foi muito corajoso de sua parte...
A chuva tinha dado lugar a uma garoa, porém ambos foram conversar embaixo de um ponto coberto.
- Eu já tinha te visto antes... - ele disse deixando-a sem reação
- Aonde?
- No ponto!
- No ponto? Que ponto?
- No ponto de ebulição! - disse ele ironicamente e rindo um pouco - No ponto perto da doceria na semana passada...
- Eu preferia que tivesse sido em ponto de ebulição - disse colocando um sorriso malicioso no rosto
De repente o sorriso dele sumiu assim como os batimentos cardíacos dela - o que tinha falado de errado? Ela se aproximou lentamente e colocou as mãos na cintura dele, ele respondeu puxando-a em sua direção, pegando na nuca dela. Era tudo aquilo que ela precisava, aquele momento, aquele beijo a liberou do esconderijo que se encontrava. Agarrou ele com força e retribuiu o carinho arranhando-lhe as costas, que respondeu descendo a mão mais para baixo. Ela mordeu o pescoço dele que por vingança apertou sua bunda, as pernas dela bambearam e ele sorriu satisfeito.
A chuva, o horário e qualquer outra interferência externa, não existiam ali, apenas os dois. O ponto estava pequeno para eles. As mãos de ambos já tinham feito o itinerário completo com direito a ida e volta, mas era preciso uma parada a mais.
- Agora sou eu que estou no ponto... - disse ele puxando ela pela mão e a conduzindo para sua casa que era ali próximo
Nessa viagem eles rodaram a catraca e foram até o terminal com integração de bilhete único e tudo mais. Hoje em dia eles ainda se encontram sem querer... Ela liga dizendo: estou no ponto.
08 novembro 2014
Calor
Deitou de bruços enquanto eu tirava seu tênis, sua meia. Fazia um charme com sua camiseta e me aproveitava tirando sua calça.
Relaxe um pouco, feche os olhos, respire, inspire. Não é pra levantar, nem olhar para trás, já disse que é surpresa.Vou aumentar o som e te deixar só por um instante. Ao mesmo tempo que me preparo, enrolo mais um pouco pra te deixar curioso.
Relaxe um pouco, feche os olhos, respire, inspire. Não é pra levantar, nem olhar para trás, já disse que é surpresa.Vou aumentar o som e te deixar só por um instante. Ao mesmo tempo que me preparo, enrolo mais um pouco pra te deixar curioso.
Voltei e você estava deitado a minha espera, do mesmo jeito quando eu sai. Eu pensei que não fosse gostar, mas estou adorando tomar conta da situação. Desta vez, eu que mando.
Me ajoelhei ao seu lado e pedi que não se assustasse. Peguei uma pedra de gelo e passei pelas suas costas. Você gemeu baixinho, suspirou fundo e eu abri um sorriso de satisfeita.
O calor surgiu de repente na cidade seca. Todos os esforços eram para combatê-lo.
O gelo derretia nas suas costas tão rápido quanto meu coração batia. Passei de um ombro até o ombro, voltei para a coluna e lentamente fui descendo, sentindo o gelo saltar vértebra por vértebra até o cóccix. Deixei o gelo preso em sua cueca para terminar de derreter.
Quase deitada em você, lambi o que restava do gelo nas suas costas, fiz com que minha língua percorresse o caminho que a água fizera.
Peguei outro gelo e o deslizei pela sua nuca, pelas suas orelhas e em um pouco do seu cabelo. Desta vez, retirei o excesso com a ponta dos dedos. O gelo seguinte passou da planta dos pés até a parte interior da coxa, onde seu músculo contraiu involuntariamente por conta daquele friozinho.
Ele se virou , deitou as costas no colchão. Admirei seu peito e seu sorriso incrível, que me derreteu mais fácil que o gelo.
Sentada em seu quadril com as mãos dele em minhas coxas, fui pegar mais um gelo, porém, fui impedida.
Ele me virou, me jogou no colchão e deitou-se em cima de mim, pegou o último gelo e deslizou pelo meu decote abaixo, agora era eu que sofria.
Com a falta de água na cidade, é melhor não abusar: economizar água e aproveitar o calor como se pode.
01 outubro 2014
5 minutinhos
Quero só mais 5 minutinhos aqui deitada contigo,
sentindo sua pele grudada na minha,
meu cabelo colado no teu peito
e ouvindo seu coração.
Quero só mais 5 minutos para minha respiração voltar ao normal,
minhas pernas pararem de tremer
e meu sorriso parar de sorrir.
Com 5 minutos a mais vou me readaptar ao tempo lá fora,
vou conseguir abrir os olhos sem reclamar da luz do dia,
vou me alongar e espantar a preguiça.
Só mais 5 minutinhos para eu aproveitar tudo isso que sinto,
as sensações que ainda estão em mim,
o seu cheiro que ainda está no meu corpo,
sua mão no meu cabelo e aquela vontade de não largar mais.
Deixa eu me alongar, arrumar meu cabelo e seu quarto.
Deixa eu achar minha roupa e minha vergonha que perdi quando entrei aqui.
Deixa eu abrir a janela e imaginar como vai ser o dia de hoje.
Deixa eu te dar mais um beijo.
Com 5 minutos eu fico pronta,
recolho minhas coisas e arrumo minha bagunça.
Penso na minha casa e no meu atraso,
na minha noite e no roxo que surgiu no meu braço,
na minha fome e na nossa janta de ontem.
Aí você me olha com seu olhar doce,
sorri seu sorriso mais indecente
e pede algo que não resisto:
- Fica 5 minutos mais.
sentindo sua pele grudada na minha,
meu cabelo colado no teu peito
e ouvindo seu coração.
Quero só mais 5 minutos para minha respiração voltar ao normal,
minhas pernas pararem de tremer
e meu sorriso parar de sorrir.
Com 5 minutos a mais vou me readaptar ao tempo lá fora,
vou conseguir abrir os olhos sem reclamar da luz do dia,
vou me alongar e espantar a preguiça.
Só mais 5 minutinhos para eu aproveitar tudo isso que sinto,
as sensações que ainda estão em mim,
o seu cheiro que ainda está no meu corpo,
sua mão no meu cabelo e aquela vontade de não largar mais.
Deixa eu me alongar, arrumar meu cabelo e seu quarto.
Deixa eu achar minha roupa e minha vergonha que perdi quando entrei aqui.
Deixa eu abrir a janela e imaginar como vai ser o dia de hoje.
Deixa eu te dar mais um beijo.
Com 5 minutos eu fico pronta,
recolho minhas coisas e arrumo minha bagunça.
Penso na minha casa e no meu atraso,
na minha noite e no roxo que surgiu no meu braço,
na minha fome e na nossa janta de ontem.
Aí você me olha com seu olhar doce,
sorri seu sorriso mais indecente
e pede algo que não resisto:
- Fica 5 minutos mais.
31 julho 2014
Provador
Era uma noite, fria de Julho, o Sol já tinha se escondido e em cada esquina os ventos aumentavam mais.
Andava pelo comércio da região reparando nas pessoas, nas lojas, bares, cores, sons da rua. Tudo aquilo a inspirava e a fazia bem. A rua era movimentada, lojas de diversos tipos, pessoas de diversas classes, a cada quarteirão uma surpresa. Porém, o que tirava o encanto da rua e de suas lojas, era um caminhão da companhia elétrica arrumando um poste. Homens, barulhos, escadas, o que mais ela precisava? Ela só queria um pouco de paz.
No quarteirão seguinte, viu uma loja que a interessou. Era bonita, sofisticada, de bom gosto, uma loja de lingeries.Tinha como destaque um manequim com uma lingerie vinho, um conjunto completo que incluía calcinha, sutiã, meias e espartilho.
Olhou seu reflexo no vidro da loja e reparou na sua cara assustada. Estava de boca aberta, pois, tinha achado muito bonito o conjunto e nunca havia usado um daqueles. Riu por ver sua expressão e sentiu algo a chamando, algo que a fez entrar na loja. Entrou e ficou encantada com a quantidade de cores, texturas e modelos de lá. Uma das atendentes perguntou o que ela desejava, e ela tinha a resposta na ponta da língua: o conjunto vinho.
Entrou em um provador como uma menina de 15 anos curiosa. Tirou o tênis, a calça, a camisa e foi provar aquela tentação em vinho. Se arrependeu de ter tirado a roupa, primeiro pelo frio, segundo porque tinha que encarar seu corpo em dois espelhos, um em frente para o outro, como se fossem dois "juízes" julgando aquilo que ela apresentava. E a condenação só a fazia ficar mais encolhida de frio e vergonha.
Já tinha passado da hora de deixar de ser aquela criança. Resolveu criar coragem e experimentar a roupa. Prendeu o sutiã, arrumou a calcinha nova. Sentou em um banquinho e cuidadosamente subiu a meia. De pé, respirou fundo e colocou o espartilho. Apoio um dos pés no banco e prendeu o espartilho na calcinha com os "ganchinhos" que vinham juntos. Riu alto quando pensou na cena inversa, ela tirando toda aquela roupa. Pensou em cenas de filme, de striptease, cenas de sedução, coisas que ela também nunca tinha provado.
A garota de 15 anos tinha dado lugar a uma mulher forte, segura embrulhada em detalhes vinhos. O seu reflexo agora era outro, conseguia ver seu olhar mais poderoso do que nunca. Gostou do que via. Decidiu ficar se observando por mais tempo. Reparou que os dois juízes espelhos, nesse caso votavam a favor dela. Ela não sairia dali condenada.
Enquanto encarava aquela mulher no espelho, ouviu um barulho muito forte na rua, uma gritaria, confusão. A luz apagou e tudo ficou escuro, apenas umas luzes de emergência se acenderam ao longe, deixando o ambiente pouco claro. Com o susto e sem ter pensado direito, saiu do provador vestida de mulher fatal a procura de ajuda. Nenhuma vendedora por perto no corredor para informar o que estava acontecendo. Devia ser algo com o caminhão da luz.
