Domingo de manhã. Sol de inverno, dia não tão quente, sem vento. Decidiu fazer algo diferente e foi para aula experimental de yoga no parque. Há tempos queria se 'reconectar' consigo mesma, pois sabia que não conseguiria ir adiante - por qualquer caminho que fosse - se não se conhecesse melhor, se não se aceitasse e entendesse.
Era mulher, quase 30 anos, solteira, desempregada e carregava um buraco na alma e um peso nas costas. Tudo obviamente tem um porquê, uma razão, porém tem pesos que a gente pode se livrar no meio da caminhada e transformá-los em leves aprendizados - era o que ela queria.
Durante o trajeto da entrada do parque até o local da aula, viu desde crianças até idosos. Livros, patins, bolas, skates, bicicletas, comida, itens de diversão, passatempo do corpo e da mente. Nesse pequeno passeio ela já ia recarregando as energias.
Devia ter umas 40 pessoas na aula. A professora deu as instruções falando para sentarem no tapete, tirar os calçados e se preparar.
Fazia um bom tempo que ela não praticava nenhuma atividade física. O corpo sentia falta, precisa se libertar. Ficou impressionada com o grupo ali, todos em sintonia nos movimentos e com a respiração sincronizada. A tutora dizia sobre os benefícios daquela prática e pedia para todos fecharem os olhos e prestar atenção na própria respiração, enquanto ela e seu auxiliar iriam corrigir a postura dos alunos.
Sentou tentando deixar a coluna mais reta possível, encaixada no osso do cóccix. Mãos sobre os joelhos deviam estar leve, sem forçar. Mesmo com os olhos fechados ainda sentiam bem a presença do Sol. O pulmão abria e fechava junto com a boca, o ar entrava e num clico de renovação, saia levando todo o mal junto.
- Só precisa relaxar mais o ombro - disse uma voz masculina no ouvido dela, enquanto as mãos firmes e quentes abaixavam de leve seus ombros, endireitando a postura e a confortando.
A respiração e o coração saíram do estado de relaxamento e agora queriam voltar ao normal, mas sem conseguir. Sentia as bochechas queimando vermelhas de vergonha. De olhos fechados engolia em seco. Tentava se acalmar e se concentrar.
A professora disse que podiam abrir os olhos e pensar como estavam antes e depois desse exercício. Lá na frente ela estava falando sozinha sobre a próxima posição, mas a aluna não quis saber daquilo. Disfarçadamente e fingindo um alongamento, olhou para os lados querendo saber de quem poderia ser o dono da voz misteriosa.
De pé com as pernas abertas na distância do quadril. Braços levantados na altura do ombro, palmas das mãos para baixo e dedos abertos, ou qualquer coisa do tipo que a professora tenha dito, ela tinha perdido a concentração.
Ela voltou a falar sobre respiração, pulmão, ar que entrava e saia. A aluna ia se concentrando, mantendo a posição para voltar naquele estado de concentração quando foi ajudada novamente por aquelas mãos e voz no ouvido:
- Abaixa os ombros. Relaxa! Você coloca muita tensão neles.
Desta vez de olhos abertos pode ver o dono da voz. Era um pouco mais alto que ela, cabelos compridos presos em um coque, sorriso grande e olhos claros que a fizeram se esquecer do Sol. Ficou boquiaberta.
- Se concentra na sua respiração. Distribui melhor o peso dos joelhos e arruma esse ponto aqui. - disse o rapaz apoiando a palma de sua mão nas costas dela próxima a cintura - Se precisar estou sentado atrás de você, me chame...
- Não consigo me concentrar aqui. Acho que é por conta do barulho.
- Se você quiser pode vir no espaço onde damos aula. Pode ir em uma aula experimentar lá.
Ela aceitou sem demora, pegou um cartão de visita depois e marcou para a próxima semana. Terminou aquela aula no parque se sentindo leve e poderosa, mesmo ainda estando com as pernas tremulas.
Na quinta a noite passou no estúdio que ficava numa tranquila rua da zona sul da capital. O jardim vertical na entrada apontava que aquele lugar era diferenciado. O estúdio estava vazio e encontrou o professor ao telefone com uma cara chateada dizendo algo sobre marcar numa próxima semana.
- As duas amigas que viriam hoje, não vão poder vir para a aula. Vai ser só você, tudo bem?
Engoliu seco e já sentiu o coração querendo sair do peito, a face ficando rosa e assentiu com a cabeça.
- Não precisa ficar com vergonha... Estou aqui para te ajudar! Vamos para a sala de cima.
Espelho em uma parede e na outra um espaldar (aquele aparelho de barras para alongamento). Bolas e tapetes de yoga estavam num canto no chão. A luz baixa, incenso de ervas e som de mantras na rádio compunham a decoração do lugar.
Pediu que ela deixasse as coisas numa cadeira. Tirasse o tênis e deitasse no tapete no centro do espaço. Fez o que ele pediu e junto com o tênis e a mochila, deixou a vergonha de lado. Deitou no centro e reparou nos spots de luz no teto e sua respiração acelerada.
Contou os 25 pontos de luz, 12 bolas, 6 cadeiras e coração saindo do peito. Quatro puffs, um biombo, 7 quadros na parede e o coração já subia pela boca.
- Deita, fecha os olhos, palmas das mãos viradas para cima.
Ele se ajoelhou próximo a cabeça dela e com os polegares apertou um ponto no ombro da moça, parece que com aquele ponto tensionado ele tirou o mundo que ela carregava nas costas. Sentia o perfume dele e o calor.
- Eu não consigo! Para! Não vou conseguir me concentrar sabendo que esses olhos claros estão olhando para mim e que seu cabelo está solto e caído no rosto. É muita tentação! Já contei as 25 lâmpadas aqui e estou mentalizando o Hino Nacional para tentar pensar em outra coisa que não seja te agarrar agora! - disse a moça ainda deitada
A vergonha que ela deixou junto da mochila, abriu um zíper, se escondeu lá e nunca mais saiu.
Ele calmamente tirou o cabelo do próprio rosto com um sorriso lindo no rosto.
- Conheço outra técnica de relaxamento que pode ser muito boa para você.
As mãos quentes envolveram o pescoço dela, abaixou e deu-lhe um beijo na testa e um na boca. Ela já imaginava - o beijo dele era calmo, gentil, envolvente, sem pressa. Sentia cada centímetro dos lábios dele tocando os dela e a língua que a invadia era diferente das outras que havia experimentado.
Apagou umas luzes deixando o ambiente mais escuro. Aumentou o som dos mantras e pegou um óleo de ylang ylang (que é afrodisíaco). Deu a volta pelo corpo de sua aluna e devagar tirou a calça dela. Colocou umas gotas na mão e as esfregou deixando um pouco mais quente. Começou a massagem nos dedos do pé direito. Ela nunca tinha sentido a falange dela, nem o metatarso daquele jeito - nunca sequer nem pensou na palavra 'metatarso', mas nas mãos dele tudo ganhava um novo significado.
A planta do pé foi amassada, prensada entre as mãos. O tornozelo girava devagar com o controle dele que depois desse movimento massageou a batata da perna e foi subindo até o joelho. Com as pontas dos dedos massageou aquela região. As pontas subiram para a coxa que recebeu um carinho a mais próximo da virilha - que a deixou arrepiada. Desceu até a outra perna e repetiu cada movimento e mesmo sendo a mesma coisa, as sensações eram novas, únicas, ela nunca havia sentido aquilo.
Ainda com a ponta dos dedos passeou por cima da calcinha. Tocou na parte de cima no elástico e deslizava até as laterais da cintura, repetiu esse movimento algumas vezes. Desceu para o meio e posicionou a palma da mão em cima da curvatura da moça, em cima do chamado 'monte de vênus'. Permaneceu ali por uns minutos, trocando energia e calor, se conectando com a mulher deitada. Tirou a calcinha devagar e fez os mesmo movimentos de antes. Desta vez as peles quentes se encontraram e quase saiu choque.
O polegar dele fazia movimentos circulares no clitóris. Depois de uns minutos assim, desceu devagar e a sentiu molhada, penetrando o dedo nela para a sentir melhor. Tirou esse dedo e inseriu o indicador depois o médio fazendo movimentos de ir e vir, revezando eles.
O corpo todo estava conectado, a energia saia daquele ponto e irradiava para todo o resto, dos pés até a cabeça. Sentia em sintonia, vibrando e espalhando aquela energia.
Continuou o movimento internamente com os dedos mas agora usava junto o polegar para tocar o clitóris dela - ele sabia o lugar exato, era fácil perceber que estava no lugar certo, pois ela se contorcia e gemia baixinho.
O mantra acelerou um pouco, ficou mais alto, mais forte, assim como as contrações e gemidos dela. O polegar dele trabalhava bem, era certeiro e foi recompensado com um gemido alto dela, que sentiu a energia como uma onda vindo de baixo e dominando o corpo todo.
O professor pediu para que ela continuasse deitada, absorvendo aquela energia e lembrando dos exercícios de respiração do parque.
Ela levantou se sentindo renovada, acesa, com o espírito leve e iluminado.
- O poder de concentração está dentro de você e vai te invadir e te dominar da mesma forma que esse calor agora. É questão de prática e de focar naquilo que importa. Distribua melhor o peso das coisas e tire um tempo só para você. Volte para as aulas de meditação que te ajudarão muito. Namastê. - ele falou juntando as palmas das mão na altura no peito
06 agosto 2016
31 julho 2016
Suas palavras me rasgaram a alma com a mesma força e vontade com que eu queria rasgar sua roupa.
