31 maio 2013
Inversão de papéis
Vou ser feliz no dia em que o mundo "girar" de vez e nele as mulheres forem a raça dominante, e quando algum homem passar vou gritar : e ai delicia, queria lavar roupa nesse tanque! - e quando ele abaixar os olhos com vergonha, vou sorrir meu melhor sorriso.
27 maio 2013
Loiro...
Nunca gostei de loiro, nunca me atraiu... Nada, nadinha, achava tão sem graça, tão sem sal que quando alguma amiga dizia: "olha que gatinho aquele loirinho", eu nem perdia meu tempo olhando. Mas, um dia o inexplicável aconteceu, conheci aquele que mudaria to-tal-men-te o meu conceito.
Foi assim meio que de repente que ele surgiu, e parece que sabia do meu gosto, pois, apareceu vestido do jeito que me deixaria louca. Simpático, gentil, com uma roupa preta - devia ser o diabo me tentando... E eu ali de olho no moreno e me surge esse "loiro"? É o sinal do fim dos tempos.
A diferença é a cor do cabelo, mas, a semelhança fica nos desejos... Cuidado loirinho, não cruze o meu caminho de novo, pois, te jogo na parede e descubro se você é loiro por inteiro...
Foi assim meio que de repente que ele surgiu, e parece que sabia do meu gosto, pois, apareceu vestido do jeito que me deixaria louca. Simpático, gentil, com uma roupa preta - devia ser o diabo me tentando... E eu ali de olho no moreno e me surge esse "loiro"? É o sinal do fim dos tempos.
A diferença é a cor do cabelo, mas, a semelhança fica nos desejos... Cuidado loirinho, não cruze o meu caminho de novo, pois, te jogo na parede e descubro se você é loiro por inteiro...
20 maio 2013
Fada madrinha
Era uma vez uma fada muito atrapalhada que ao vir pra Terra errou o figurino e ao invés de vir com vestido e vara de condão, veio com corpete e chicote, mas, mesmo assim prometeu realizar todos os seus desejos.
19 maio 2013
Bravo!
Não sei pelo o que sou atraída: se pelo talento ou pelo destaque em cima do palco.
Desta vez era um dançarino, e logo na primeira dança meus olhos como dois imãs se atraíram nele, que vestia um moletom rosa e quando deu um mortal para trás, o capuz de sua blusa encaixou perfeitamente nos seus cabelos médios e cacheados. Pronto, achei meu foco principal.
A cada passo, a cada música, via seu corpo em movimento e imaginava sua respiração ofegante, seus músculos tencionados e seu corpo suado. Mas, por favor não pare, continue...
Quando você não dançava, o show não tinha graça para mim, sentia falta de sua energia, de seu brilho, do seu ritmo intenso, queria estar ali e dançar com você e poder dizer: "the way you make me feel" - aquela música que dançou tão bem.
Por favor não pare, continue... Me inspire, me deixe novamente de boca aberta, dê outra pirueta, outro mortal, mas, volte aqui e me ensine isso tudo que você sabe, prometo te aplaudir de pé.
Desta vez era um dançarino, e logo na primeira dança meus olhos como dois imãs se atraíram nele, que vestia um moletom rosa e quando deu um mortal para trás, o capuz de sua blusa encaixou perfeitamente nos seus cabelos médios e cacheados. Pronto, achei meu foco principal.
A cada passo, a cada música, via seu corpo em movimento e imaginava sua respiração ofegante, seus músculos tencionados e seu corpo suado. Mas, por favor não pare, continue...
Quando você não dançava, o show não tinha graça para mim, sentia falta de sua energia, de seu brilho, do seu ritmo intenso, queria estar ali e dançar com você e poder dizer: "the way you make me feel" - aquela música que dançou tão bem.
Por favor não pare, continue... Me inspire, me deixe novamente de boca aberta, dê outra pirueta, outro mortal, mas, volte aqui e me ensine isso tudo que você sabe, prometo te aplaudir de pé.
29 abril 2013
...