Iria voltar para o provador quando congelou de medo. A menina de 15 anos quase voltou ao seu corpo quando encarou um rapaz no corredor. Ambos ficaram congelados até ele dizer:
- Essa cor fica bonita em você!
- Vinho?
- Não, o rosado das suas bochechas.
Ele sorriu e tinha uma paz naquele sorriso, o que fez com que o coração dela, que queria sair pela boca, desse lugar a um mais calmo, com ritmo mais tranquilo. Ele tinha cara de ser um bom rapaz, o que a fez rir descontroladamente, um misto de nervosismo e descontração. O frio e a vergonha já não existiam.
- Espera aqui! - disse ele voltando por onde tinha entrado e iluminando o caminho com seu celular. - Experimenta com isso em cima. entregando a ela um robe preto de cetim.
Ela estranhou o gesto, mas,colocou o robe por cima e quis saber quem era aquele que a ajudava. Pensava que era um cliente, ou vendedor, mas, descobriu que era o dono da loja. Mais encabulada do que antes perguntou o porquê ele a ajudava, ele respondeu com um sorriso no rosto:
- A recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito - disse isso levando-a até o provador para ela ver como tinha ficado.
Ainda tudo estava escuro, mas, do espelho conseguia ver o olhar dele. Ele se aproximou por trás dela e passando as mãos próxima sua a cintura, pegou o cinto do robe dando um nó para fecha-lo. Aquela aproximação a deixou trêmula e com o coração acelerado. Conseguia sentir seu perfume, fechou os olhos para se acalmar e ver se aquilo tudo não era um sonho. O que ela estava fazendo ali? Ele iria tirar as mãos do robe quando ela o segurou firme e o fez se aproximar mais dela. O peito dele estava colado em suas costas, ela sentiu calor, não era por causa do frio, mas, ele era quente. Ele sentiu o perfume dos seus cabelos enquanto ela disse:
- Se a recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito, eu quero experimentar todas as peças que estão aqui no provador. disse ela passando as mãos no braço dele.
- Experimente o que quiser. ele falou enquanto aproximava a cintura dela para mais perto de si.
- Tenho 30 dias para a troca?
- Só se você não gostar. disse ele desfazendo o nó do robe.
Andava pelo comércio da região reparando nas pessoas, nas lojas, bares, cores, sons da rua. Tudo aquilo a inspirava e a fazia bem. A rua era movimentada, lojas de diversos tipos, pessoas de diversas classes, a cada quarteirão uma surpresa. Porém, o que tirava o encanto da rua e de suas lojas, era um caminhão da companhia elétrica arrumando um poste. Homens, barulhos, escadas, o que mais ela precisava? Ela só queria um pouco de paz.
No quarteirão seguinte, viu uma loja que a interessou. Era bonita, sofisticada, de bom gosto, uma loja de lingeries.Tinha como destaque um manequim com uma lingerie vinho, um conjunto completo que incluía calcinha, sutiã, meias e espartilho.
Olhou seu reflexo no vidro da loja e reparou na sua cara assustada. Estava de boca aberta, pois, tinha achado muito bonito o conjunto e nunca havia usado um daqueles. Riu por ver sua expressão e sentiu algo a chamando, algo que a fez entrar na loja. Entrou e ficou encantada com a quantidade de cores, texturas e modelos de lá. Uma das atendentes perguntou o que ela desejava, e ela tinha a resposta na ponta da língua: o conjunto vinho.
Entrou em um provador como uma menina de 15 anos curiosa. Tirou o tênis, a calça, a camisa e foi provar aquela tentação em vinho. Se arrependeu de ter tirado a roupa, primeiro pelo frio, segundo porque tinha que encarar seu corpo em dois espelhos, um em frente para o outro, como se fossem dois "juízes" julgando aquilo que ela apresentava. E a condenação só a fazia ficar mais encolhida de frio e vergonha.
Já tinha passado da hora de deixar de ser aquela criança. Resolveu criar coragem e experimentar a roupa. Prendeu o sutiã, arrumou a calcinha nova. Sentou em um banquinho e cuidadosamente subiu a meia. De pé, respirou fundo e colocou o espartilho. Apoio um dos pés no banco e prendeu o espartilho na calcinha com os "ganchinhos" que vinham juntos. Riu alto quando pensou na cena inversa, ela tirando toda aquela roupa. Pensou em cenas de filme, de striptease, cenas de sedução, coisas que ela também nunca tinha provado.
A garota de 15 anos tinha dado lugar a uma mulher forte, segura embrulhada em detalhes vinhos. O seu reflexo agora era outro, conseguia ver seu olhar mais poderoso do que nunca. Gostou do que via. Decidiu ficar se observando por mais tempo. Reparou que os dois juízes espelhos, nesse caso votavam a favor dela. Ela não sairia dali condenada.
Enquanto encarava aquela mulher no espelho, ouviu um barulho muito forte na rua, uma gritaria, confusão. A luz apagou e tudo ficou escuro, apenas umas luzes de emergência se acenderam ao longe, deixando o ambiente pouco claro. Com o susto e sem ter pensado direito, saiu do provador vestida de mulher fatal a procura de ajuda. Nenhuma vendedora por perto no corredor para informar o que estava acontecendo. Devia ser algo com o caminhão da luz.
Iria voltar para o provador quando congelou de medo. A menina de 15 anos quase voltou ao seu corpo quando encarou um rapaz no corredor. Ambos ficaram congelados até ele dizer:
- Essa cor fica bonita em você!
- Vinho?
- Não, o rosado das suas bochechas.
Ele sorriu e tinha uma paz naquele sorriso, o que fez com que o coração dela, que queria sair pela boca, desse lugar a um mais calmo, com ritmo mais tranquilo. Ele tinha cara de ser um bom rapaz, o que a fez rir descontroladamente, um misto de nervosismo e descontração. O frio e a vergonha já não existiam.
- Espera aqui! - disse ele voltando por onde tinha entrado e iluminando o caminho com seu celular. - Experimenta com isso em cima. entregando a ela um robe preto de cetim.
Ela estranhou o gesto, mas,colocou o robe por cima e quis saber quem era aquele que a ajudava. Pensava que era um cliente, ou vendedor, mas, descobriu que era o dono da loja. Mais encabulada do que antes perguntou o porquê ele a ajudava, ele respondeu com um sorriso no rosto:
- A recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito - disse isso levando-a até o provador para ela ver como tinha ficado.
Ainda tudo estava escuro, mas, do espelho conseguia ver o olhar dele. Ele se aproximou por trás dela e passando as mãos próxima sua a cintura, pegou o cinto do robe dando um nó para fecha-lo. Aquela aproximação a deixou trêmula e com o coração acelerado. Conseguia sentir seu perfume, fechou os olhos para se acalmar e ver se aquilo tudo não era um sonho. O que ela estava fazendo ali? Ele iria tirar as mãos do robe quando ela o segurou firme e o fez se aproximar mais dela. O peito dele estava colado em suas costas, ela sentiu calor, não era por causa do frio, mas, ele era quente. Ele sentiu o perfume dos seus cabelos enquanto ela disse:
- Se a recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito, eu quero experimentar todas as peças que estão aqui no provador. disse ela passando as mãos no braço dele.
- Experimente o que quiser. ele falou enquanto aproximava a cintura dela para mais perto de si.
- Tenho 30 dias para a troca?
- Só se você não gostar. disse ele desfazendo o nó do robe.
08 julho 2014
Lobo
Ele não era o tipo de rapaz por quem ela se atraia: cara de mau, tatuado, com piercings e alargadores. Ela costumava curtir caras mais bonzinhos com quem pudesse manter um equilíbrio na inocência do relacionamento, não alguém para desconfiar a cada dois minutos.
A primeira impressão era: fique com pé atrás; já a segunda: tire os pés do chão e se jogue nele!
De repente a cara de marrento e o sorriso sacana se tornaram seu principal atrativo. O jeito cafajeste a atraia também, era o tipo de genro "enfarta mamãe".
Ele sentava na sua frente. Seus olhos castanhos claros surgiam por detrás dos óculos escuros todas as manhãs, que iluminava o ambiente para ela.
Uma vez sonhava que estava no depósito da empresa que trabalhavam. Era um quartinho pequeno, apertado, cercado por prateleiras cheias de coisas. Procurava um dos uniformes que usavam em eventos. Tinha achado uma blusa, mas, estava com preguiça de ir ao banheiro ao lado experimentar para ver se servia; sabia que ali a tarde não tinha muito movimento.
Desabotoou os botões de sua camisa e a tirou do ombro, ficando só de sutiã. Pegou a blusa para trocar, porém, ela escorregou de sua mão e caiu atrás de umas caixas. Apoiou-se em uma delas se curvando para frente para tentar pegar, deixando seu quadril para cima, quando ouviu uma voz:
- É essa posição que eu gosto.
Virou-se bruscamente para olhar. Seu rosto queimava em vermelho, seu coração queria subir do peito e seu braço não alcançava a blusa, que parecia ter caído em um penhasco.
- Desculpa - disse ele com os olhos brilhantes como um lobo que encontra sua presa. Ouvi um barulho e quis saber o que era.
- Apenas um acidente. Apressou-se pegando a roupa do chão, tentando se vestir, mas, a blusa enganchou nos grampos do seu cabelo, deixando sua cabeça e parte do seu peito coberto, enquanto seu sutiã rosa e sua barriga ficavam de fora.