Fiquei sem reação ao ouvir aquilo, foi como se o chão embaixo de mim se abrisse. Chão onde queria jogar seu corpo e deitar em cima.
Não me respondeu mais, me deu um gelo, como a parede fria onde queria que tu me jogasse.
Tirou meu ar, fiquei sem fôlego, coração acelerado - nada diferente da noite que passei contigo.
Enquanto te via ir embora, me deixando com dúvidas, pensava que via os dois lados de tudo, então já te imaginava voltando cheio de respostas.
Fiquei sem reação ao ouvir aquilo, foi como se o chão embaixo de mim se abrisse. Chão onde queria jogar seu corpo e deitar em cima.
Não me respondeu mais, me deu um gelo, como a parede fria onde queria que tu me jogasse.
Tirou meu ar, fiquei sem fôlego, coração acelerado - nada diferente da noite que passei contigo.
Enquanto te via ir embora, me deixando com dúvidas, pensava que via os dois lados de tudo, então já te imaginava voltando cheio de respostas.
13 julho 2016
Layout
- Sabe o que um designer falou para o outro? "Deixa eu transformar seu rascunho em arte final "- disse ele rindo
Era assim que eles conversavam online. Há anos se conheciam mas só conversavam através de piadas e cantadas baratas. Se divertiam e tinham um carinho, respeito recíproco mesmo sem serem tão íntimos.
- Queria que você juntasse sua camada na minha... - ela falou
- Vem dar um pathfinder nas nossas formas para elas virarem uma só.... Essa conversa está ficando muito erótica..
- Te contei que tenho um blog erótico?
- Oi?
- Eu sempre me senti mais a vontade escrevendo do que criando...
- Me manda o blog!!!!
O blog dela continha algumas crônicas de conteúdo mais erótico e picante, histórias inspiradas nas situações que vivia e em causos de suas amigas.
- E como você se inspira para escrever tudo isso?
- Podemos fazer assim, você me ensina a usar o programa que estou com dúvidas e eu te conto os detalhes daquilo que crio, pode ser?
Ela tinha algumas dúvidas sobre um programa de criação que usava, então usou isso ao seu favor e foi visitar seu amigo. Às 20 horas ele abriu a porta da casa dele e foi surpreendido. Fico de boca aberta. Ela estava de 'colegial': saia azul preta com pregas, camisa branca, laço no pescoço, meia calça cinza e sapatilha pink.
- Boa noite, professor... Me atrasei? - ela falou entrando em ele conseguir reagir.
Sentou num puff, abriu a mochila, tirou um caderno e começou o questionamento:
- Se eu juntar meu corpo no seu, qual é o melhor alinhamento a ser usado?
- Acho que à esquerda, naquele sofá maior.
Ela foi para o sofá com ele a seguindo, ainda surpreso com a situação mas se divertindo.
- A minha sapatilha está na mesma paleta de cor do resto das roupas?
- Você está monocromática, e sua sapatilha é uma cor contrastando do resto...
Ele mal terminou a frase e com os próprios pés, ela tirou o calçado e jogou pela sala...
- Eu tenho outras dúvidas, mas creio que só na prática vou lembrar...
Desta vez foi ela que não terminou de falar, pois ele foi na direção dela e a beijou prensando seu corpo sobre o dela no sofá. Ela agarrava seus cabelos encaracolados enquanto ele passava a mão por debaixo da saia dela. Agarrou sua aluna pela cintura e a trouxe mais perto fazendo com que as pernas dela se encaixassem na coxa dele - ele pressionava o joelho de leve em suas partes, e ele gostava daquela pressão.
As unhas dela rasgavam o pescoço dele e com alguns puxões tirou a camiseta dele. Parou de beijá-lo, pois queria vê-lo. Estava acostumada a pegar meninos magrinhos sem pelos no corpo, diferente do homem que estava de joelhos na sua frente tirando sua meia calça com pressa.
- Aprendi que em muitos anúncios, o logo vai embaixo, para deixar marcado, como uma assinatura - ela disse rindo levantando a saia e mostrando a calcinha com o nome dele escrito a caneta
Ele gargalhou e de leve foi tirando a peça branca de renda:
- Está vou guardar no meu portfólio...
Ainda no sofá ela desabotoava a camisa branca enquanto ele abria o cinto e ficava só de cueca. Ela deitou e ele veio junto no sofá. O beijo estava mais quente, com mais língua e mordidas. A mão quente dele dominava as pernas dela com apertões e carinhos. Ele subiu um pouco mais fazendo seu quadril colar no dela:
- Essa sua impressão alto relevo está em ótima definição - ela falou se referindo ao membro dele
As mãos dele subiam com dificuldades pelas costas delas para abrir o sutiã. Ele beijava o pescoço dela enquanto sua barba raspava aquela pele branca. Mordia de leve os seios dela e com força apertava a cintura. Apertava as coxas com força e beijava de leve a barriga, fazendo carinho com a barba no ventre dela. Ela jamais tinha experimentado aquela sensação, aquela barba na pele e para completar, a língua dele. A língua dele a invadiu como tinta no papel, escorreu por entre suas curvas e a deixou completa.
Os dedos dele invadiram de leve a parte úmida dela e o encaixe fez ela gemer baixinho. Os dedos e a língua eram um ótimo time, tinham sintonia, energia e faziam aquilo que o cliente queria. Ela se agarrava o sofá enquanto ele trabalhava arduamente naquele layout, com movimentos circulares, firmes ou delicados. Às vezes ele parava, a acariciava e voltava mais criativo que antes. Nos últimos momentos se empenhou mais fazendo ela saltar do sofá e agarrá-lo pelo cabelo. Layout aprovado.
Ele sentou no sofá enquanto recuperava o fôlego e ela da arritmia. Ela levantou, ainda usando a saia, e sentou no colo dele, de frente. Se beijaram de forma mais carinhosa, mais delicada, sem pressa, ainda se recuperavam. Aos poucos a força e a vontade foram crescendo. Ela agarrou os cabelos do orientador e ele apertou-lhe a bunda dela.
As unhas da moça dessa vez desceram pelo peito dele se prendendo um pouco em seus pelos. Tocou devagar no relevo embaixo de sua saia e fazia movimentos leves, circulares, subindo e descendo. Mordeu o pescoço dele e foi beijando de lá até o quadril, podendo verificar a qualidade de impressão de perto. Lambeu o rapaz enquanto o tocava e alternava entre movimentos mais fortes com uns delicados. Agora ele agarrava os cabelos dela, ele gostava de controlar e ela da força que ele empunha.
Puxou ela para trás e a deitou no chão, deitando por cima logo em seguida. Agora todas as fases se misturavam: beijos fortes, costas arranhadas, chupões, mordidas. Ele se movimentava em cima dela, e por ser mais pesado do que ela acostumara, ela gemia de um leve desconforto e ele gostava daquele som.
Segurou as mãos dela acima da mesma e a prendeu, nisso ela o agarrou com as pernas, deixando espaço livre ele. O encaixe foi rápido, perfeito e delicioso. As mãos se soltaram e voltaram a pegar ele pelas costas. O movimento de ir e vir ia ficando cada vez mais rápido, mais forte e aumentava os gemidos delas até ela não aguentar mais e soltar um alto e se contrair inteira. Motivado pelo seu gemido, ele agarrou ela com mais força e chegou no seu ápice no minuto seguinte, desmaiando no peito dela.
Pernas trêmulas, coração acelerado, sorriso no rosto. Ele levantou a cabeça, sorriu, e ela disse:
- Acho que o programa travou, vamos ter que fazer o layout novamente...
08 julho 2016
Drible
Estava naquele tédio de rolar o mouse para baixo a procura de alguma coisa interessante no Facebook para ler. Surgiu uma notificação que uma página esportiva iria fazer uma transmissão ao vivo, como seu time ia jogar em pouco tempo, ela clicou para saber do que se tratava.
A semifinal do campeonato, que seu clube há tempos não chegava, não importava mais, apenas o repórter esportivo que fazia uma 'live' da sala de imprensa falando sobre o jogo.
Ele era lindo mesmo, ou era a carência, tpm, falando mais alto? A voz dele era uma delícia, ou ela estava ficando louca? O Lugano não ia jogar ou tava ouvindo coisas?
Aumentou o som e ouviu atentamente qualquer coisa que ele dizia, anotou nome, sobrenome e foi buscar mais sobre ele naquele canal, e em outras mídias sociais. Não encontrou muita coisa, mas viu sobre a agenda da equipe e próximos jogos que eles iam transmitir.
- - -
Contou os dias para o final de semana e foi até o estádio onde teria uma partida do outro campeonato. Seguiu até o estacionamento e procurou a van com o logo do canal, eles finalizavam uma chamada externa e estavam arrumando os equipamentos. Aproveitou que toda a equipe estava longe e chegou perto, um pouco sem jeito e chamou o repórter, que ficou sem entender. Explicou que tinha mandando mensagem para ele, dias antes fazendo uma aposta de quem passaria a semifinal, ele sorriu maldosamente e falou:
- Eu disse no ar que se o time da casa ganhasse, eu tiraria a camiseta.
- Eu comentei dizendo que se perdesse eu ficaria nua. - falou já sentindo sua bochecha ficar vermelha
- Foi 2x0... Acho que você perdeu...
- Vim aqui pagar a aposta - disse ela indo em direção a ele e subindo no caminhão de transmissão.