A puta que primeiro beijou as frias carnes do meu corpo, dedico como saudosa lembrança, estas memórias póstumas
25 abril 2013
Apaixonante...
"Queria todo dia, dar-te, poder-te, um beijo terno, um abraço gravata..."
Acho que na vida passada fui um roadie, ou um amplificador para nesta encarnação gostar tanto assim de músicos.
Conhecia a banda dele desde o ano passado, mas, nada de mais, porém, agora em outra fase da vida, mudei de opinião e hoje escuto o cd deles num looping frenético e compulsivo.
Lá estava eu domingo no meio do Anhangabaú lotado de gente pra ver o projeto "Toca Raul" e ele ali em cima do palco cantando e tocando divinamente bem.
Após o show estava passando atrás do palco - juro que foi sem querer- e quem vejo? Ele! Alto, simpático e magrelo - a combinação perfeita pra me deixar louca. Fui até ele tieta-lo, tirar uma foto, falar algo, e quem disse que abri a boca? Me senti como uma menina de 14 anos...(ri-dí-cu-la!) Ele me sorriu e foi como se eu o conhecesse há muito tempo. A simpatia, carisma, humildade, cara de bom moço, de menino novo, o deixaram ainda mais apaixonante.
Por mais que ele cante "eu não preciso de ninguém e é só comigo que eu preciso me dar bem...", eu sei que ele sofre em silêncio, que já enterrou vivo seu coração e hoje pode até estar morto, mas, saiba menino magrelo que os olhos famintos embaixo do palco te devoravam ao ouvir sua voz e sua guitarra. Não se espante se daqui alguns anos você tiver muitas fãs e mulheres encantadas pelas músicas que você escreve, só não se esqueça desta que te escreve e te deseja (hummm...) muito sucesso dentro e foras dos palcos.
Acho que na vida passada fui um roadie, ou um amplificador para nesta encarnação gostar tanto assim de músicos.
Conhecia a banda dele desde o ano passado, mas, nada de mais, porém, agora em outra fase da vida, mudei de opinião e hoje escuto o cd deles num looping frenético e compulsivo.
Lá estava eu domingo no meio do Anhangabaú lotado de gente pra ver o projeto "Toca Raul" e ele ali em cima do palco cantando e tocando divinamente bem.
Após o show estava passando atrás do palco - juro que foi sem querer- e quem vejo? Ele! Alto, simpático e magrelo - a combinação perfeita pra me deixar louca. Fui até ele tieta-lo, tirar uma foto, falar algo, e quem disse que abri a boca? Me senti como uma menina de 14 anos...(ri-dí-cu-la!) Ele me sorriu e foi como se eu o conhecesse há muito tempo. A simpatia, carisma, humildade, cara de bom moço, de menino novo, o deixaram ainda mais apaixonante.
Por mais que ele cante "eu não preciso de ninguém e é só comigo que eu preciso me dar bem...", eu sei que ele sofre em silêncio, que já enterrou vivo seu coração e hoje pode até estar morto, mas, saiba menino magrelo que os olhos famintos embaixo do palco te devoravam ao ouvir sua voz e sua guitarra. Não se espante se daqui alguns anos você tiver muitas fãs e mulheres encantadas pelas músicas que você escreve, só não se esqueça desta que te escreve e te deseja (hummm...) muito sucesso dentro e foras dos palcos.
08 abril 2013
Queria
... ser o seu violão, ficar encostada em seu peito e entre suas mãos.
Queria que você tocasse uma nota, uma melodia, uma coletânea completa, qualquer coisa, apenas toque...
Teria a plena certeza que você não conseguiria viver sem mim, sem me tocar, era só me ver ali no cantinho do seu quarto que já me pegaria em seus braços e faríamos músicas juntos. Também não me importaria nenhum pouco quando você me exibisse para os seus amigos, mas, nem ouse deixá-los encostar em mim.
Não me preocuparia em fazer sucesso e que o mundo nos conhecesse, me importaria mais em fazer história contigo, que você se lembrasse de mim, dos momentos que passamos juntos, das horas de inspiração, companhia e desabafo.