Tentava não parecer mais ridícula do que já estava, quando sentiu seu corpo sendo puxado para frente e uma mão soltando o nó que ficou no seu cabelo. Aproveitou que estava ali escondida e perto dele para sentir seu perfume, que era maravilhoso. Durante aquele minuto que ficou ali, conseguiu se acalmar e desejava que aquele seu esconderijo não fosse revelado.
Coberta com a roupa e com vergonha, agradeceu.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ele saindo, depois de arrumar o fio de cabelo que encobria o rosto dela e bateu a porta.
Ela acordou no sofá da sala reservada da empresa, após o almoço sempre descansava ali. O sonho havia sido intenso, nunca tinha sonhado com ninguém do trabalho, mas entendia o porquê sonhara com ele.
Saiu da sala e foi ao banheiro lavar o rosto, retocar a maquiagem. Saindo de lá, ouviu um barulho no depósito. Entrou e viu o gato tatuado sem camisa se trocando.
- Então era você que estava no banheiro! Tive que me trocar aqui! Falou ele sem a menor culpa ou vergonha por estar sem camisa na frente dela. Que foi? Algum problema? Sorriu colocando sua camisa sem entender o que estava acontecendo.
Ela entrou no depósito, fechou a porta e se aproximou dele - desta vez, ela que estava com olhos de lobo caçador.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ela colocando a mão no peito dele e tirando sua camisa.
A primeira impressão era: fique com pé atrás; já a segunda: tire os pés do chão e se jogue nele!
De repente a cara de marrento e o sorriso sacana se tornaram seu principal atrativo. O jeito cafajeste a atraia também, era o tipo de genro "enfarta mamãe".
Ele sentava na sua frente. Seus olhos castanhos claros surgiam por detrás dos óculos escuros todas as manhãs, que iluminava o ambiente para ela.
Uma vez sonhava que estava no depósito da empresa que trabalhavam. Era um quartinho pequeno, apertado, cercado por prateleiras cheias de coisas. Procurava um dos uniformes que usavam em eventos. Tinha achado uma blusa, mas, estava com preguiça de ir ao banheiro ao lado experimentar para ver se servia; sabia que ali a tarde não tinha muito movimento.
Desabotoou os botões de sua camisa e a tirou do ombro, ficando só de sutiã. Pegou a blusa para trocar, porém, ela escorregou de sua mão e caiu atrás de umas caixas. Apoiou-se em uma delas se curvando para frente para tentar pegar, deixando seu quadril para cima, quando ouviu uma voz:
- É essa posição que eu gosto.
Virou-se bruscamente para olhar. Seu rosto queimava em vermelho, seu coração queria subir do peito e seu braço não alcançava a blusa, que parecia ter caído em um penhasco.
- Desculpa - disse ele com os olhos brilhantes como um lobo que encontra sua presa. Ouvi um barulho e quis saber o que era.
- Apenas um acidente. Apressou-se pegando a roupa do chão, tentando se vestir, mas, a blusa enganchou nos grampos do seu cabelo, deixando sua cabeça e parte do seu peito coberto, enquanto seu sutiã rosa e sua barriga ficavam de fora.
Tentava não parecer mais ridícula do que já estava, quando sentiu seu corpo sendo puxado para frente e uma mão soltando o nó que ficou no seu cabelo. Aproveitou que estava ali escondida e perto dele para sentir seu perfume, que era maravilhoso. Durante aquele minuto que ficou ali, conseguiu se acalmar e desejava que aquele seu esconderijo não fosse revelado.
Coberta com a roupa e com vergonha, agradeceu.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ele saindo, depois de arrumar o fio de cabelo que encobria o rosto dela e bateu a porta.
Ela acordou no sofá da sala reservada da empresa, após o almoço sempre descansava ali. O sonho havia sido intenso, nunca tinha sonhado com ninguém do trabalho, mas entendia o porquê sonhara com ele.
Saiu da sala e foi ao banheiro lavar o rosto, retocar a maquiagem. Saindo de lá, ouviu um barulho no depósito. Entrou e viu o gato tatuado sem camisa se trocando.
- Então era você que estava no banheiro! Tive que me trocar aqui! Falou ele sem a menor culpa ou vergonha por estar sem camisa na frente dela. Que foi? Algum problema? Sorriu colocando sua camisa sem entender o que estava acontecendo.
Ela entrou no depósito, fechou a porta e se aproximou dele - desta vez, ela que estava com olhos de lobo caçador.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ela colocando a mão no peito dele e tirando sua camisa.
12 maio 2014
Repito a dose
A menina dos meus olhos tem fome
E com meu olhar te devoro
Tenho gula...
Te como inteiro em um minuto
Te como inteiro em um minuto
E repito a dose.
Não fico tranquila até estar satisfeita.
Não posso piscar, não quero perder um segundo
Não fico tranquila até estar satisfeita.
Não posso piscar, não quero perder um segundo
Enquanto me sacio com essa visão.
Minha sobremesa é quando seus olhos cruzam com os meus.
Uma delícia!
Disfarço, mas, a tentação é grande,
Volto a olhar, ainda tenho fome.
Coração dispara, e de cobertura para a sobremesa, ganho sua piscada
Fico vermelha...
Queria te morder, te apertar, te agarrar,
Engulo em seco enquanto você passa sorrindo
E eu admiro.
A minha menina está satisfeita - por enquanto -
Disfarço, mas, a tentação é grande,
Volto a olhar, ainda tenho fome.
Coração dispara, e de cobertura para a sobremesa, ganho sua piscada
Fico vermelha...
Queria te morder, te apertar, te agarrar,
Engulo em seco enquanto você passa sorrindo
E eu admiro.
A minha menina está satisfeita - por enquanto -
Mas, eu só penso em repetir a dose
01 novembro 2013
Sessão
Cheguei 19h em ponto como previsto, entrei
na terceira porta a direita como foi pedido e fui me acostumando com o
breu daquele estúdio de fotografia. A sala era grande com
equipamentos, cabos, acessórios. Escada, bancos, luzes, refletores; tudo
mais o que você imaginasse tinha lá. Chamei por alguém de sobrenome estrangeiro. Ninguém respondeu. Já
conhecia por nome aquele fotografo de moda; seria minha primeira sessão
de lingerie, então sua equipe me chamou para uma entrevista antes, um bate papo para
se conhecer melhor, para me deixar
mais a vontade. Voltei a chamar, e me responderam:
- Nos fundos! Porta 2.
Abri a porta e entrei como se entrasse numa selva, me desviando dos filmes pendurados como se desviasse de galhos. Tudo escuro, só com uma luz vermelha.
- Você fica bem nessa luz. - disse a voz do breu.Estranhei o tom de voz, que por sinal estava rouca que continuou falando - Melhor irmos lá fora, aqui não veremos nada.
Voltei pelo caminho que entrei e quando virei, ouvi:
- Eu sou a K.Nacari, aceita alguma coisa? Água, café? Desculpe minha rouquidão, virei umas noites por causa de uma sessão e estou assim...
Fiquei petrificada. O famoso fotografo de moda intima, então é famosA? É uma mulher? Então é por isso que elas ficam tão a vontade. Me senti mais calma, me apresentei, mostrei meu book e conversamos um pouco.
Ela era muito engraçada, contando vários casos de sessões que deram errado: modelo que rasgaram roupas em poses ousadas, luz que queimava, vento que derrubou cenários... E tudo o que ela dizia ficava incrível com aquela voz rouca - nem sei de que lugar da minha cabeça surgiu esse pensamento. Num momento pensei que ela tivesse notado minhas bochechas rosadas viajando no som de sua voz que estava extremamente sexy.
Elogiei uma câmera antiga que estava em cima da mesa, ela perguntou se eu já tinha pousado para uma lente daquelas; respondi que não.
- Então é agora! É bom para você ir ensaiando as poses de amanhã! Bora lá!
Ela posicionou as luzes e refletores para o fundo infinito branco. Deixei minha bolsa e o resto das minhas coisas num sofá e fui fazer aquilo que mais amo.
- Pra começar abre esse primeiro botão da camisa e solta esse cabelo que você está social de mais, parece minha tia avó secretária.
Ri tão alto que minha risada ecoou pelo estúdio inteiro e ela aproveitou o momento de descontração para tirar fotos no momento em que explodia de alegria. Depois de algumas poses já estava mais a vontade e num impulso que surgiu sabe-se la de onde sugeri algo:
- Podíamos fazer uns testes de lingerie...
Desta vez quem ficou vermelha foi ela, que me abriu um sorriso com brilho nos olhos e disse que sim. Tinha que aproveitar meu momento, minha carreira podia crescer depois daquela sessão. Precisava aproveitar aquele dia, aquele conceituado nome que me fotografava para conseguir sucesso.
Ela sentou num banco alto atrás da câmera posicionada num tripé e comentou que havia um camarim aos fundos. Respondi que não tinha problema e comecei a me despir ali. Mesmo atrás da câmera, percebi que ela me olhava, senti um arrepio na espinha - nunca havia "tirado a roupa" para uma mulher e não achei ruim. Gosto de ter alguém me admirando - qual modelo que não gosta de ter o ego elevado?
Desabotoei bem devagar os botões da minha camisa azul escuro e aos pouco fui deixando meu sutiã vinho aparecendo, tirei a camisa e ela pediu para que eu ficasse assim, de saia com o sutiã. Sempre gostei também da ideia de alguém mandando em mim. Aquilo estava subindo para minha cabeça - de onde vinham esses pensamentos?
Ela ligou o som e a sessão foi rolando mais tranquila até eu tirar a saia.
- Deita no chão.
O chão gelado só me fez comprovar o quanto eu estava quente. Ela tirou a câmera do tripé e sentou do meu lado, fazendo meu coração bater mais rápido.
- Posso ousar? - fiz que sim com a cabeça e ela ficou "em cima" de mim. Suas pernas prendiam minha cintura e ela focava meu busto e meu rosto.