Boquiaberto, ele apenas fechou a boca, a porta da van e sentou em uma das cadeiras. Ela riu vendo toda a aparelhagem atrás dele, cada monitor mostrando um ângulo diferente, os botões coloridos piscando e a voz dos locutores no estádio ecoando dentro daquele espaço pequeno.
- Coloquei a blusa vermelha em homenagem a meu time, agora vou tirá-la para você...
E na trilha começou a tocar o Hino Nacional, ambos riram e ela começou a tirar a camiseta conforme aquele ritmo retumbante. Dançava devagar encarando ele, e desabotoando cada botão como se fosse um passe preciso da bola para seu companheiro. O último botão foi aberto como a zaga adversária antes do primeiro lance de perigo.
- E começa a partida! - disse o narrador na tv.
Jogou longe o manto vermelho e virou de costas para ele driblando a vergonha. Enrolou como quem cobra um escanteio e abriu o zíper da calça lentamente e tirou a peça jeans que colava o corpo, e ficou apenas de calcinha e sutiã: a parte de cima preta e a de baixo, branca:
- Sou tricolor desde criancinha...
- Agora até eu sou - disse o repórter rindo
Ela se aproximou e sentou no colo dele, ele gemeu de dor dizendo:
- É falta perigosa! Amarelo!
Ele a segurou com força, suas mãos grudaram na pele dela como quem defende um pênalti decisivo. Massageava aquela pele nua enquanto beijava-lhe o pescoço e apertava suas costas. Ela o segurou pelo cabelo e acompanhava de perto aquela transmissão.
O time dele foi para o ataque, seus dedos subiram as costas dela pelo esquema 4-3-3 até chegar na área do sutiã. Com o time oposto pego de surpresa, passaram pela defesa perdida e fizeram um gol, jogando o sutiã longe para comemorar o feito.
Ele mordia-lhe o pescoço e lábios. 15 minutos do primeiro tempo, ela tinha que contra atacar. Suas unhas arranharam as costas dele, de cima até embaixo e tirou a camisa dele. Sentiu o time dele acordar depois desse movimento. Ele a levantou e a deitou na camiseta recém jogada no chão. Voltou a beijar os lábios da moça, desceu para o pescoço, seios e barriga. Mordeu. Apertava sua cintura enquanto sua mão gelada descia para tirar a calcinha branca. Beijou-lhe as partes e arrepiou - na trave!!
O centro avante dele estava cara a cara com o último dela, ambos faziam uma dança coreografada. O artilheiro dançava, driblava, zigzag, subia e descia, deixando o goleiro louco, perdido, atordoado - foi um golaço!
- 1x0 - falou o narrador da tv
Mordeu-lhe as coxas e foi subindo novamente até olha-la nos olhos. Ela ofegante, vermelha e descabelada. ele tirou o cabelo do rosto dela e deitou. Ela levantou, vestiu a calça, pegou a camiseta enquanto ele olhava sem entender. Sorrindo, ela disse:
- A aposta era para eu ficar nua, o resto ganhei de brinde... Parece que o jogo virou, né ?
- Olé! - gritou a torcida depois de um drible
20 maio 2016
Curtida
Apareceu uma notificação no meu facebook, um número um em cima do mundinho; então cliquei para ver o que era. Era um rapaz curtindo meu comentário num página famosa de humor vanguardista.
Até então meu blog, que havia publicado naquela página, era desconhecido, só amigos próximos conheciam, fiquei feliz ao ver outras pessoas curtindo e comentando.
Curti o comentário dele e a foto também, fui investigar o perfil dele, porém descobri pouca coisa, pois era bloqueado. Vi algumas fotos, família, amigos, cachorro, tatuagem - contando tudo isso mais o comentário gramaticalmente perfeito que ele fez a respeito do meu blog, fiquei endoidecida, mais ainda quando ele fez uma solicitação de amizade, que eu obviamente aceitei.
Trocamos algumas mensagens, uns elogios e muitas verdades. Ele disse que ficou encantado e excitado ao ler meus contos e eu surpresa, já que nem todo mundo é sincero assim.
A conversa fluía solta pela madrugada, sentia como se ele estivesse ao meu lado e fosse companheiro de longa data - sabe aquela coisa toda clichê? Para minha decepção, ele morava em outra cidade e estado, nem tudo era perfeito.
Já pelas três, agora conversando pelo whatsapp, a conversa começou a esquentar. Falavam sobre o corpo alheio, o cheiro, o calor, a vontade, desejos de morder, arranhar beijar. Ela mandou uma foto de lingerie, ele respondeu mostrando o volume da cueca. Às 4h ela já estava nua enquanto ele enviava um vídeo, ela enviou um logo em sequência e a conversa rendeu. Às 5h estavam em êxtase, coração acelerado, gozaram a vida de forma virtual e manual. Ela sorria ofegante sozinha na cama com as pernas bambas, no momento só sentia falta de uma coisa: da florzinha de 'gratidão' para mandar à página.
Até então meu blog, que havia publicado naquela página, era desconhecido, só amigos próximos conheciam, fiquei feliz ao ver outras pessoas curtindo e comentando.
Curti o comentário dele e a foto também, fui investigar o perfil dele, porém descobri pouca coisa, pois era bloqueado. Vi algumas fotos, família, amigos, cachorro, tatuagem - contando tudo isso mais o comentário gramaticalmente perfeito que ele fez a respeito do meu blog, fiquei endoidecida, mais ainda quando ele fez uma solicitação de amizade, que eu obviamente aceitei.
Trocamos algumas mensagens, uns elogios e muitas verdades. Ele disse que ficou encantado e excitado ao ler meus contos e eu surpresa, já que nem todo mundo é sincero assim.
A conversa fluía solta pela madrugada, sentia como se ele estivesse ao meu lado e fosse companheiro de longa data - sabe aquela coisa toda clichê? Para minha decepção, ele morava em outra cidade e estado, nem tudo era perfeito.
Já pelas três, agora conversando pelo whatsapp, a conversa começou a esquentar. Falavam sobre o corpo alheio, o cheiro, o calor, a vontade, desejos de morder, arranhar beijar. Ela mandou uma foto de lingerie, ele respondeu mostrando o volume da cueca. Às 4h ela já estava nua enquanto ele enviava um vídeo, ela enviou um logo em sequência e a conversa rendeu. Às 5h estavam em êxtase, coração acelerado, gozaram a vida de forma virtual e manual. Ela sorria ofegante sozinha na cama com as pernas bambas, no momento só sentia falta de uma coisa: da florzinha de 'gratidão' para mandar à página.
02 abril 2016
Sabor doce
Era a quarta vez que ele dava um perdido nela, mandava mensagem atiçando, chamava para sair mas, no dia anterior ou no dia d, ele sumia, não respondia as mensagens - o que deixaria qualquer bravo.
Ela tinha apagado o número dele dos contatos no domingo, e na segunda achou estranho quando um número desconhecido mandou mensagem dizendo que ela havia sumido, já que eles não se falavam há mais de quatro meses - incrível como os homens tem radar para essas coisas.
Conversaram sobre o que não se falavam há tempos: família, trabalho, etc. Ele quis revê-la. Ok, ela aceitou, comentou que na sexta-feira seria um bom dia e que seria a última chance dele e combinaram o horário
Na sexta ela ligou, ele confirmou, ela sorriu um sorriso diferente, uma pena que ele não pode ver.
Foram em uma lanchonete conhecida, comeram lanches, dividiram a batata frita, tomaram milk shakes. Ele entre uma mordida no hambúrguer e outra, dizia o quanto ela estava linda, cheirosa e que estava com saudades... Aquele milk shake de morango que ela tomava, nunca tinha sido tão gostoso.
Decidiram então ir para a segunda parte da noite, o sorriso dele ia de orelha a orelha, e ela com um irônico no rosto.
Ela escolheu uma suíte num motel que já tinha ouvido falar, uma que tinha uma barra para fazer striptease - o que o deixou mais animado e curioso, pois queria saber o que ela carregava na bolsa tão pesada e cheia.
Ligou uma música no quarto, ajustou a luz e pediu para ele sentar na cama. Começou a dançar lentamente próximo a barra. Enroscou a perna, deu dois giros e voltou para a frente dele. Dançava sensualmente, subia e descia fazendo charme com o vestido. Ele até sentou mais perto, depois ficou boquiaberto e imóvel.
Ela terminou a dança depois de ter jogado o vestido longe, usando uma lingerie roxa, que contrastava com sua pele branca. Perguntou se ele gostava, ele respondeu que sim e pediu que ela continuasse a tirar a roupa, ela falou só depois da surpresa.
Pediu para ele encostar na cabeceira da cama, ele o fez. Pegou sua bolsa pesada, colocou em cima da cama, de dentro tirou uma venda e cobriu os olhos dele. Passou uma perna por cima do quadril dele e sentou um pouco abaixo do peito. Da sua bolsa mágica tirou um "spray de chantili", apertou um pouco, colocou no dedo e deu para ele provar. Ele comeu e adorou, sorria cada vez mais. Então ela passou um pouco no peito dele e lambeu, deixando ele alucinado.
Ela levantou, colocou outra música para tocar, aumentou bem mais o som, tirou uma corda da bolsa. Amarrou os pulsos dele em cada ponta da cabeceira, bem firme para ele não conseguir soltar.