Mesmo que uma corda arrebentasse, ou que você conseguisse um modelo mais novo, eu sempre estaria na sua memória, toda vez que tocasse aquela música que você aprendeu comigo.
Dedicado aos músicos♥
Queria que você tocasse uma nota, uma melodia, uma coletânea completa, qualquer coisa, apenas toque...
Teria a plena certeza que você não conseguiria viver sem mim, sem me tocar, era só me ver ali no cantinho do seu quarto que já me pegaria em seus braços e faríamos músicas juntos. Também não me importaria nenhum pouco quando você me exibisse para os seus amigos, mas, nem ouse deixá-los encostar em mim.
Não me preocuparia em fazer sucesso e que o mundo nos conhecesse, me importaria mais em fazer história contigo, que você se lembrasse de mim, dos momentos que passamos juntos, das horas de inspiração, companhia e desabafo.
Mesmo que uma corda arrebentasse, ou que você conseguisse um modelo mais novo, eu sempre estaria na sua memória, toda vez que tocasse aquela música que você aprendeu comigo.
Dedicado aos músicos♥
05 abril 2013
Cuidado
... que um dia eu canso de só sonhar contigo e te agarro acordada.
27 março 2013
Espero
... que você termine o seu namoro... Não "espero" no sentido de: contar com isso, ter esperança de que isso aconteça... Espero no sentido de aguardar... Pacientemente, dolorosamente, insandecidamente pelo dia que você fique solteiro e eu possa estar ao seu lado.
;)
;)
26 março 2013
Crepúsculo
"Se eu descer você suba aqui no meu pescoço, faça dele seu almoço, roa o osso e deixe a carne..."
( Zeca Baleiro)
Era essa frase que eu queria que você me dissesse... Depois que reparei no seu pescoço dei muito mais valor aos vampiros famosos.... Só queria dar uma mordida, um beijo... Quem saber fazer uma massagem pra aliviar sua tensão... Mas, eu fiquei ali que nem o pescoço entre a razão (cabeça) e a emoção (coração), o que fazer?
Perdida em pensamentos e na conversa da galera, tentei disfarçar, porém, não conseguia parar de pensar... Queria que a Lua Nova viesse e eu te transformasse, não daria certo, mas, eu mataria minha vontade... ;)
03 março 2013
Talentoso
Era para o show começar as 20h, atrasou uns minutos, mas, não liguei pois, há 5 anos tentava ir no show daquela banda, mas, não conseguia. Finalmente consegui e estava ali pertinho do palco deles e ansiosa para vê-los.
Entraram no palco, tocaram,conversaram, mas, lá pela terceira música algo me chamou atenção: o baixista. Apesar dele ser alto, lindo, de olhos claros, cantar e tocar muito bem, o que atraiu minha atenção foi sua coxa. Não sei como mas, mesmo com uma calça jeans um pouco justa, consegui reparar no músculo da sua coxa - e não ouvi mais música alguma, só aquele músculo pulsava para mim.
Não queria acreditar que ia "perder" o show que tanto esperei por causa de uns músculos: o dele que ali estava e o meu que explodia no peito.
Não separei as músicas do show por ritmo, por cd, era por contração e extensão, contração... Extensão... A calça não era tão justa, mas, ficava perfeita na perna. Reparava na curva perfeita que se fazia ao lado, em cima do joelho e como um raio-x tentava imaginar o desenho de sua perna, será que ele era todo definido? Por um instante desejei ser um baixo, para estar ali abraçada a ele, entre seus dedos, no seu poder, ouvir sua voz cantando só para mim.... Queria um show particular que ele pudesse me mostrar o quanto era talentoso; queria ouvir suas letras, melodias, suas dores, ser sua musa inspiradora, sua groupie por uma noite.
Os aplausos no final de uma música me acordaram do sonho que estava... Ali na minha frente, pulsando, contraindo diante dos meus olhos... A banda cantava: "hoje eu vou achar tua casa nem que eu bata em todas essas portas até encontrar, já sei seu nome...". Sorri por um minuto, pensei em invadir o palco, a casa, o camarim... Olhei pro vocalista e pensei: vamos curtir o show da maneira correta... Mas, que ele era um talento, ele era!