Eu estava em outro mundo. A voz dela, a música, a luz... Se fosse um fotografo eu teria ousado e abusado dele... Mas, para onde iria minha carreira depois? Ia ficar marcada, ou ia virar top? Aquilo era quase uma fantasia adolescente, mas, não era a minha.... Já tinha perdido o foco da sessão quando ela disse que o filme tinha acabado e falou que ia me mostrar como era feita a revelação.
Ela entrou na sala vermelha selva e eu fui atrás sem que ela percebesse. Ela disse que essa tinha sido uma das melhores sessões que ela fez, uma das mais divertidas e ficou surpresa ao olhar pra trás e ver que eu estava ali de calcinha e sutiã. Eu ri e disse:
- Ahh, você já viu tudo o que tinha para ver...
-Tudo não...
E num impulso animal, carnal, me joguei em cima dela e a agarrei, que me correspondeu pegando pelos meus cabelos e cintura. Nessa hora no estúdio Justin Timberlake cantava "I'm bringing sexy back"... Ahhh, sexy... Ela beijou meu pescoço e ia descendo para meu colo e meus seios com uma delicadeza e uma vontade...Via estrelas, estava em êxtase como nunca estive antes, acho que o proibido, o novo, o diferente, me motivaram... Sussurrei em seu ouvido:
- Pode pedir que faço a pose que você quiser...
Ela passou as mãos sobre minha bunda, fazendo que minhas pernas cruzassem sua cintura e me colocou sentada na mesa oposta. Nessa hora nada mais fazia sentido... Nunca tinha estado com uma mulher antes, nunca tinha sentido aquilo, mas, a mistura do ambiente, luz, voz, tudo aquilo me deixou louca e ficou mais fácil para continuarmos.
As mãos, bocas, pernas, tudo em sincronia, estava pronta para ficar nua diante daqueles olhos que me devoravam, quando ela me disse:
- Tive uma ideia! Espere aqui.
Óbvio! Para onde mais eu iria naquele estado? Eis que ela surge com sua câmera digital na mão. Ri como se já a conhecesse há tempos, já desconfiava daquilo.
Me senti a capa da Playboy Novembro 2013 com as poses que ela pedia. Tava muito divertido, porém, não era aquilo que eu queria, nem ela, que parou pouco depois e continuou me beijando: o pescoço e foi descendo, descendo, descendo...
As mãos dela tinham anos de experiência com máquinas, lentes, tripés e certeza que com outros corpos. Fui ao êxtase mais rápido que um flash, vi mais que estrelas, vi constelações inteiras enquanto ela invadia lugares que lente alguma alcançou. Naquele instante pedia mais uma, duas, três fotos, outras poses, outros ângulos, mas, que ela não parasse, continuasse capturando meus sentimentos mais íntimos naquele super close.
Já nem lembrava da nossa entrevista, da sessão do dia seguinte, da minha timidez de antes, queria fazer com que ela se sentisse tão bem quanto ela me fez; queria ensinar alguns ângulos que ela só conhece de fora.
[...]
A entrevista foi um sucesso! Se me perguntarem digo que foi incrível, a fotografa é excelente, capturou minhas emoções como ninguém.
No dia seguinte cheguei ao estúdio morrendo de vergonha. Cumprimentei a equipe, o pessoal da parte comercial da marca de lingerie e dei um sorriso discreto para a fotografa. Fui para o camarim me trocar, tomar uma água, tentar relaxar, pois, estava mais nervosa que o dia anterior. Vermelha e com o coração disparado. Estraguei tudo pensei. Bateram na porta, era a assistente da fotografa me dizendo que a Nacari queria que eu visse umas fotos no laboratório de revelação.
Fui sozinha com o coração na mão até os fundos; entrei pela porta 2 que me trouxe lembranças e arrepiou a espinha. Percebi que havia uma única foto pendurada, meu coração chegou na boca. Cheguei mais perto e era uma foto lindíssima: uma modelo sentada em uma mesa cobrindo os seios com as mãos - num cenário muito parecido com o de ontem, mas, não era eu. Ao lado tinha um recado:
- As melhores fotos nem sempre são registradas com as câmeras, ontem não tirei nenhuma foto sua, eu menti, pois, quis que você se soltasse, ficasse mais tranquila e funcionou muito bem. Me arrependo de não ter te fotografado ontem, pois, foi uma sessão incrível.
24 setembro 2013
Fogo
Pela janela do ônibus, admirava seu olhar, mesmo você no banco da frente, percebia o quanto você estava distante.
E se eu sorrisse pelo vidro, saberia que era para você? Ou pensaria que era pra outro?
Se soubesse que seu cabelo vermelho fogo provocou fogo em mim, desencostaria daí e sentaria aqui do meu lado, pois, tenha certeza que nesta noite vou te deixar no ponto.
E se eu sorrisse pelo vidro, saberia que era para você? Ou pensaria que era pra outro?
Se soubesse que seu cabelo vermelho fogo provocou fogo em mim, desencostaria daí e sentaria aqui do meu lado, pois, tenha certeza que nesta noite vou te deixar no ponto.
13 setembro 2013
Sexta 13
Espero que nesta sexta-feira 13 você tenha a sorte de encontrar um gato preto que te leve para debaixo de uma escada
;)
;)
20 agosto 2013
A mulher mais brava que o diabo conhecia
Era a mulher mais brava que o diabo conhecia: alta, magra e com um
sorriso irônico estampado no rosto. Teimosa, silenciosa, pensativa, não dizia
muitas coisas, mas, era pior que qualquer um do "bando de louco".
Era do tipo de mulher que não olhava nos seus olhos, olhava dentro da
sua alma, te devorava vivo, te fazia em mil pedaços. Tinha olhos de
medusa, paralisantes; corpo de Eva - era como se fosse a primeira mulher
que tivesse visto e cabelos escuros como a noite.
Com olhos claros e profundos, ela andava pelas ruas desafiando, admirando ou julgando todos que encontrava.
Imagine a mulher mais tentadora que você já conheceu: daquele jeito, com os cabelos, olhos e corpo como daquela que você nunca esqueceu... Agora imagine ela com um sorriso indecifrável como de Monalisa.
Sabe essa mulher? Essa mesmo, a "gostosa" de saia curta da cadeira ao lado, tenha certeza que essa não foi feita da costela de Adão; ela foi criada pelo ser lá de baixo, e vai fazer de tudo para você comer o pão que ele amassou.
Com olhos claros e profundos, ela andava pelas ruas desafiando, admirando ou julgando todos que encontrava.
Imagine a mulher mais tentadora que você já conheceu: daquele jeito, com os cabelos, olhos e corpo como daquela que você nunca esqueceu... Agora imagine ela com um sorriso indecifrável como de Monalisa.
Sabe essa mulher? Essa mesmo, a "gostosa" de saia curta da cadeira ao lado, tenha certeza que essa não foi feita da costela de Adão; ela foi criada pelo ser lá de baixo, e vai fazer de tudo para você comer o pão que ele amassou.
05 agosto 2013
Mil pedaços
E eu quis te fazer em pedaços, do mesmo modo que você me deixou...
Meu reflexo na lâmina gelada da faca me chamava para um outro mundo,
Onde eu ia te fazer em mil...
Desejava passa-la sobre meu corpo, seu corpo, nosso corpo,
E te arranhar bem de leve para imaginar o que eu pensava,
Depois te faria um corte profundo para sentir o que eu sentia...
O reflexo me sorria, me tentava, me apoiava,
Seus olhos aflitos diziam o contrário
Desta vez não confiei em seus olhos, confiei nos meus..
Grite alto o quanto quiser, ninguém vai te ouvir,
Amarrado e amordaçado na minha cama.
Era a minha vez de ter o que eu quero e quando quero...
E dessa vez vou te faço em mil...
...
28 julho 2013
Eternidade
...
Ele então me segurou no colo enquanto passava minhas pernas em sua cintura, me empurrou na parede e senti minhas costas congelarem por conta da parede, ao contrário do resto do meu corpo que pegava fogo.
Enquanto ele passava a mão em minhas coxas, ia desabotoando a camisa preta que ele vestia - só ele sabe o quanto amo aquela camisa e o efeito que ela causa em mim - já não sentia mais frio, sentia arrepio na minha pele coberta pelo meu vestido verde de seda.
Arranhava suas costas enquanto ele beijava meu pescoço e ia descendo vagarosamente, calorosamente até meus seios. Eu via a luz, as estrelas, os anjos cantando; minhas pernas tremiam, meu coração acelerava e eu rezava para aquilo se estender por toda a eternidade.
Ele então me segurou no colo enquanto passava minhas pernas em sua cintura, me empurrou na parede e senti minhas costas congelarem por conta da parede, ao contrário do resto do meu corpo que pegava fogo.
Enquanto ele passava a mão em minhas coxas, ia desabotoando a camisa preta que ele vestia - só ele sabe o quanto amo aquela camisa e o efeito que ela causa em mim - já não sentia mais frio, sentia arrepio na minha pele coberta pelo meu vestido verde de seda.
Arranhava suas costas enquanto ele beijava meu pescoço e ia descendo vagarosamente, calorosamente até meus seios. Eu via a luz, as estrelas, os anjos cantando; minhas pernas tremiam, meu coração acelerava e eu rezava para aquilo se estender por toda a eternidade.
27 julho 2013
Verdade...
...neste frio queria dormir na sua cama...
22 julho 2013
Luxúria ( Isabella Taviani)
"Dobro os joelhos quando você, me pega, me amassa, me quebra, me usa demais...
Perco as rédeas quando você demora, devora, implora e sempre por mais...
Eu sou navalha cortando na carne, eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde...
Desfaça assim de mim que eu gosto e desgosto, me dobro, nem lhe cobro, rapaz!
Ordene, não peça muito me interessa a sua potência, seu calibre, seu gás...