Escreveu mais coisas na barriga dele, se levantou (ficou em pé no colchão), balançou um pouco a cama, sem que ele entendesse o que acontecia e voltou para perto dele. Deu um selino na boca dele, que sorriu. Ele sentia a cama mais leve, depois ouviu um barulho de disparo de câmera de celular - que ela deixou alto de propósito para que ele ouvisse, enquanto tirava uma foto dele naquela posição.
- Você tirou foto?! - disse ele espantado sem conseguir se mexer
- Sim! Precisava registrar esse momento - falou a moça rindo
- Deixa eu ver! - falou ele rindo também
Quando ela tirou a venda ele se surpreendeu, pois ela já estava vestida, mas ficou mais surpreso ao ver as fotos. Seus olhos se arregalaram, rosto ficou vermelho. Ela voltou a colocar a venda nele, pegou sua bolsa e foi embora batendo a porta, deixando os gritos e xingamentos dele sendo abafado pelas paredes e música alta. Agradeceu sua amiga, que trabalhava no motel que ela escolheu e disse:
- Espere mais meia horinha antes, depois você o salva - falou rindo e dando uma piscadinha irônica
Sentiu o gosto daquele milkshake, que ele tinha pago, na boca novamente e sorriu. O sabor era maravilhoso: sabor de vingança
Postou a foto na sua rede social com os dizeres: mulheres valorizem-se. Se você mesma não muda suas manias, imagine um cara imaturo e babaca?
A foto do cara vendado, rosto embaçado, possuía duas frases. Na barriga pichada de chantili dizia: "pinto pequeno" (ok, ela sabia que era bem infantil e imaturo, mas ela algo que ela precisava fazer e compartilhar). E na parede, acima da cabeça dele, um cartaz com os dizeres: "sou um babaca que deve respeitar mais as mulheres e não tratá-las como objeto".
E tudo ficou bem mais doce.
Ela tinha apagado o número dele dos contatos no domingo, e na segunda achou estranho quando um número desconhecido mandou mensagem dizendo que ela havia sumido, já que eles não se falavam há mais de quatro meses - incrível como os homens tem radar para essas coisas.
Conversaram sobre o que não se falavam há tempos: família, trabalho, etc. Ele quis revê-la. Ok, ela aceitou, comentou que na sexta-feira seria um bom dia e que seria a última chance dele e combinaram o horário
Na sexta ela ligou, ele confirmou, ela sorriu um sorriso diferente, uma pena que ele não pode ver.
Foram em uma lanchonete conhecida, comeram lanches, dividiram a batata frita, tomaram milk shakes. Ele entre uma mordida no hambúrguer e outra, dizia o quanto ela estava linda, cheirosa e que estava com saudades... Aquele milk shake de morango que ela tomava, nunca tinha sido tão gostoso.
Decidiram então ir para a segunda parte da noite, o sorriso dele ia de orelha a orelha, e ela com um irônico no rosto.
Ela escolheu uma suíte num motel que já tinha ouvido falar, uma que tinha uma barra para fazer striptease - o que o deixou mais animado e curioso, pois queria saber o que ela carregava na bolsa tão pesada e cheia.
Ligou uma música no quarto, ajustou a luz e pediu para ele sentar na cama. Começou a dançar lentamente próximo a barra. Enroscou a perna, deu dois giros e voltou para a frente dele. Dançava sensualmente, subia e descia fazendo charme com o vestido. Ele até sentou mais perto, depois ficou boquiaberto e imóvel.
Ela terminou a dança depois de ter jogado o vestido longe, usando uma lingerie roxa, que contrastava com sua pele branca. Perguntou se ele gostava, ele respondeu que sim e pediu que ela continuasse a tirar a roupa, ela falou só depois da surpresa.
Pediu para ele encostar na cabeceira da cama, ele o fez. Pegou sua bolsa pesada, colocou em cima da cama, de dentro tirou uma venda e cobriu os olhos dele. Passou uma perna por cima do quadril dele e sentou um pouco abaixo do peito. Da sua bolsa mágica tirou um "spray de chantili", apertou um pouco, colocou no dedo e deu para ele provar. Ele comeu e adorou, sorria cada vez mais. Então ela passou um pouco no peito dele e lambeu, deixando ele alucinado.
Ela levantou, colocou outra música para tocar, aumentou bem mais o som, tirou uma corda da bolsa. Amarrou os pulsos dele em cada ponta da cabeceira, bem firme para ele não conseguir soltar.
Escreveu mais coisas na barriga dele, se levantou (ficou em pé no colchão), balançou um pouco a cama, sem que ele entendesse o que acontecia e voltou para perto dele. Deu um selino na boca dele, que sorriu. Ele sentia a cama mais leve, depois ouviu um barulho de disparo de câmera de celular - que ela deixou alto de propósito para que ele ouvisse, enquanto tirava uma foto dele naquela posição.
- Você tirou foto?! - disse ele espantado sem conseguir se mexer
- Sim! Precisava registrar esse momento - falou a moça rindo
- Deixa eu ver! - falou ele rindo também
Quando ela tirou a venda ele se surpreendeu, pois ela já estava vestida, mas ficou mais surpreso ao ver as fotos. Seus olhos se arregalaram, rosto ficou vermelho. Ela voltou a colocar a venda nele, pegou sua bolsa e foi embora batendo a porta, deixando os gritos e xingamentos dele sendo abafado pelas paredes e música alta. Agradeceu sua amiga, que trabalhava no motel que ela escolheu e disse:
- Espere mais meia horinha antes, depois você o salva - falou rindo e dando uma piscadinha irônica
Sentiu o gosto daquele milkshake, que ele tinha pago, na boca novamente e sorriu. O sabor era maravilhoso: sabor de vingança
Postou a foto na sua rede social com os dizeres: mulheres valorizem-se. Se você mesma não muda suas manias, imagine um cara imaturo e babaca?
A foto do cara vendado, rosto embaçado, possuía duas frases. Na barriga pichada de chantili dizia: "pinto pequeno" (ok, ela sabia que era bem infantil e imaturo, mas ela algo que ela precisava fazer e compartilhar). E na parede, acima da cabeça dele, um cartaz com os dizeres: "sou um babaca que deve respeitar mais as mulheres e não tratá-las como objeto".
E tudo ficou bem mais doce.
28 março 2016
Marcas
Ela fechava os olhos, não era de dor, era um pequeno incômodo repetitivo. Mordia os lábios, engolia seco e ignorava o arrepio frio.
- Foi você que pediu por isso! - disse ele continuando seu trabalho
Era a segunda tatuagem que ela fazia, mas desta vez queria um traço mais fino, no pulso, algo mais delicado, o que fez com que o tatuador se atentasse mais aos detalhes.
- Tá doendo?
- Não! Só incomoda um pouco - falou a cara escondendo a cara de dor
Ela já o conhecia de outro lugar, porém nunca tinha tatuado com ele. Estava sem graça, falava baixo, pois, não tinha muito assunto. Sempre o achou bonito e ficava reparando no piercing que ele tinha na boca - nunca beijou um cara com um, como seria?
- ... faço o traçado mais vezes - ele terminou a fala
O que foi que ele havia dito? Ela doida nos pensamentos não ouvia o que ele dizia, só reparava na mão dele segurando forte seu pulso para não sair do lugar, enquanto a outra mão segurava a máquina e tatuava ela. Às vezes sua mão tocava a pele dele; estavam gelados, o ar condicionado esfriava o ambiente, o que era bom pra ela, pois não ficaria vermelha tão fácil. Ela sempre se perdia nos olhos dele, sempre achou que ele tivesse olhos de lobo, aqueles que saem para caçar.
- Como a agulha é fina, faço o traçado mais vezes - ele repetiu pois viu o rosto cheio de dúvidas dela
Com seu trabalho finalizado, pegou papel com algo para limpar e segurou gentilmente o braço dela, bem diferente da outra vez, era suave, bom, era interessante essa mistura de forte e suave.
Precisava fotografar a tattoo, para o trabalho dele, pegou uma câmera e a chamou para o andar de cima do estúdio, onde a iluminação era melhor. Lá deviam ser feito as tatuagens maiores, pois, tinham algumas macas abertas, o que aguçou o pensamento dela.
Ele a chamou e posicionou em frente a uma parede, seus olhos de animal estavam mais claros e vivos. Segurou o pulso dela e o virou para si. Tirou a foto, sorriu e disse que tinha que embrulhar o desenho. Pegou papel filme, enrolou, colou crepe e fim.
Foi mais rápido do que ela esperava. Ele foi em direção a escada para descer e ela deitou em uma maca, disse que queria imaginar como era tatuar uma grande área do corpo. Tirou a blusa, pegou uma caneta que estava num balcão e escreveu algo na barriga.
- Vem ver! Acha que esta aqui vai doer?
Ele veio manso, olhos baixos com um sorriso sedutor no rosto e riu quando leu a frase:
- Essa eu faço agora e não vai doer nada.
Começou a beijar a barriga dela e foi subindo devagar, dessa vez ela fechava os olhos por outro motivo. O incômodo que sentia antes foi trocado por uma onda de calor, a pele gelada estava quente agora e a única dor que sentia era dele mordendo seus lábios.
O plástico em seu braço grudou na pele dele enquanto ele terminava de subir na maca, que balançou um pouco. Ela entrelaçou suas pernas no quadril dele, enquanto ele acariciava o pescoço dela.
- Meu outro tatuador não me tratou assim... Esta tatuagem vai sair mais caro!
O plástico em seu braço grudou na pele dele enquanto ele terminava de subir na maca, que balançou um pouco. Ela entrelaçou suas pernas no quadril dele, enquanto ele acariciava o pescoço dela.