Entraram no palco, tocaram,conversaram, mas, lá pela terceira música algo me chamou atenção: o baixista. Apesar dele ser alto, lindo, de olhos claros, cantar e tocar muito bem, o que atraiu minha atenção foi sua coxa. Não sei como mas, mesmo com uma calça jeans um pouco justa, consegui reparar no músculo da sua coxa - e não ouvi mais música alguma, só aquele músculo pulsava para mim.
Não queria acreditar que ia "perder" o show que tanto esperei por causa de uns músculos: o dele que ali estava e o meu que explodia no peito.
Não separei as músicas do show por ritmo, por cd, era por contração e extensão, contração... Extensão... A calça não era tão justa, mas, ficava perfeita na perna. Reparava na curva perfeita que se fazia ao lado, em cima do joelho e como um raio-x tentava imaginar o desenho de sua perna, será que ele era todo definido? Por um instante desejei ser um baixo, para estar ali abraçada a ele, entre seus dedos, no seu poder, ouvir sua voz cantando só para mim.... Queria um show particular que ele pudesse me mostrar o quanto era talentoso; queria ouvir suas letras, melodias, suas dores, ser sua musa inspiradora, sua groupie por uma noite.
Os aplausos no final de uma música me acordaram do sonho que estava... Ali na minha frente, pulsando, contraindo diante dos meus olhos... A banda cantava: "hoje eu vou achar tua casa nem que eu bata em todas essas portas até encontrar, já sei seu nome...". Sorri por um minuto, pensei em invadir o palco, a casa, o camarim... Olhei pro vocalista e pensei: vamos curtir o show da maneira correta... Mas, que ele era um talento, ele era!
12 fevereiro 2013
Carnaval
Desfilando atrás do bloco de rua pensei: bem que o rapaz que toca o surdo podia vir tocar na minha bateria, fazer minha baiana rodar. Deixo ele ser meu mestre sala, erguer minha bandeira enquanto a gente arrasa na evolução curtindo o samba enredo. Após o desfile tem a apuração; torça pra sua escola não ser rebaixada, pois, te esqueço que nem velha guarda e te curo que nem ressaca.
15 janeiro 2013
Cara, comi sua tia...
Quinta-feira é um dos
dias perfeitos pra encontrar os amigos, bater papo e tomar aquela
gelada. O Leo chegou por volta das 20h, atrasado como sempre. Mal chegou
e vários olhares se voltaram para ele - normal. Atrasado, atrapalhado,
mas, sempre bem humorado assim era ele. Meu amigo de longa data, desde
os tempos do colégio, mais de 15 anos e não mudou nada. Magrelo, largo
sorriso, cabelo despenteado e sempre acompanhado de uma camisa xadrez.
22h30 e já nem sei qual é o assunto. Fim da semana, fim do ano, fim da oitava garrafa... Foi ai que me lançaram a frase que me acordou do estado de inércia em que estava:
- Cara, comi sua tia!
Meus olhos se arregalaram, coração acelerou, suei frio. Estendi a mão para pegar o copo, não peguei, engoli seco. Parecia que alguém tinha decretado 1 minuto de silêncio, então ele continuou:
- Foi só uma vez... A gente ficou um tempo, rolou...
Preciso pausar esta narrativa para explicar que minha tia deve ter uns 3 anos a mais que eu, uns 32, quase uma irmã mais velha. Em mente vinha o Natal de 94, em que ganhamos camisa da seleção e formamos o melhor time com a turma da rua... Minha tia, minha irmã...
- Foi quando você e sua mãe moravam naquele sobrado e ela na casa ao lado - e ele continuou a narrativa.
Teve a festa do Bruninho que fui e você não pode ir, porque ficou preso em uma reunião. Não conhecia ninguém, mas, quando cheguei a encontrei. Ela usava um vestido colado ao corpo, de alcinha que servia de balança, pois, você nunca sabe para qual lado vai pesar mais, o lado da frente ou de trás. A visão era paradisíaca em ambos os caminhos, mas, sempre fui apaixonado por decotes, ainda mais nas costas. Ele terminava justamente onde começava meu pecado: na bunda.