Sou o encaixe, o lacre violado e tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago, eu sou um pecado capital...
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo, surpreender seus movimentos virar o jogo
Quero beber, o que dele escorre pela pele e nunca mais esfriar, minha febre..."
Perco as rédeas quando você demora, devora, implora e sempre por mais...
Eu sou navalha cortando na carne, eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde...
Desfaça assim de mim que eu gosto e desgosto, me dobro, nem lhe cobro, rapaz!
Ordene, não peça muito me interessa a sua potência, seu calibre, seu gás...
Sou o encaixe, o lacre violado e tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago, eu sou um pecado capital...
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo, surpreender seus movimentos virar o jogo
Quero beber, o que dele escorre pela pele e nunca mais esfriar, minha febre..."
15 julho 2013
Seus olhos era tão profundos quanto a cicatriz que ele deixou em mim...
26 junho 2013
ONline...
O ícone ficou verde quase meia noite. Online.
Se conheciam há alguns meses. Trocavam recados e curtidas no facebook, mensagens tolas no celular e altos papos via skype.
Ele morava na zona norte, ela na sul. Ele tinha 25 anos, santista, fazia administração com especialização nas áreas contábeis - ou algo do tipo que ela nunca entendia. Ela 22, amava natação e havia largado medicina veterinária, pois, não era forte o suficiente para algumas coisas desse cotidiano.
A agenda, distância, trânsito, emprego, cursinho, faculdade e outros detalhes sempre os afastavam de um encontro cara a cara. Só haviam se visto uma vez na balada de aniversário de um primo de alguém.
Chovia outro diluvio em São Paulo, vento forte, relâmpagos, mas, eles nem se importavam.
A câmera do notebook dela focalizava algo que parecia uma foto 3x4, o rosto, um pouco dos ombros caídos, pescoço e seus cabelos loiros médio; atrás dela apenas a parede lilás. Do outro lado, exibicionista como era, estava sem camisa e dava para apreciar sua barriga sarada no ponto exato - nem muito, nem pouco, na medida ideal - e alguns posters colados na parede.
No meio da conversa ela tentou alcançar algo fazendo com que seu note escorregasse para seu colo e como uma luz divina se aproximasse do seu decote - já analisado por ele anteriormente - com uma regata branca e alça vermelha do sutiã. Sem saber desse detalhe, ela continuou a conversa que acabou no segundo seguinte quando ele elogiou o detalhe da renda da alça.
Ela deu um pulo na cama, onde estava sentada quando um clarão invadiu seu quarto, os trovões e relâmpagos não paravam.
A conversa fluía tranquila, mas, com olhares e sorrisos que quase enganavam. Ia correndo pela madrugada assim como a chuva incessante. O assunto das 2 horas da manhã era o novo aplicativo do facebook, onde você podia "escolher" entre sua lista de amigos quem você "pegaria". Ambos concordaram em testá-lo e marcar algumas pessoas para saber no que ia dar. Não foi surpresa para ela ao receber um email do aplicativo falando sobre o interesse dele.
Ele percebeu nas bochechas delas, que mudaram de cor de repente, que ela havia lido o email. Será que ela vai aceitar o convite, ou vai ficar de brincadeira?
Os olhos dela não encaravam mais a câmera, sua face ainda permanecia rosada enquanto digitava: com quem ela falava? Por que não o respondia? A vergonha de um fora o deixou desanimado, ela ainda não havia respondido e estava muda ao questionamento dele.
Ergueu os olhos, riu de uma maneira que ele jamais tinha visto e no minuto seguinte ele recebeu um email dela: era uma resposta positiva.
Se olharam, sorriram e ele quis saber quando iam se encontrar, ela disse não saber, pois, estava em semana de provas, mas, podia dar um aperitivo a ele. Então levantou, colocou o notebook sobre a mesa, apagou a luz deixando só um abajour ligado. Ele ficou boquiaberto ao ver que ela só vestia uma regata branca, com o sutiã vermelho e um shortinhos listrado rosa bem claro, ele jamais tinha visto tanto assim. Colocou uma música baixinha e com ela fez uma dança hipnotizante.
Com um sorriso malicioso no rosto dançava ora olhando pro chão, ora encarando câmera. Levantou sua mão em direção ao ombro e delicadamente abaixou uma alça da blusa, deixando amostra a vermelha do sutiã, fez a mesma coisa do outro lado. Subiu a blusa deixando a mostra seu umbigo e o escondeu, voltou a levanta-la e novamente o escondeu. Essa brincadeira de esconde-esconde estava o deixando maluco; sabendo disso, enrolou mais um pouco e tirou a blusa de vez, jogando-a contra a câmera do note.
Continuava dançando, mas, agora de costas. Lentamente desabotoou o sutiã, e de novo jogou na direção dele. Cobriu os seios com as mãos impedindo que ele os visse; ele nesse momento já estava com o coração acelerado, com calor espalhando pelo corpo e com as calças apertadas.
La estava ela, sem o sutiã vermelho e shorts, mas, vestida com algo que ele rezou para que ela não tirasse: o sorriso malicioso.
Se conheciam há alguns meses. Trocavam recados e curtidas no facebook, mensagens tolas no celular e altos papos via skype.
Ele morava na zona norte, ela na sul. Ele tinha 25 anos, santista, fazia administração com especialização nas áreas contábeis - ou algo do tipo que ela nunca entendia. Ela 22, amava natação e havia largado medicina veterinária, pois, não era forte o suficiente para algumas coisas desse cotidiano.
A agenda, distância, trânsito, emprego, cursinho, faculdade e outros detalhes sempre os afastavam de um encontro cara a cara. Só haviam se visto uma vez na balada de aniversário de um primo de alguém.
Chovia outro diluvio em São Paulo, vento forte, relâmpagos, mas, eles nem se importavam.
A câmera do notebook dela focalizava algo que parecia uma foto 3x4, o rosto, um pouco dos ombros caídos, pescoço e seus cabelos loiros médio; atrás dela apenas a parede lilás. Do outro lado, exibicionista como era, estava sem camisa e dava para apreciar sua barriga sarada no ponto exato - nem muito, nem pouco, na medida ideal - e alguns posters colados na parede.
No meio da conversa ela tentou alcançar algo fazendo com que seu note escorregasse para seu colo e como uma luz divina se aproximasse do seu decote - já analisado por ele anteriormente - com uma regata branca e alça vermelha do sutiã. Sem saber desse detalhe, ela continuou a conversa que acabou no segundo seguinte quando ele elogiou o detalhe da renda da alça.
Ela deu um pulo na cama, onde estava sentada quando um clarão invadiu seu quarto, os trovões e relâmpagos não paravam.
A conversa fluía tranquila, mas, com olhares e sorrisos que quase enganavam. Ia correndo pela madrugada assim como a chuva incessante. O assunto das 2 horas da manhã era o novo aplicativo do facebook, onde você podia "escolher" entre sua lista de amigos quem você "pegaria". Ambos concordaram em testá-lo e marcar algumas pessoas para saber no que ia dar. Não foi surpresa para ela ao receber um email do aplicativo falando sobre o interesse dele.
Ele percebeu nas bochechas delas, que mudaram de cor de repente, que ela havia lido o email. Será que ela vai aceitar o convite, ou vai ficar de brincadeira?
Os olhos dela não encaravam mais a câmera, sua face ainda permanecia rosada enquanto digitava: com quem ela falava? Por que não o respondia? A vergonha de um fora o deixou desanimado, ela ainda não havia respondido e estava muda ao questionamento dele.
Ergueu os olhos, riu de uma maneira que ele jamais tinha visto e no minuto seguinte ele recebeu um email dela: era uma resposta positiva.
Se olharam, sorriram e ele quis saber quando iam se encontrar, ela disse não saber, pois, estava em semana de provas, mas, podia dar um aperitivo a ele. Então levantou, colocou o notebook sobre a mesa, apagou a luz deixando só um abajour ligado. Ele ficou boquiaberto ao ver que ela só vestia uma regata branca, com o sutiã vermelho e um shortinhos listrado rosa bem claro, ele jamais tinha visto tanto assim. Colocou uma música baixinha e com ela fez uma dança hipnotizante.
Com um sorriso malicioso no rosto dançava ora olhando pro chão, ora encarando câmera. Levantou sua mão em direção ao ombro e delicadamente abaixou uma alça da blusa, deixando amostra a vermelha do sutiã, fez a mesma coisa do outro lado. Subiu a blusa deixando a mostra seu umbigo e o escondeu, voltou a levanta-la e novamente o escondeu. Essa brincadeira de esconde-esconde estava o deixando maluco; sabendo disso, enrolou mais um pouco e tirou a blusa de vez, jogando-a contra a câmera do note.
Continuava dançando, mas, agora de costas. Lentamente desabotoou o sutiã, e de novo jogou na direção dele. Cobriu os seios com as mãos impedindo que ele os visse; ele nesse momento já estava com o coração acelerado, com calor espalhando pelo corpo e com as calças apertadas.
La estava ela, sem o sutiã vermelho e shorts, mas, vestida com algo que ele rezou para que ela não tirasse: o sorriso malicioso.
18 junho 2013
Viva la revolución
Quando a bomba explodiu, corri pra rua escura e vazia onde havia um carro; dentro dele, escondido, ele estava. Eu de pé com bandeiras nas mãos, com o rosto coberto com o que sobrou de tinta, com medo, com frio. Foi ali olhando para aqueles olhos verdes que me perdi.
Já não me interessava o protesto, os gritos, as pessoas, a fumaça... Já tinha perdido a conta de quanto tempo ficamos nos encarando...
Outra bomba explodiu e com ela mais fumaça; não se via, nem sentia mais nada... Larguei as bandeiras no chão e ele me abriu a porta do carro.