- Meu outro tatuador não me tratou assim... Esta tatuagem vai sair mais caro!
- Isto é de graça! Agora se você quiser colorir sua tattoo, aí é outro esquema...- ele falou, colorindo a face dela
Em cima da maca bamba eles se beijavam, ficaram agarrados sentido um o corpo do outro. O peso do corpo dele fazia força sobre o dela, ela não conseguia se mexer, lembrou da força dele quando segurava seu pulso. Sentiu algo no corpo dele:
- É só minha agulha que está feliz de te ver... Doida pra te tatuar,sentir tua pele.
Depois de rir continuaram se beijando, ela passava a mão por debaixo da camiseta dele, enquanto ele a segurava pelo pescoço. As coisas começaram a esquentar e ficarem mais rápida, mais forte e apressada. Ele levantou o tronco para subir um pouco mais, porém a maca não resistiu e quebrou levando os dois para baixo.
Do andar de baixo ouviu-se um estrondo, que fez com que um outro tatuador subisse correndo as escadas. Ficou olhando a cena sem entender: a maca quebrada e os dois gargalhando no chão.
No dia seguinte a tatuagem coçava, o roxo da perna doía, mas a lembrança do momento ficava. Tem marcas que são permanentes.
19 janeiro 2016
Sinuca
- Bola 3 caçapa da direita
Ele disse isso no meio da sua sala apenas de cueca e meias. Ela ria de calcinha e sutiã, haviam acabado de criar um jogo, uma mistura de sinuca com strip-tease - a cada bola acertada o outro deveria tirar uma peça de roupa.
Às 2 horas da madrugada o sono e a bebida já tomavam conta dos dois, a euforia, sorrisos eram sinais que estavam se divertindo e a noite ia demorar para acabar.
Às 2 horas da madrugada o sono e a bebida já tomavam conta dos dois, a euforia, sorrisos eram sinais que estavam se divertindo e a noite ia demorar para acabar.
- Se eu acertar aquelas duas de uma vez, quero um strip em cima da mesa.- ele falou rindo das próprias palavras
- Se você errar, quem faz uma dança sensual é você, mas pode ser no chão.- ela complementou a frase com uma piscadinha
- Se você errar, quem faz uma dança sensual é você, mas pode ser no chão.- ela complementou a frase com uma piscadinha
O sorriso dele era mais enigmático que o da Monalisa. Ela engoliu seco, já sabendo que ele sempre jogava sozinho em casa, já imaginava que ele acertaria e ficou imaginando como seria subir na mesa, com qual música faria a dançaria, quais seriam seus movimentos.
Bem na hora da tacada ela apoiou os cotovelos na textura verde, deixando seu volumoso decote a mostra e disse:
- Bate com força que a vitória é garantida!
O olhar dele foi desviado do jogo e se uniu a um arrepio na espinha, um sorriso safado e uma contração involuntária no braço fazendo-o errar o movimento e a tacada. A gargalhada dele explodiu na sala junto com um cara de cachorro pidão e triste.
Bem na hora da tacada ela apoiou os cotovelos na textura verde, deixando seu volumoso decote a mostra e disse:
- Bate com força que a vitória é garantida!
O olhar dele foi desviado do jogo e se uniu a um arrepio na espinha, um sorriso safado e uma contração involuntária no braço fazendo-o errar o movimento e a tacada. A gargalhada dele explodiu na sala junto com um cara de cachorro pidão e triste.
- Ok! Como prêmio de consolação eu vou dançar para você.
Ela virou de costas para mesa e com as mãos apoiadas nela, deu um impulso e subiu na parte de madeira. Pediu que ele colocasse uma música e começou a dançar ainda de costas para ele. Cruzava e descruzava as pernas no ritmo selecionado. Deitou no verde e elevou suas pernas para o ar, como se pedalasse devagar, abria e as fechava como um leque. Virou-se devagar e ficou de quatro na mesa, encarando ele, foi engatinhando em sua direção. Ficou de pé e pegou um dos tacos que estavam ali apoiados, simulou com ele um pole dance. Rebolava, dançava, subia e descia lentamente segurando o taco. Rodopiava em volta dele, virou de costas para o rapaz e desceu, deixando ele cara a cara com sua calcinha. Subiu mais uma vez e de olho nele, abriu o sutiã deixando os seios a mostra. Com o taco pegou a lingerie e colocou na mãos dele. Largou o taco e foi se aproximando dele. Sentou na mesa e disse prendendo ele com as pernas:
- O resto você tira.
Ela virou de costas para mesa e com as mãos apoiadas nela, deu um impulso e subiu na parte de madeira. Pediu que ele colocasse uma música e começou a dançar ainda de costas para ele. Cruzava e descruzava as pernas no ritmo selecionado. Deitou no verde e elevou suas pernas para o ar, como se pedalasse devagar, abria e as fechava como um leque. Virou-se devagar e ficou de quatro na mesa, encarando ele, foi engatinhando em sua direção. Ficou de pé e pegou um dos tacos que estavam ali apoiados, simulou com ele um pole dance. Rebolava, dançava, subia e descia lentamente segurando o taco. Rodopiava em volta dele, virou de costas para o rapaz e desceu, deixando ele cara a cara com sua calcinha. Subiu mais uma vez e de olho nele, abriu o sutiã deixando os seios a mostra. Com o taco pegou a lingerie e colocou na mãos dele. Largou o taco e foi se aproximando dele. Sentou na mesa e disse prendendo ele com as pernas:
- O resto você tira.
Ele a agarrou e a levou para o sofá deitando-a enquanto tirava sua calcinha. Ela gostava daquele sofá, já tinha vivido momentos ótimos com ele ali, tinha saudade e foi como relembrar tudo, ele fez igual a última vez, que ela tinha gostado muito. Começou beijando seus pés, descendo para o tornozelo, perna, joelho, coxa até chegar na virilha, onde lambia devagar. Ela segurava os cabelos dele enquanto sentia ser invadida por um língua ágil e molhada. Ela se contorcia e ele se divertia, sua barba esfregava na pela dela e seus dedos passeavam pela pela macia e cheirosa dela, até chegar no quadril largo que foi bem apertado por ele. Ambos coreografados de modo que ela não parasse de gemer em nenhum minuto, e funcionou Ele alternava: movimento mais devagar e outros mais rápidos com movimentos retos contra os circulares. Ele sabia o que fazia, diminuiu tudo e parou por um instante e antes que ela pudesse abrir os olhos para reclamar, ele continuou e era muita energia e sintonia, no minuto seguinte ela gozou.
Ele se levantou, posicionou seu corpo em cima do dela, o encaixe foi perfeito, assim como as unhas dela nas costas dele, mas antes ele gritou:
Ele se levantou, posicionou seu corpo em cima do dela, o encaixe foi perfeito, assim como as unhas dela nas costas dele, mas antes ele gritou:
- Bola 8 na caçapa do meio!
03 maio 2015
Enquadro
Parou seu Celta chumbo na porta da casa dela para deixá-la. Ela arrumava sua bolsa para descer e ele se preparava para fazer o mesmo. Porém, antes de saírem foram surpreendidos por uma viatura da polícia que parou em frente ao carro deles e ligou o farol alto, ofuscando a visão de ambos. Um dos policiais desceu com uma metralhadora na mão, o outro apenas com uma lanterna, enquanto o primeiro pedia para o casal descer do carro. Ambos seguiram as orientações deles; os oficiais revistaram o carro e disseram para terem cuidado, pois, havia acontecido um assalto ali perto e estavam revistando tudo para ver se não havia perigo; pediram para terem cuidado e não ficarem ali de bobeira.
A viatura saiu deixando eles sozinhos e ela com as pernas bambas, as mão e o resto do corpo seguiam o mesmo ritmo. Ele ria e achava graça, era a primeira vez que se viam, então cada momento era uma descoberta fascinante. Ele, como um bom moço, a acompanhou até a porta e foi dar um beijo de boa noite, ela o abraçou forte e sussurrou em seu ouvido:
- Não vou conseguir dormir sozinha esta noite, fica comigo.
Quem tremia agora era ele. Engoliu seco e aceitou o convite, estacionou melhor o carro e entrou na casa dela. Adentrou pela sala e foi dominado por um cheiro doce que parecia o perfume dela. Ela ofereceu algo para beber, mas ele não aceitou, pois, estava satisfeito com o que tinham comido no barzinho antes. Subiram para o quarto. Ela acendeu um abajur no chão e pediu que ele apagasse a luz e fechasse a porta. De costas para ela, ele fez o que foi solicitado. Ela o empurrou contra a porta e disse num tom bravo mandando nele:
- Abre as pernas moleque, que vou te revistar!
Ela começou a apalpá-lo da cabeça até os pés. Foi devagarzinho passeando pelo corpo todo. Massageou a cabeça, sentiu as orelhas e a nuca, ali aproveitou para beijá-lo e mordê-lo. Apertou os ombros e passou para as costas largas e desceu para a cintura. Passava a mão no peito dele e disse:
- Preciso me certificar que você não está armado.
Desceu a mão um pouco mais e apertou-lhe a bunda e foi passando a mão mais para a frente. Era uma arma! Sentiu o perigo arrepiar a espinha.
- Não vai ter jeito! Terei que te prender!
Pegou ele pelos braços e o jogou no sofá no canto do quarto iluminado pelo abajur.
- Você tem o direito de permanecer calado, tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra você.