Ficamos conversando um pouco sobre trabalho, viagens, sobre as pessoas na festa. Já era madrugada e a casa do Bruno estava ficando vazia, uns iam para casa, outros acabavam capotados no sofá e eu ali sem saber pra onde ia. Fizeram convites para emendar em outra festa, peguei meu carro, dei carona pra ela e fomos. No meio do caminho a gente percebeu que não era para ali que queríamos ir, na troca de olhar e no sorriso revelador dela descobri para onde levá-la.
Não sei o que deu em mim, com o carro e o coração acelerado virei o volante com tudo e segui em outra direção. Silêncio. Alguns minutos depois vi um letreiro piscando em vermelho que me apontava um local, os olhos dela não brilhavam tanto quanto ele, não era ali que ela queria. Então ficou decidido: vamos pra casa. Enquanto dirigia ela colocou a mão no volante fazendo com que eu virasse em outra rua que não desse para minha casa e sim para a dela. Peguei a sua mão e a coloquei na minha coxa que lentamente subiu me deixando alucinado.
Tanto na rua como no carro o farol tava verde, fluxo livre, para aproveitar aumentei a marcha e continuei. Em cinco minutos tava na casa dela, quando fechei a porta do carro o barulho me fez acordar e perceber aonde eu tava, não podia deixar meu carro na rua e se você visse? Acho que ela percebeu minha cara aflita e abriu a garagem.
Pouca luz e com o final da segunda garrafa de vinho, estava no quarto dela, depois de ter passado muito bem na sala. Ela me sorriu e sentou na beira da cama, era um convite que foi aceito. Fui desabotoando a camisa enquanto ia em direção dela que tirava a sandália - vi o paraíso quando ela debruçou sobre o joelho para tirá-la e vi seu decote.
Acordei com a claridade no quarto e a cama vazia. Tentei juntar os fatos e lembrar como fui parar ali. Vesti minha camisa que estava no chão e senti minhas costas arderem pelos arranhões que recebi, peguei o resto da minha roupa e fui colocando lentamente, ainda aproveitando as sensações da noite. Tinha sido uma ótima noite, eu acho...
Ouvi um barulho fora do quarto, sai e passei pela sala. Na estante perto da televisão uma porção de fotos, até uma sua com ela com a camisa da seleção de 94, o que foi que fiz? Minha culpa foi embora no mesmo minuto em que a vi de camisola na cozinha.
Ela encarou o chão, sorriu, me disse bom dia e me serviu café. Não entendia o porquê do riso dela, porque ela não me encarava? Fui embora sem entender, sem que você me visse e depois de três meses consegui contar isso para você.
Depois que o Leo me contou tudo isso, eu ri como uma criança e até chorei, enquanto dizia pra ele:
- Era você então? Um dia desses minha tia tava contando uma noite de aventura que ela teve. Foi para casa com um "pegador", com o tal. Ele já tinha bebido todas e quando chegou na casa dela bebeu mais ainda, pois, tava bem nervoso. Quando subiram pro quarto ela fez uma massagem nele, e não deu outra, ele dormiu até o dia seguinte e nem mesmo com o gato dela arranhando suas costas, ele acordou.
22h30 e já nem sei qual é o assunto. Fim da semana, fim do ano, fim da oitava garrafa... Foi ai que me lançaram a frase que me acordou do estado de inércia em que estava:
- Cara, comi sua tia!
Meus olhos se arregalaram, coração acelerou, suei frio. Estendi a mão para pegar o copo, não peguei, engoli seco. Parecia que alguém tinha decretado 1 minuto de silêncio, então ele continuou:
- Foi só uma vez... A gente ficou um tempo, rolou...
Preciso pausar esta narrativa para explicar que minha tia deve ter uns 3 anos a mais que eu, uns 32, quase uma irmã mais velha. Em mente vinha o Natal de 94, em que ganhamos camisa da seleção e formamos o melhor time com a turma da rua... Minha tia, minha irmã...