Meu rosto coçava por causa da tinta, meus olhos lacrimejavam pelo efeito da bomba e meu coração acelerava por causa dele. Ele tirou a camisa e limpou meu rosto, meus olhos.
O calor e o cansaço eram intensos, tirei a jaqueta e segui aquela frase que diz: faça amor, não faça guerra. Jamais havia estava num carro com alguém, muito menos com alguém que acabara de conhecer.
Havia andado por mais de 3 horas junto a uma multidão de 30 mil pessoas, estava cercada por desconhecidos, policiais armados, com cachorros, cavalos, tropa de choque, porém, nada daquilo me fez sentir tão viva quanto o tempo que fiquei no carro. Senti minhas pernas tremerem, meu coração acelerar, meu olhos revirarem. Cravei minhas unhas nas costas dele e a cada momento que perdia o fôlego, dentro de mim uma máscara caia, a verdadeira eu acordava. A gigante adormecida dentro de mim ganhava vida e quando senti um calor me queimando por dentro, no ápice do momento gritei:
- Viva la revolución!
Já não me interessava o protesto, os gritos, as pessoas, a fumaça... Já tinha perdido a conta de quanto tempo ficamos nos encarando...
Outra bomba explodiu e com ela mais fumaça; não se via, nem sentia mais nada... Larguei as bandeiras no chão e ele me abriu a porta do carro.
Meu rosto coçava por causa da tinta, meus olhos lacrimejavam pelo efeito da bomba e meu coração acelerava por causa dele. Ele tirou a camisa e limpou meu rosto, meus olhos.
O calor e o cansaço eram intensos, tirei a jaqueta e segui aquela frase que diz: faça amor, não faça guerra. Jamais havia estava num carro com alguém, muito menos com alguém que acabara de conhecer.
Havia andado por mais de 3 horas junto a uma multidão de 30 mil pessoas, estava cercada por desconhecidos, policiais armados, com cachorros, cavalos, tropa de choque, porém, nada daquilo me fez sentir tão viva quanto o tempo que fiquei no carro. Senti minhas pernas tremerem, meu coração acelerar, meu olhos revirarem. Cravei minhas unhas nas costas dele e a cada momento que perdia o fôlego, dentro de mim uma máscara caia, a verdadeira eu acordava. A gigante adormecida dentro de mim ganhava vida e quando senti um calor me queimando por dentro, no ápice do momento gritei:
- Viva la revolución!
02 junho 2013
Para o demoninho de olhos negros
dedico este humilde texto.
Muito tempo se passou e muito do que ia te dizer se perdeu, mas, basta olhar para seus olhos que como numa máquina do tempo me transporto pro passado, para aquele sentimento: coração acelerado, arrepio na espinha, bochechas rosadas e o sorriso tímido de quando te encontrava.
Ainda não sei o que você desperta em mim... Seria um pecado? Preguiça por não querer sair do seu lado? Ódio, por não te ter ao meu lado? Inveja! De quem está ao seu lado? Gula!??! Por querer te devorar inteiro? Claro que a luxúria fica em primeiro lugar, né?
Você sempre foi o "muso inspirador" de muita gente, e com tamanha inspiração, como não escrevi nada antes para você? Injusto! Mas, peço que me perdoe agora, enquanto faço esta singela homenagem.
Quando eu te via era como se as portas do céu se abrissem e delas saíssem um anjo - perdoa-me se não fores crente o suficiente para acreditar que eles existem, ou se na sua religião não há nada parecido - perdia o ar, me dava até palpitação; tinha certeza que naquele minuto seria salva. Ou seria então um anjo vindo de outro lado, posto na Terra para nos tentar? Ahhh tentação... Confesso que pequei muitas vezes, todas as vezes que olhava para você; nunca me ensinaram a ser forte o suficiente e pensar: não, não, não!
Porém, não se preocupe, esta tardia homenagem é só um lembrete do efeito que você causa nas pessoas... E o agradeço tanto por isso... Às vezes só precisamos de um pecado pra terminar o dia bem...
Muito tempo se passou e muito do que ia te dizer se perdeu, mas, basta olhar para seus olhos que como numa máquina do tempo me transporto pro passado, para aquele sentimento: coração acelerado, arrepio na espinha, bochechas rosadas e o sorriso tímido de quando te encontrava.
Ainda não sei o que você desperta em mim... Seria um pecado? Preguiça por não querer sair do seu lado? Ódio, por não te ter ao meu lado? Inveja! De quem está ao seu lado? Gula!??! Por querer te devorar inteiro? Claro que a luxúria fica em primeiro lugar, né?
Você sempre foi o "muso inspirador" de muita gente, e com tamanha inspiração, como não escrevi nada antes para você? Injusto! Mas, peço que me perdoe agora, enquanto faço esta singela homenagem.
Quando eu te via era como se as portas do céu se abrissem e delas saíssem um anjo - perdoa-me se não fores crente o suficiente para acreditar que eles existem, ou se na sua religião não há nada parecido - perdia o ar, me dava até palpitação; tinha certeza que naquele minuto seria salva. Ou seria então um anjo vindo de outro lado, posto na Terra para nos tentar? Ahhh tentação... Confesso que pequei muitas vezes, todas as vezes que olhava para você; nunca me ensinaram a ser forte o suficiente e pensar: não, não, não!
Porém, não se preocupe, esta tardia homenagem é só um lembrete do efeito que você causa nas pessoas... E o agradeço tanto por isso... Às vezes só precisamos de um pecado pra terminar o dia bem...
31 maio 2013
Inversão de papéis
Vou ser feliz no dia em que o mundo "girar" de vez e nele as mulheres forem a raça dominante, e quando algum homem passar vou gritar : e ai delicia, queria lavar roupa nesse tanque! - e quando ele abaixar os olhos com vergonha, vou sorrir meu melhor sorriso.
27 maio 2013
Loiro...
Nunca gostei de loiro, nunca me atraiu... Nada, nadinha, achava tão sem graça, tão sem sal que quando alguma amiga dizia: "olha que gatinho aquele loirinho", eu nem perdia meu tempo olhando. Mas, um dia o inexplicável aconteceu, conheci aquele que mudaria to-tal-men-te o meu conceito.
Foi assim meio que de repente que ele surgiu, e parece que sabia do meu gosto, pois, apareceu vestido do jeito que me deixaria louca. Simpático, gentil, com uma roupa preta - devia ser o diabo me tentando... E eu ali de olho no moreno e me surge esse "loiro"? É o sinal do fim dos tempos.
A diferença é a cor do cabelo, mas, a semelhança fica nos desejos... Cuidado loirinho, não cruze o meu caminho de novo, pois, te jogo na parede e descubro se você é loiro por inteiro...
Foi assim meio que de repente que ele surgiu, e parece que sabia do meu gosto, pois, apareceu vestido do jeito que me deixaria louca. Simpático, gentil, com uma roupa preta - devia ser o diabo me tentando... E eu ali de olho no moreno e me surge esse "loiro"? É o sinal do fim dos tempos.
A diferença é a cor do cabelo, mas, a semelhança fica nos desejos... Cuidado loirinho, não cruze o meu caminho de novo, pois, te jogo na parede e descubro se você é loiro por inteiro...
20 maio 2013
Fada madrinha
Era uma vez uma fada muito atrapalhada que ao vir pra Terra errou o figurino e ao invés de vir com vestido e vara de condão, veio com corpete e chicote, mas, mesmo assim prometeu realizar todos os seus desejos.
19 maio 2013
Bravo!
Não sei pelo o que sou atraída: se pelo talento ou pelo destaque em cima do palco.
Desta vez era um dançarino, e logo na primeira dança meus olhos como dois imãs se atraíram nele, que vestia um moletom rosa e quando deu um mortal para trás, o capuz de sua blusa encaixou perfeitamente nos seus cabelos médios e cacheados. Pronto, achei meu foco principal.
A cada passo, a cada música, via seu corpo em movimento e imaginava sua respiração ofegante, seus músculos tencionados e seu corpo suado. Mas, por favor não pare, continue...
Quando você não dançava, o show não tinha graça para mim, sentia falta de sua energia, de seu brilho, do seu ritmo intenso, queria estar ali e dançar com você e poder dizer: "the way you make me feel" - aquela música que dançou tão bem.
Por favor não pare, continue... Me inspire, me deixe novamente de boca aberta, dê outra pirueta, outro mortal, mas, volte aqui e me ensine isso tudo que você sabe, prometo te aplaudir de pé.
Desta vez era um dançarino, e logo na primeira dança meus olhos como dois imãs se atraíram nele, que vestia um moletom rosa e quando deu um mortal para trás, o capuz de sua blusa encaixou perfeitamente nos seus cabelos médios e cacheados. Pronto, achei meu foco principal.
A cada passo, a cada música, via seu corpo em movimento e imaginava sua respiração ofegante, seus músculos tencionados e seu corpo suado. Mas, por favor não pare, continue...
Quando você não dançava, o show não tinha graça para mim, sentia falta de sua energia, de seu brilho, do seu ritmo intenso, queria estar ali e dançar com você e poder dizer: "the way you make me feel" - aquela música que dançou tão bem.
Por favor não pare, continue... Me inspire, me deixe novamente de boca aberta, dê outra pirueta, outro mortal, mas, volte aqui e me ensine isso tudo que você sabe, prometo te aplaudir de pé.
29 abril 2013
...
A puta que primeiro beijou as frias carnes do meu corpo, dedico como saudosa lembrança, estas memórias póstumas
25 abril 2013
Apaixonante...
"Queria todo dia, dar-te, poder-te, um beijo terno, um abraço gravata..."
Acho que na vida passada fui um roadie, ou um amplificador para nesta encarnação gostar tanto assim de músicos.
Conhecia a banda dele desde o ano passado, mas, nada de mais, porém, agora em outra fase da vida, mudei de opinião e hoje escuto o cd deles num looping frenético e compulsivo.