Ele ria, jamais pensou que a noite terminaria daquele jeito, ficou mudo e deixou ela continuar:
- Por porte ilegal de armas, você ficará preso por 3 anos, mas pode pagar fiança e sair amanhã.
- Qual a fiança?
- Passar a noite encarcerado aqui comigo!
- Passar a noite encarcerado aqui comigo!
- Ok, eu pago a fiança!
21 abril 2015
Nó
Desfaz esse nó em mim
Foi você que me amarrou aqui
Você que arrematou as coisas que eu sentia
Você que soltou e perdeu a ponta
E me deixou aqui a procura dela
Tem um emaranhado de coisas enroladas em mim
Não sei se me enforco, ou desfaço o carretel
Não sei se me enrolo de novo, ou corto a linha
Na minha colcha de retalhos, você foi o pedaço mais bonito que costurei.
08 abril 2015
Influência
Você foi a melhor coisa que apareceu na minha vida. Pois, com você aprendi a ser menos trouxa, mais egoísta, mais independente, mais mulher, mais fdp, mais cretina.
Obrigada por ter tentado tirar vantagem de mim, por ter me feito de imbecil algumas vezes, por ter me deixado com raiva, porque com tudo isso eu cresci e te agradeço.
Agradeço também por tudo isso que me fortaleceu, fez aumentar meu campo de força e meu campo de repelir pessoas junto com minha vontade de me isolar.
Obrigada,sua infantilidade me fez amadurecer, a sua burrice me fez mais inteligente, o seu egoísmo me fez ter mais amor próprio.
Espero que você influncie outras pessoas,pois, a mim não vai mais.
Obrigada por ter tentado tirar vantagem de mim, por ter me feito de imbecil algumas vezes, por ter me deixado com raiva, porque com tudo isso eu cresci e te agradeço.
Agradeço também por tudo isso que me fortaleceu, fez aumentar meu campo de força e meu campo de repelir pessoas junto com minha vontade de me isolar.
Obrigada,sua infantilidade me fez amadurecer, a sua burrice me fez mais inteligente, o seu egoísmo me fez ter mais amor próprio.
Espero que você influncie outras pessoas,pois, a mim não vai mais.
24 dezembro 2014
No ponto!
Era uma quarta-feira como outra qualquer. O café mal tinha saído do filtro e já esquentava a caneca que ela segurava. A rotina era a mesma todos os dias: acordava às 6h30, tomava banho, se arrumava para estar 8h30 na empresa. Pontualidade era sua melhor amiga, mas não hoje, pois, o café que saiu do bule, caiu em cima da sua blusa favorita, fazendo com que ela perdesse 15 minutos e seu ônibus. O jeito era pegar qualquer um que a levasse para mais perto do trabalho.
Com o ônibus cheio, o melhor lugar era perto da porta. Encostou no canto e quis ficar em paz, porém, perdeu o rumo depois de uma freada. Ela foi lançada em cima de um rapaz. O problema não foi ela ter voado no transporte público, nem por ter pisado em vários pés. O problema foi aquele que a segurou, o problema foram aqueles olhos que invadiram sua alma.
Ela não ouviu quando ele perguntou pela segunda vez se estava bem. As mãos dele seguravam os braços dela, apesar de segurar forte, ela se sentiu protegida e confortada ao mesmo tempo. Sentia seus braços quentes como seu rosto. Ele tinha a pele morena, cabelos e barbas curtos e pretos. Estava bem arrumado, era bem estiloso, vestia uma camiseta azul e um sorriso que não se encontrava em qualquer loja e combinava com tudo que usava.
Ela pegou sua mochila, pediu desculpas e desceu no próximo ponto. Era o ponto errado, mas só percebeu uns minutos depois. Desnorteada, vermelha e quente de vergonha, andou mais de cinco quarteirões até seu trabalho, onde seus colegas se espantaram pela vermelhidão de sua face.
Chovia na cidade como há tempos não chovia. Ela sorriu lembrando que esqueceu o guarda-chuva em casa depois de trocar de blusa. Saiu umas 2 horas a mais do normal, foi andando até o ponto de ônibus como sempre; se molhou, mas não se importou. Por sorte seu ônibus passou rápido. Subiu os degraus e reparou com um ônibus praticamente vazio, poucas pessoas e uma surpresa. Quem estava no banco mais alto no meio? Ele!
Ela não quis ser do tipo que invade o espaço pessoal alheio e senta ao lado dele, quando existiam inúmeras opções de bancos vazios para escolher. Será que ele mora perto? Será que mora longe de onde iria descer? Será que ele percebeu que ficou tempo de mais parada no meio do corredor pensando em todas essas indagações?
Sentou no banco atrás dele e sentiu seu perfume. Ele lia algum livro e nem reparou na presença dela, que o observava pelo reflexo do vidro e via toda vez que ele sorria em algum parágrafo.
Ele levantou e deu sinal para descer. Ela pensou que se teve sorte de encontrá-lo duas vezes no mesmo dia, devia ser algum sinal. Destino, sorte, carma, simples coincidência, alinhamento de Júpiter com Vênus, devia ser alguma coisa, sabia que tinha de fazer algo. Olhou seu reflexo no espelho e riu, a chuva havia deixado seu cabelo preto mais escorrido que o normal. Reparou que não estava com sua blusa favorita, talvez ela não trouxesse tanta sorte assim. Tinha um peso nas costas que há anos carregava sem um porquê. A cada degrau e passo que ele dava, uma força dentro dela crescia e ia a dominando sem explicação. Ela estava cansada de tudo que havia vivido e experimentado, já tinha passado da hora de crescer e sair do mundinho que vivia. Ele desceu e ela num súbito foi atrás. Gritou por ele que virou assustado, ele voltou a vestir aquele lindo sorriso e disse:
- É você a moça de hoje de manhã?!
- Sou eu sim. Não tive a chance de te agradecer.
- Não foi por nada... Você mora por aqui?
- Moro daqui uns oito quarteirões - disse ela encabulada - Desci apenas para falar contigo...
- Foi muito corajoso de sua parte...
A chuva tinha dado lugar a uma garoa, porém ambos foram conversar embaixo de um ponto coberto.
- Eu já tinha te visto antes... - ele disse deixando-a sem reação
- Aonde?
- No ponto!
- No ponto? Que ponto?
- No ponto de ebulição! - disse ele ironicamente e rindo um pouco - No ponto perto da doceria na semana passada...
- Eu preferia que tivesse sido em ponto de ebulição - disse colocando um sorriso malicioso no rosto
De repente o sorriso dele sumiu assim como os batimentos cardíacos dela - o que tinha falado de errado? Ela se aproximou lentamente e colocou as mãos na cintura dele, ele respondeu puxando-a em sua direção, pegando na nuca dela. Era tudo aquilo que ela precisava, aquele momento, aquele beijo a liberou do esconderijo que se encontrava. Agarrou ele com força e retribuiu o carinho arranhando-lhe as costas, que respondeu descendo a mão mais para baixo. Ela mordeu o pescoço dele que por vingança apertou sua bunda, as pernas dela bambearam e ele sorriu satisfeito.
A chuva, o horário e qualquer outra interferência externa, não existiam ali, apenas os dois. O ponto estava pequeno para eles. As mãos de ambos já tinham feito o itinerário completo com direito a ida e volta, mas era preciso uma parada a mais.
- Agora sou eu que estou no ponto... - disse ele puxando ela pela mão e a conduzindo para sua casa que era ali próximo
Nessa viagem eles rodaram a catraca e foram até o terminal com integração de bilhete único e tudo mais. Hoje em dia eles ainda se encontram sem querer... Ela liga dizendo: estou no ponto.
Com o ônibus cheio, o melhor lugar era perto da porta. Encostou no canto e quis ficar em paz, porém, perdeu o rumo depois de uma freada. Ela foi lançada em cima de um rapaz. O problema não foi ela ter voado no transporte público, nem por ter pisado em vários pés. O problema foi aquele que a segurou, o problema foram aqueles olhos que invadiram sua alma.
Ela não ouviu quando ele perguntou pela segunda vez se estava bem. As mãos dele seguravam os braços dela, apesar de segurar forte, ela se sentiu protegida e confortada ao mesmo tempo. Sentia seus braços quentes como seu rosto. Ele tinha a pele morena, cabelos e barbas curtos e pretos. Estava bem arrumado, era bem estiloso, vestia uma camiseta azul e um sorriso que não se encontrava em qualquer loja e combinava com tudo que usava.
Ela pegou sua mochila, pediu desculpas e desceu no próximo ponto. Era o ponto errado, mas só percebeu uns minutos depois. Desnorteada, vermelha e quente de vergonha, andou mais de cinco quarteirões até seu trabalho, onde seus colegas se espantaram pela vermelhidão de sua face.
Chovia na cidade como há tempos não chovia. Ela sorriu lembrando que esqueceu o guarda-chuva em casa depois de trocar de blusa. Saiu umas 2 horas a mais do normal, foi andando até o ponto de ônibus como sempre; se molhou, mas não se importou. Por sorte seu ônibus passou rápido. Subiu os degraus e reparou com um ônibus praticamente vazio, poucas pessoas e uma surpresa. Quem estava no banco mais alto no meio? Ele!
Ela não quis ser do tipo que invade o espaço pessoal alheio e senta ao lado dele, quando existiam inúmeras opções de bancos vazios para escolher. Será que ele mora perto? Será que mora longe de onde iria descer? Será que ele percebeu que ficou tempo de mais parada no meio do corredor pensando em todas essas indagações?