- Foi quando você e sua mãe moravam naquele sobrado e ela na casa ao lado - e ele continuou a narrativa.
Teve a festa do Bruninho que fui e você não pode ir, porque ficou preso em uma reunião. Não conhecia ninguém, mas, quando cheguei a encontrei. Ela usava um vestido colado ao corpo, de alcinha que servia de balança, pois, você nunca sabe para qual lado vai pesar mais, o lado da frente ou de trás. A visão era paradisíaca em ambos os caminhos, mas, sempre fui apaixonado por decotes, ainda mais nas costas. Ele terminava justamente onde começava meu pecado: na bunda.
Ficamos conversando um pouco sobre trabalho, viagens, sobre as pessoas na festa. Já era madrugada e a casa do Bruno estava ficando vazia, uns iam para casa, outros acabavam capotados no sofá e eu ali sem saber pra onde ia. Fizeram convites para emendar em outra festa, peguei meu carro, dei carona pra ela e fomos. No meio do caminho a gente percebeu que não era para ali que queríamos ir, na troca de olhar e no sorriso revelador dela descobri para onde levá-la.
Não sei o que deu em mim, com o carro e o coração acelerado virei o volante com tudo e segui em outra direção. Silêncio. Alguns minutos depois vi um letreiro piscando em vermelho que me apontava um local, os olhos dela não brilhavam tanto quanto ele, não era ali que ela queria. Então ficou decidido: vamos pra casa. Enquanto dirigia ela colocou a mão no volante fazendo com que eu virasse em outra rua que não desse para minha casa e sim para a dela. Peguei a sua mão e a coloquei na minha coxa que lentamente subiu me deixando alucinado.
Tanto na rua como no carro o farol tava verde, fluxo livre, para aproveitar aumentei a marcha e continuei. Em cinco minutos tava na casa dela, quando fechei a porta do carro o barulho me fez acordar e perceber aonde eu tava, não podia deixar meu carro na rua e se você visse? Acho que ela percebeu minha cara aflita e abriu a garagem.
Pouca luz e com o final da segunda garrafa de vinho, estava no quarto dela, depois de ter passado muito bem na sala. Ela me sorriu e sentou na beira da cama, era um convite que foi aceito. Fui desabotoando a camisa enquanto ia em direção dela que tirava a sandália - vi o paraíso quando ela debruçou sobre o joelho para tirá-la e vi seu decote.
Acordei com a claridade no quarto e a cama vazia. Tentei juntar os fatos e lembrar como fui parar ali. Vesti minha camisa que estava no chão e senti minhas costas arderem pelos arranhões que recebi, peguei o resto da minha roupa e fui colocando lentamente, ainda aproveitando as sensações da noite. Tinha sido uma ótima noite, eu acho...
Ouvi um barulho fora do quarto, sai e passei pela sala. Na estante perto da televisão uma porção de fotos, até uma sua com ela com a camisa da seleção de 94, o que foi que fiz? Minha culpa foi embora no mesmo minuto em que a vi de camisola na cozinha.
Ela encarou o chão, sorriu, me disse bom dia e me serviu café. Não entendia o porquê do riso dela, porque ela não me encarava? Fui embora sem entender, sem que você me visse e depois de três meses consegui contar isso para você.
Depois que o Leo me contou tudo isso, eu ri como uma criança e até chorei, enquanto dizia pra ele:
- Era você então? Um dia desses minha tia tava contando uma noite de aventura que ela teve. Foi para casa com um "pegador", com o tal. Ele já tinha bebido todas e quando chegou na casa dela bebeu mais ainda, pois, tava bem nervoso. Quando subiram pro quarto ela fez uma massagem nele, e não deu outra, ele dormiu até o dia seguinte e nem mesmo com o gato dela arranhando suas costas, ele acordou.
Tu gosta...
“Tu gosta que eu sei
E não da pra negar
Vem que eu também gosto
E a gente vai se amarrar
Em qualquer lugar
Seja aonde for
O sexo está livre, não depende do amor
E eu deixo a minha semente em sua flor”
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