Lá estava eu domingo no meio do Anhangabaú lotado de gente pra ver o projeto "Toca Raul" e ele ali em cima do palco cantando e tocando divinamente bem.
Após o show estava passando atrás do palco - juro que foi sem querer- e quem vejo? Ele! Alto, simpático e magrelo - a combinação perfeita pra me deixar louca. Fui até ele tieta-lo, tirar uma foto, falar algo, e quem disse que abri a boca? Me senti como uma menina de 14 anos...(ri-dí-cu-la!) Ele me sorriu e foi como se eu o conhecesse há muito tempo. A simpatia, carisma, humildade, cara de bom moço, de menino novo, o deixaram ainda mais apaixonante.
Por mais que ele cante "eu não preciso de ninguém e é só comigo que eu preciso me dar bem...", eu sei que ele sofre em silêncio, que já enterrou vivo seu coração e hoje pode até estar morto, mas, saiba menino magrelo que os olhos famintos embaixo do palco te devoravam ao ouvir sua voz e sua guitarra. Não se espante se daqui alguns anos você tiver muitas fãs e mulheres encantadas pelas músicas que você escreve, só não se esqueça desta que te escreve e te deseja (hummm...) muito sucesso dentro e foras dos palcos.
Acho que na vida passada fui um roadie, ou um amplificador para nesta encarnação gostar tanto assim de músicos.
Conhecia a banda dele desde o ano passado, mas, nada de mais, porém, agora em outra fase da vida, mudei de opinião e hoje escuto o cd deles num looping frenético e compulsivo.
Lá estava eu domingo no meio do Anhangabaú lotado de gente pra ver o projeto "Toca Raul" e ele ali em cima do palco cantando e tocando divinamente bem.
Após o show estava passando atrás do palco - juro que foi sem querer- e quem vejo? Ele! Alto, simpático e magrelo - a combinação perfeita pra me deixar louca. Fui até ele tieta-lo, tirar uma foto, falar algo, e quem disse que abri a boca? Me senti como uma menina de 14 anos...(ri-dí-cu-la!) Ele me sorriu e foi como se eu o conhecesse há muito tempo. A simpatia, carisma, humildade, cara de bom moço, de menino novo, o deixaram ainda mais apaixonante.
Por mais que ele cante "eu não preciso de ninguém e é só comigo que eu preciso me dar bem...", eu sei que ele sofre em silêncio, que já enterrou vivo seu coração e hoje pode até estar morto, mas, saiba menino magrelo que os olhos famintos embaixo do palco te devoravam ao ouvir sua voz e sua guitarra. Não se espante se daqui alguns anos você tiver muitas fãs e mulheres encantadas pelas músicas que você escreve, só não se esqueça desta que te escreve e te deseja (hummm...) muito sucesso dentro e foras dos palcos.
08 abril 2013
Queria
... ser o seu violão, ficar encostada em seu peito e entre suas mãos.
Queria que você tocasse uma nota, uma melodia, uma coletânea completa, qualquer coisa, apenas toque...
Teria a plena certeza que você não conseguiria viver sem mim, sem me tocar, era só me ver ali no cantinho do seu quarto que já me pegaria em seus braços e faríamos músicas juntos. Também não me importaria nenhum pouco quando você me exibisse para os seus amigos, mas, nem ouse deixá-los encostar em mim.
Não me preocuparia em fazer sucesso e que o mundo nos conhecesse, me importaria mais em fazer história contigo, que você se lembrasse de mim, dos momentos que passamos juntos, das horas de inspiração, companhia e desabafo.
Mesmo que uma corda arrebentasse, ou que você conseguisse um modelo mais novo, eu sempre estaria na sua memória, toda vez que tocasse aquela música que você aprendeu comigo.
Dedicado aos músicos♥
Queria que você tocasse uma nota, uma melodia, uma coletânea completa, qualquer coisa, apenas toque...
Teria a plena certeza que você não conseguiria viver sem mim, sem me tocar, era só me ver ali no cantinho do seu quarto que já me pegaria em seus braços e faríamos músicas juntos. Também não me importaria nenhum pouco quando você me exibisse para os seus amigos, mas, nem ouse deixá-los encostar em mim.
Não me preocuparia em fazer sucesso e que o mundo nos conhecesse, me importaria mais em fazer história contigo, que você se lembrasse de mim, dos momentos que passamos juntos, das horas de inspiração, companhia e desabafo.
Mesmo que uma corda arrebentasse, ou que você conseguisse um modelo mais novo, eu sempre estaria na sua memória, toda vez que tocasse aquela música que você aprendeu comigo.
Dedicado aos músicos♥
05 abril 2013
Cuidado
... que um dia eu canso de só sonhar contigo e te agarro acordada.
27 março 2013
Espero
... que você termine o seu namoro... Não "espero" no sentido de: contar com isso, ter esperança de que isso aconteça... Espero no sentido de aguardar... Pacientemente, dolorosamente, insandecidamente pelo dia que você fique solteiro e eu possa estar ao seu lado.
;)
;)
26 março 2013
Crepúsculo
"Se eu descer você suba aqui no meu pescoço, faça dele seu almoço, roa o osso e deixe a carne..."
( Zeca Baleiro)
Era essa frase que eu queria que você me dissesse... Depois que reparei no seu pescoço dei muito mais valor aos vampiros famosos.... Só queria dar uma mordida, um beijo... Quem saber fazer uma massagem pra aliviar sua tensão... Mas, eu fiquei ali que nem o pescoço entre a razão (cabeça) e a emoção (coração), o que fazer?
Perdida em pensamentos e na conversa da galera, tentei disfarçar, porém, não conseguia parar de pensar... Queria que a Lua Nova viesse e eu te transformasse, não daria certo, mas, eu mataria minha vontade... ;)
03 março 2013
Talentoso
Era para o show começar as 20h, atrasou uns minutos, mas, não liguei pois, há 5 anos tentava ir no show daquela banda, mas, não conseguia. Finalmente consegui e estava ali pertinho do palco deles e ansiosa para vê-los.
Entraram no palco, tocaram,conversaram, mas, lá pela terceira música algo me chamou atenção: o baixista. Apesar dele ser alto, lindo, de olhos claros, cantar e tocar muito bem, o que atraiu minha atenção foi sua coxa. Não sei como mas, mesmo com uma calça jeans um pouco justa, consegui reparar no músculo da sua coxa - e não ouvi mais música alguma, só aquele músculo pulsava para mim.
Não queria acreditar que ia "perder" o show que tanto esperei por causa de uns músculos: o dele que ali estava e o meu que explodia no peito.
Não separei as músicas do show por ritmo, por cd, era por contração e extensão, contração... Extensão... A calça não era tão justa, mas, ficava perfeita na perna. Reparava na curva perfeita que se fazia ao lado, em cima do joelho e como um raio-x tentava imaginar o desenho de sua perna, será que ele era todo definido? Por um instante desejei ser um baixo, para estar ali abraçada a ele, entre seus dedos, no seu poder, ouvir sua voz cantando só para mim.... Queria um show particular que ele pudesse me mostrar o quanto era talentoso; queria ouvir suas letras, melodias, suas dores, ser sua musa inspiradora, sua groupie por uma noite.
Os aplausos no final de uma música me acordaram do sonho que estava... Ali na minha frente, pulsando, contraindo diante dos meus olhos... A banda cantava: "hoje eu vou achar tua casa nem que eu bata em todas essas portas até encontrar, já sei seu nome...". Sorri por um minuto, pensei em invadir o palco, a casa, o camarim... Olhei pro vocalista e pensei: vamos curtir o show da maneira correta... Mas, que ele era um talento, ele era!
Entraram no palco, tocaram,conversaram, mas, lá pela terceira música algo me chamou atenção: o baixista. Apesar dele ser alto, lindo, de olhos claros, cantar e tocar muito bem, o que atraiu minha atenção foi sua coxa. Não sei como mas, mesmo com uma calça jeans um pouco justa, consegui reparar no músculo da sua coxa - e não ouvi mais música alguma, só aquele músculo pulsava para mim.
Não queria acreditar que ia "perder" o show que tanto esperei por causa de uns músculos: o dele que ali estava e o meu que explodia no peito.
Não separei as músicas do show por ritmo, por cd, era por contração e extensão, contração... Extensão... A calça não era tão justa, mas, ficava perfeita na perna. Reparava na curva perfeita que se fazia ao lado, em cima do joelho e como um raio-x tentava imaginar o desenho de sua perna, será que ele era todo definido? Por um instante desejei ser um baixo, para estar ali abraçada a ele, entre seus dedos, no seu poder, ouvir sua voz cantando só para mim.... Queria um show particular que ele pudesse me mostrar o quanto era talentoso; queria ouvir suas letras, melodias, suas dores, ser sua musa inspiradora, sua groupie por uma noite.
Os aplausos no final de uma música me acordaram do sonho que estava... Ali na minha frente, pulsando, contraindo diante dos meus olhos... A banda cantava: "hoje eu vou achar tua casa nem que eu bata em todas essas portas até encontrar, já sei seu nome...". Sorri por um minuto, pensei em invadir o palco, a casa, o camarim... Olhei pro vocalista e pensei: vamos curtir o show da maneira correta... Mas, que ele era um talento, ele era!
12 fevereiro 2013
Carnaval
Desfilando atrás do bloco de rua pensei: bem que o rapaz que toca o surdo podia vir tocar na minha bateria, fazer minha baiana rodar. Deixo ele ser meu mestre sala, erguer minha bandeira enquanto a gente arrasa na evolução curtindo o samba enredo. Após o desfile tem a apuração; torça pra sua escola não ser rebaixada, pois, te esqueço que nem velha guarda e te curo que nem ressaca.