Sentou no banco atrás dele e sentiu seu perfume. Ele lia algum livro e nem reparou na presença dela, que o observava pelo reflexo do vidro e via toda vez que ele sorria em algum parágrafo.
Ele levantou e deu sinal para descer. Ela pensou que se teve sorte de encontrá-lo duas vezes no mesmo dia, devia ser algum sinal. Destino, sorte, carma, simples coincidência, alinhamento de Júpiter com Vênus, devia ser alguma coisa, sabia que tinha de fazer algo. Olhou seu reflexo no espelho e riu, a chuva havia deixado seu cabelo preto mais escorrido que o normal. Reparou que não estava com sua blusa favorita, talvez ela não trouxesse tanta sorte assim. Tinha um peso nas costas que há anos carregava sem um porquê. A cada degrau e passo que ele dava, uma força dentro dela crescia e ia a dominando sem explicação. Ela estava cansada de tudo que havia vivido e experimentado, já tinha passado da hora de crescer e sair do mundinho que vivia. Ele desceu e ela num súbito foi atrás. Gritou por ele que virou assustado, ele voltou a vestir aquele lindo sorriso e disse:
- É você a moça de hoje de manhã?!
- Sou eu sim. Não tive a chance de te agradecer.
- Não foi por nada... Você mora por aqui?
- Moro daqui uns oito quarteirões - disse ela encabulada - Desci apenas para falar contigo...
- Foi muito corajoso de sua parte...
A chuva tinha dado lugar a uma garoa, porém ambos foram conversar embaixo de um ponto coberto.
- Eu já tinha te visto antes... - ele disse deixando-a sem reação
- Aonde?
- No ponto!
- No ponto? Que ponto?
- No ponto de ebulição! - disse ele ironicamente e rindo um pouco - No ponto perto da doceria na semana passada...
- Eu preferia que tivesse sido em ponto de ebulição - disse colocando um sorriso malicioso no rosto
De repente o sorriso dele sumiu assim como os batimentos cardíacos dela - o que tinha falado de errado? Ela se aproximou lentamente e colocou as mãos na cintura dele, ele respondeu puxando-a em sua direção, pegando na nuca dela. Era tudo aquilo que ela precisava, aquele momento, aquele beijo a liberou do esconderijo que se encontrava. Agarrou ele com força e retribuiu o carinho arranhando-lhe as costas, que respondeu descendo a mão mais para baixo. Ela mordeu o pescoço dele que por vingança apertou sua bunda, as pernas dela bambearam e ele sorriu satisfeito.
A chuva, o horário e qualquer outra interferência externa, não existiam ali, apenas os dois. O ponto estava pequeno para eles. As mãos de ambos já tinham feito o itinerário completo com direito a ida e volta, mas era preciso uma parada a mais.
- Agora sou eu que estou no ponto... - disse ele puxando ela pela mão e a conduzindo para sua casa que era ali próximo
Nessa viagem eles rodaram a catraca e foram até o terminal com integração de bilhete único e tudo mais. Hoje em dia eles ainda se encontram sem querer... Ela liga dizendo: estou no ponto.
08 novembro 2014
Calor
Deitou de bruços enquanto eu tirava seu tênis, sua meia. Fazia um charme com sua camiseta e me aproveitava tirando sua calça.
Relaxe um pouco, feche os olhos, respire, inspire. Não é pra levantar, nem olhar para trás, já disse que é surpresa.Vou aumentar o som e te deixar só por um instante. Ao mesmo tempo que me preparo, enrolo mais um pouco pra te deixar curioso.
Relaxe um pouco, feche os olhos, respire, inspire. Não é pra levantar, nem olhar para trás, já disse que é surpresa.Vou aumentar o som e te deixar só por um instante. Ao mesmo tempo que me preparo, enrolo mais um pouco pra te deixar curioso.
Voltei e você estava deitado a minha espera, do mesmo jeito quando eu sai. Eu pensei que não fosse gostar, mas estou adorando tomar conta da situação. Desta vez, eu que mando.
Me ajoelhei ao seu lado e pedi que não se assustasse. Peguei uma pedra de gelo e passei pelas suas costas. Você gemeu baixinho, suspirou fundo e eu abri um sorriso de satisfeita.
O calor surgiu de repente na cidade seca. Todos os esforços eram para combatê-lo.
O gelo derretia nas suas costas tão rápido quanto meu coração batia. Passei de um ombro até o ombro, voltei para a coluna e lentamente fui descendo, sentindo o gelo saltar vértebra por vértebra até o cóccix. Deixei o gelo preso em sua cueca para terminar de derreter.
Quase deitada em você, lambi o que restava do gelo nas suas costas, fiz com que minha língua percorresse o caminho que a água fizera.
Peguei outro gelo e o deslizei pela sua nuca, pelas suas orelhas e em um pouco do seu cabelo. Desta vez, retirei o excesso com a ponta dos dedos. O gelo seguinte passou da planta dos pés até a parte interior da coxa, onde seu músculo contraiu involuntariamente por conta daquele friozinho.
Ele se virou , deitou as costas no colchão. Admirei seu peito e seu sorriso incrível, que me derreteu mais fácil que o gelo.
Sentada em seu quadril com as mãos dele em minhas coxas, fui pegar mais um gelo, porém, fui impedida.
Ele me virou, me jogou no colchão e deitou-se em cima de mim, pegou o último gelo e deslizou pelo meu decote abaixo, agora era eu que sofria.
Com a falta de água na cidade, é melhor não abusar: economizar água e aproveitar o calor como se pode.
01 outubro 2014
5 minutinhos
Quero só mais 5 minutinhos aqui deitada contigo,
sentindo sua pele grudada na minha,
meu cabelo colado no teu peito
e ouvindo seu coração.
Quero só mais 5 minutos para minha respiração voltar ao normal,
minhas pernas pararem de tremer
e meu sorriso parar de sorrir.
Com 5 minutos a mais vou me readaptar ao tempo lá fora,
vou conseguir abrir os olhos sem reclamar da luz do dia,
vou me alongar e espantar a preguiça.
Só mais 5 minutinhos para eu aproveitar tudo isso que sinto,
as sensações que ainda estão em mim,
o seu cheiro que ainda está no meu corpo,
sua mão no meu cabelo e aquela vontade de não largar mais.
Deixa eu me alongar, arrumar meu cabelo e seu quarto.
Deixa eu achar minha roupa e minha vergonha que perdi quando entrei aqui.
Deixa eu abrir a janela e imaginar como vai ser o dia de hoje.
Deixa eu te dar mais um beijo.
Com 5 minutos eu fico pronta,
recolho minhas coisas e arrumo minha bagunça.
Penso na minha casa e no meu atraso,
na minha noite e no roxo que surgiu no meu braço,
na minha fome e na nossa janta de ontem.
Aí você me olha com seu olhar doce,
sorri seu sorriso mais indecente
e pede algo que não resisto:
- Fica 5 minutos mais.
sentindo sua pele grudada na minha,
meu cabelo colado no teu peito
e ouvindo seu coração.
Quero só mais 5 minutos para minha respiração voltar ao normal,
minhas pernas pararem de tremer
e meu sorriso parar de sorrir.
Com 5 minutos a mais vou me readaptar ao tempo lá fora,
vou conseguir abrir os olhos sem reclamar da luz do dia,
vou me alongar e espantar a preguiça.
Só mais 5 minutinhos para eu aproveitar tudo isso que sinto,
as sensações que ainda estão em mim,
o seu cheiro que ainda está no meu corpo,
sua mão no meu cabelo e aquela vontade de não largar mais.
Deixa eu me alongar, arrumar meu cabelo e seu quarto.
Deixa eu achar minha roupa e minha vergonha que perdi quando entrei aqui.
Deixa eu abrir a janela e imaginar como vai ser o dia de hoje.
Deixa eu te dar mais um beijo.
Com 5 minutos eu fico pronta,
recolho minhas coisas e arrumo minha bagunça.
Penso na minha casa e no meu atraso,
na minha noite e no roxo que surgiu no meu braço,
na minha fome e na nossa janta de ontem.
Aí você me olha com seu olhar doce,
sorri seu sorriso mais indecente
e pede algo que não resisto:
- Fica 5 minutos mais.
31 julho 2014
Provador
Era uma noite, fria de Julho, o Sol já tinha se escondido e em cada esquina os ventos aumentavam mais.
Andava pelo comércio da região reparando nas pessoas, nas lojas, bares, cores, sons da rua. Tudo aquilo a inspirava e a fazia bem. A rua era movimentada, lojas de diversos tipos, pessoas de diversas classes, a cada quarteirão uma surpresa. Porém, o que tirava o encanto da rua e de suas lojas, era um caminhão da companhia elétrica arrumando um poste. Homens, barulhos, escadas, o que mais ela precisava? Ela só queria um pouco de paz.
No quarteirão seguinte, viu uma loja que a interessou. Era bonita, sofisticada, de bom gosto, uma loja de lingeries.Tinha como destaque um manequim com uma lingerie vinho, um conjunto completo que incluía calcinha, sutiã, meias e espartilho.
Olhou seu reflexo no vidro da loja e reparou na sua cara assustada. Estava de boca aberta, pois, tinha achado muito bonito o conjunto e nunca havia usado um daqueles. Riu por ver sua expressão e sentiu algo a chamando, algo que a fez entrar na loja. Entrou e ficou encantada com a quantidade de cores, texturas e modelos de lá. Uma das atendentes perguntou o que ela desejava, e ela tinha a resposta na ponta da língua: o conjunto vinho.