15 janeiro 2013
Cara, comi sua tia...
Quinta-feira é um dos
dias perfeitos pra encontrar os amigos, bater papo e tomar aquela
gelada. O Leo chegou por volta das 20h, atrasado como sempre. Mal chegou
e vários olhares se voltaram para ele - normal. Atrasado, atrapalhado,
mas, sempre bem humorado assim era ele. Meu amigo de longa data, desde
os tempos do colégio, mais de 15 anos e não mudou nada. Magrelo, largo
sorriso, cabelo despenteado e sempre acompanhado de uma camisa xadrez.
22h30 e já nem sei qual é o assunto. Fim da semana, fim do ano, fim da oitava garrafa... Foi ai que me lançaram a frase que me acordou do estado de inércia em que estava:
- Cara, comi sua tia!
Meus olhos se arregalaram, coração acelerou, suei frio. Estendi a mão para pegar o copo, não peguei, engoli seco. Parecia que alguém tinha decretado 1 minuto de silêncio, então ele continuou:
- Foi só uma vez... A gente ficou um tempo, rolou...
Preciso pausar esta narrativa para explicar que minha tia deve ter uns 3 anos a mais que eu, uns 32, quase uma irmã mais velha. Em mente vinha o Natal de 94, em que ganhamos camisa da seleção e formamos o melhor time com a turma da rua... Minha tia, minha irmã...
- Foi quando você e sua mãe moravam naquele sobrado e ela na casa ao lado - e ele continuou a narrativa.
Teve a festa do Bruninho que fui e você não pode ir, porque ficou preso em uma reunião. Não conhecia ninguém, mas, quando cheguei a encontrei. Ela usava um vestido colado ao corpo, de alcinha que servia de balança, pois, você nunca sabe para qual lado vai pesar mais, o lado da frente ou de trás. A visão era paradisíaca em ambos os caminhos, mas, sempre fui apaixonado por decotes, ainda mais nas costas. Ele terminava justamente onde começava meu pecado: na bunda.
Ficamos conversando um pouco sobre trabalho, viagens, sobre as pessoas na festa. Já era madrugada e a casa do Bruno estava ficando vazia, uns iam para casa, outros acabavam capotados no sofá e eu ali sem saber pra onde ia. Fizeram convites para emendar em outra festa, peguei meu carro, dei carona pra ela e fomos. No meio do caminho a gente percebeu que não era para ali que queríamos ir, na troca de olhar e no sorriso revelador dela descobri para onde levá-la.
Não sei o que deu em mim, com o carro e o coração acelerado virei o volante com tudo e segui em outra direção. Silêncio. Alguns minutos depois vi um letreiro piscando em vermelho que me apontava um local, os olhos dela não brilhavam tanto quanto ele, não era ali que ela queria. Então ficou decidido: vamos pra casa. Enquanto dirigia ela colocou a mão no volante fazendo com que eu virasse em outra rua que não desse para minha casa e sim para a dela. Peguei a sua mão e a coloquei na minha coxa que lentamente subiu me deixando alucinado.
Tanto na rua como no carro o farol tava verde, fluxo livre, para aproveitar aumentei a marcha e continuei. Em cinco minutos tava na casa dela, quando fechei a porta do carro o barulho me fez acordar e perceber aonde eu tava, não podia deixar meu carro na rua e se você visse? Acho que ela percebeu minha cara aflita e abriu a garagem.
Pouca luz e com o final da segunda garrafa de vinho, estava no quarto dela, depois de ter passado muito bem na sala. Ela me sorriu e sentou na beira da cama, era um convite que foi aceito. Fui desabotoando a camisa enquanto ia em direção dela que tirava a sandália - vi o paraíso quando ela debruçou sobre o joelho para tirá-la e vi seu decote.
Acordei com a claridade no quarto e a cama vazia. Tentei juntar os fatos e lembrar como fui parar ali. Vesti minha camisa que estava no chão e senti minhas costas arderem pelos arranhões que recebi, peguei o resto da minha roupa e fui colocando lentamente, ainda aproveitando as sensações da noite. Tinha sido uma ótima noite, eu acho...
Ouvi um barulho fora do quarto, sai e passei pela sala. Na estante perto da televisão uma porção de fotos, até uma sua com ela com a camisa da seleção de 94, o que foi que fiz? Minha culpa foi embora no mesmo minuto em que a vi de camisola na cozinha.
Ela encarou o chão, sorriu, me disse bom dia e me serviu café. Não entendia o porquê do riso dela, porque ela não me encarava? Fui embora sem entender, sem que você me visse e depois de três meses consegui contar isso para você.
Depois que o Leo me contou tudo isso, eu ri como uma criança e até chorei, enquanto dizia pra ele:
- Era você então? Um dia desses minha tia tava contando uma noite de aventura que ela teve. Foi para casa com um "pegador", com o tal. Ele já tinha bebido todas e quando chegou na casa dela bebeu mais ainda, pois, tava bem nervoso. Quando subiram pro quarto ela fez uma massagem nele, e não deu outra, ele dormiu até o dia seguinte e nem mesmo com o gato dela arranhando suas costas, ele acordou.
22h30 e já nem sei qual é o assunto. Fim da semana, fim do ano, fim da oitava garrafa... Foi ai que me lançaram a frase que me acordou do estado de inércia em que estava:
- Cara, comi sua tia!
Meus olhos se arregalaram, coração acelerou, suei frio. Estendi a mão para pegar o copo, não peguei, engoli seco. Parecia que alguém tinha decretado 1 minuto de silêncio, então ele continuou:
- Foi só uma vez... A gente ficou um tempo, rolou...
Preciso pausar esta narrativa para explicar que minha tia deve ter uns 3 anos a mais que eu, uns 32, quase uma irmã mais velha. Em mente vinha o Natal de 94, em que ganhamos camisa da seleção e formamos o melhor time com a turma da rua... Minha tia, minha irmã...
- Foi quando você e sua mãe moravam naquele sobrado e ela na casa ao lado - e ele continuou a narrativa.
Teve a festa do Bruninho que fui e você não pode ir, porque ficou preso em uma reunião. Não conhecia ninguém, mas, quando cheguei a encontrei. Ela usava um vestido colado ao corpo, de alcinha que servia de balança, pois, você nunca sabe para qual lado vai pesar mais, o lado da frente ou de trás. A visão era paradisíaca em ambos os caminhos, mas, sempre fui apaixonado por decotes, ainda mais nas costas. Ele terminava justamente onde começava meu pecado: na bunda.
Ficamos conversando um pouco sobre trabalho, viagens, sobre as pessoas na festa. Já era madrugada e a casa do Bruno estava ficando vazia, uns iam para casa, outros acabavam capotados no sofá e eu ali sem saber pra onde ia. Fizeram convites para emendar em outra festa, peguei meu carro, dei carona pra ela e fomos. No meio do caminho a gente percebeu que não era para ali que queríamos ir, na troca de olhar e no sorriso revelador dela descobri para onde levá-la.
Não sei o que deu em mim, com o carro e o coração acelerado virei o volante com tudo e segui em outra direção. Silêncio. Alguns minutos depois vi um letreiro piscando em vermelho que me apontava um local, os olhos dela não brilhavam tanto quanto ele, não era ali que ela queria. Então ficou decidido: vamos pra casa. Enquanto dirigia ela colocou a mão no volante fazendo com que eu virasse em outra rua que não desse para minha casa e sim para a dela. Peguei a sua mão e a coloquei na minha coxa que lentamente subiu me deixando alucinado.
Tanto na rua como no carro o farol tava verde, fluxo livre, para aproveitar aumentei a marcha e continuei. Em cinco minutos tava na casa dela, quando fechei a porta do carro o barulho me fez acordar e perceber aonde eu tava, não podia deixar meu carro na rua e se você visse? Acho que ela percebeu minha cara aflita e abriu a garagem.
Pouca luz e com o final da segunda garrafa de vinho, estava no quarto dela, depois de ter passado muito bem na sala. Ela me sorriu e sentou na beira da cama, era um convite que foi aceito. Fui desabotoando a camisa enquanto ia em direção dela que tirava a sandália - vi o paraíso quando ela debruçou sobre o joelho para tirá-la e vi seu decote.
Acordei com a claridade no quarto e a cama vazia. Tentei juntar os fatos e lembrar como fui parar ali. Vesti minha camisa que estava no chão e senti minhas costas arderem pelos arranhões que recebi, peguei o resto da minha roupa e fui colocando lentamente, ainda aproveitando as sensações da noite. Tinha sido uma ótima noite, eu acho...
Ouvi um barulho fora do quarto, sai e passei pela sala. Na estante perto da televisão uma porção de fotos, até uma sua com ela com a camisa da seleção de 94, o que foi que fiz? Minha culpa foi embora no mesmo minuto em que a vi de camisola na cozinha.
Ela encarou o chão, sorriu, me disse bom dia e me serviu café. Não entendia o porquê do riso dela, porque ela não me encarava? Fui embora sem entender, sem que você me visse e depois de três meses consegui contar isso para você.
Depois que o Leo me contou tudo isso, eu ri como uma criança e até chorei, enquanto dizia pra ele:
- Era você então? Um dia desses minha tia tava contando uma noite de aventura que ela teve. Foi para casa com um "pegador", com o tal. Ele já tinha bebido todas e quando chegou na casa dela bebeu mais ainda, pois, tava bem nervoso. Quando subiram pro quarto ela fez uma massagem nele, e não deu outra, ele dormiu até o dia seguinte e nem mesmo com o gato dela arranhando suas costas, ele acordou.
Tu gosta...
“Tu gosta que eu sei
E não da pra negar
Vem que eu também gosto
E a gente vai se amarrar
Em qualquer lugar
Seja aonde for
O sexo está livre, não depende do amor
E eu deixo a minha semente em sua flor”
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