Entrou em um provador como uma menina de 15 anos curiosa. Tirou o tênis, a calça, a camisa e foi provar aquela tentação em vinho. Se arrependeu de ter tirado a roupa, primeiro pelo frio, segundo porque tinha que encarar seu corpo em dois espelhos, um em frente para o outro, como se fossem dois "juízes" julgando aquilo que ela apresentava. E a condenação só a fazia ficar mais encolhida de frio e vergonha.
Já tinha passado da hora de deixar de ser aquela criança. Resolveu criar coragem e experimentar a roupa. Prendeu o sutiã, arrumou a calcinha nova. Sentou em um banquinho e cuidadosamente subiu a meia. De pé, respirou fundo e colocou o espartilho. Apoio um dos pés no banco e prendeu o espartilho na calcinha com os "ganchinhos" que vinham juntos. Riu alto quando pensou na cena inversa, ela tirando toda aquela roupa. Pensou em cenas de filme, de striptease, cenas de sedução, coisas que ela também nunca tinha provado.
A garota de 15 anos tinha dado lugar a uma mulher forte, segura embrulhada em detalhes vinhos. O seu reflexo agora era outro, conseguia ver seu olhar mais poderoso do que nunca. Gostou do que via. Decidiu ficar se observando por mais tempo. Reparou que os dois juízes espelhos, nesse caso votavam a favor dela. Ela não sairia dali condenada.
Enquanto encarava aquela mulher no espelho, ouviu um barulho muito forte na rua, uma gritaria, confusão. A luz apagou e tudo ficou escuro, apenas umas luzes de emergência se acenderam ao longe, deixando o ambiente pouco claro. Com o susto e sem ter pensado direito, saiu do provador vestida de mulher fatal a procura de ajuda. Nenhuma vendedora por perto no corredor para informar o que estava acontecendo. Devia ser algo com o caminhão da luz.
Iria voltar para o provador quando congelou de medo. A menina de 15 anos quase voltou ao seu corpo quando encarou um rapaz no corredor. Ambos ficaram congelados até ele dizer:
- Essa cor fica bonita em você!
- Vinho?
- Não, o rosado das suas bochechas.
Ele sorriu e tinha uma paz naquele sorriso, o que fez com que o coração dela, que queria sair pela boca, desse lugar a um mais calmo, com ritmo mais tranquilo. Ele tinha cara de ser um bom rapaz, o que a fez rir descontroladamente, um misto de nervosismo e descontração. O frio e a vergonha já não existiam.
- Espera aqui! - disse ele voltando por onde tinha entrado e iluminando o caminho com seu celular. - Experimenta com isso em cima. entregando a ela um robe preto de cetim.
Ela estranhou o gesto, mas,colocou o robe por cima e quis saber quem era aquele que a ajudava. Pensava que era um cliente, ou vendedor, mas, descobriu que era o dono da loja. Mais encabulada do que antes perguntou o porquê ele a ajudava, ele respondeu com um sorriso no rosto:
- A recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito - disse isso levando-a até o provador para ela ver como tinha ficado.
Ainda tudo estava escuro, mas, do espelho conseguia ver o olhar dele. Ele se aproximou por trás dela e passando as mãos próxima sua a cintura, pegou o cinto do robe dando um nó para fecha-lo. Aquela aproximação a deixou trêmula e com o coração acelerado. Conseguia sentir seu perfume, fechou os olhos para se acalmar e ver se aquilo tudo não era um sonho. O que ela estava fazendo ali? Ele iria tirar as mãos do robe quando ela o segurou firme e o fez se aproximar mais dela. O peito dele estava colado em suas costas, ela sentiu calor, não era por causa do frio, mas, ele era quente. Ele sentiu o perfume dos seus cabelos enquanto ela disse:
- Se a recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito, eu quero experimentar todas as peças que estão aqui no provador. disse ela passando as mãos no braço dele.
- Experimente o que quiser. ele falou enquanto aproximava a cintura dela para mais perto de si.
- Tenho 30 dias para a troca?
- Só se você não gostar. disse ele desfazendo o nó do robe.
Andava pelo comércio da região reparando nas pessoas, nas lojas, bares, cores, sons da rua. Tudo aquilo a inspirava e a fazia bem. A rua era movimentada, lojas de diversos tipos, pessoas de diversas classes, a cada quarteirão uma surpresa. Porém, o que tirava o encanto da rua e de suas lojas, era um caminhão da companhia elétrica arrumando um poste. Homens, barulhos, escadas, o que mais ela precisava? Ela só queria um pouco de paz.
No quarteirão seguinte, viu uma loja que a interessou. Era bonita, sofisticada, de bom gosto, uma loja de lingeries.Tinha como destaque um manequim com uma lingerie vinho, um conjunto completo que incluía calcinha, sutiã, meias e espartilho.
Olhou seu reflexo no vidro da loja e reparou na sua cara assustada. Estava de boca aberta, pois, tinha achado muito bonito o conjunto e nunca havia usado um daqueles. Riu por ver sua expressão e sentiu algo a chamando, algo que a fez entrar na loja. Entrou e ficou encantada com a quantidade de cores, texturas e modelos de lá. Uma das atendentes perguntou o que ela desejava, e ela tinha a resposta na ponta da língua: o conjunto vinho.
Entrou em um provador como uma menina de 15 anos curiosa. Tirou o tênis, a calça, a camisa e foi provar aquela tentação em vinho. Se arrependeu de ter tirado a roupa, primeiro pelo frio, segundo porque tinha que encarar seu corpo em dois espelhos, um em frente para o outro, como se fossem dois "juízes" julgando aquilo que ela apresentava. E a condenação só a fazia ficar mais encolhida de frio e vergonha.
Já tinha passado da hora de deixar de ser aquela criança. Resolveu criar coragem e experimentar a roupa. Prendeu o sutiã, arrumou a calcinha nova. Sentou em um banquinho e cuidadosamente subiu a meia. De pé, respirou fundo e colocou o espartilho. Apoio um dos pés no banco e prendeu o espartilho na calcinha com os "ganchinhos" que vinham juntos. Riu alto quando pensou na cena inversa, ela tirando toda aquela roupa. Pensou em cenas de filme, de striptease, cenas de sedução, coisas que ela também nunca tinha provado.
A garota de 15 anos tinha dado lugar a uma mulher forte, segura embrulhada em detalhes vinhos. O seu reflexo agora era outro, conseguia ver seu olhar mais poderoso do que nunca. Gostou do que via. Decidiu ficar se observando por mais tempo. Reparou que os dois juízes espelhos, nesse caso votavam a favor dela. Ela não sairia dali condenada.
Enquanto encarava aquela mulher no espelho, ouviu um barulho muito forte na rua, uma gritaria, confusão. A luz apagou e tudo ficou escuro, apenas umas luzes de emergência se acenderam ao longe, deixando o ambiente pouco claro. Com o susto e sem ter pensado direito, saiu do provador vestida de mulher fatal a procura de ajuda. Nenhuma vendedora por perto no corredor para informar o que estava acontecendo. Devia ser algo com o caminhão da luz.
Iria voltar para o provador quando congelou de medo. A menina de 15 anos quase voltou ao seu corpo quando encarou um rapaz no corredor. Ambos ficaram congelados até ele dizer:
- Essa cor fica bonita em você!
- Vinho?
- Não, o rosado das suas bochechas.
Ele sorriu e tinha uma paz naquele sorriso, o que fez com que o coração dela, que queria sair pela boca, desse lugar a um mais calmo, com ritmo mais tranquilo. Ele tinha cara de ser um bom rapaz, o que a fez rir descontroladamente, um misto de nervosismo e descontração. O frio e a vergonha já não existiam.
- Espera aqui! - disse ele voltando por onde tinha entrado e iluminando o caminho com seu celular. - Experimenta com isso em cima. entregando a ela um robe preto de cetim.
Ela estranhou o gesto, mas,colocou o robe por cima e quis saber quem era aquele que a ajudava. Pensava que era um cliente, ou vendedor, mas, descobriu que era o dono da loja. Mais encabulada do que antes perguntou o porquê ele a ajudava, ele respondeu com um sorriso no rosto:
- A recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito - disse isso levando-a até o provador para ela ver como tinha ficado.
Ainda tudo estava escuro, mas, do espelho conseguia ver o olhar dele. Ele se aproximou por trás dela e passando as mãos próxima sua a cintura, pegou o cinto do robe dando um nó para fecha-lo. Aquela aproximação a deixou trêmula e com o coração acelerado. Conseguia sentir seu perfume, fechou os olhos para se acalmar e ver se aquilo tudo não era um sonho. O que ela estava fazendo ali? Ele iria tirar as mãos do robe quando ela o segurou firme e o fez se aproximar mais dela. O peito dele estava colado em suas costas, ela sentiu calor, não era por causa do frio, mas, ele era quente. Ele sentiu o perfume dos seus cabelos enquanto ela disse:
- Se a recompensa de um vendedor é ver o cliente satisfeito, eu quero experimentar todas as peças que estão aqui no provador. disse ela passando as mãos no braço dele.
- Experimente o que quiser. ele falou enquanto aproximava a cintura dela para mais perto de si.
- Tenho 30 dias para a troca?
- Só se você não gostar. disse ele desfazendo o nó do robe.
08 julho 2014
Lobo
Ele não era o tipo de rapaz por quem ela se atraia: cara de mau, tatuado, com piercings e alargadores. Ela costumava curtir caras mais bonzinhos com quem pudesse manter um equilíbrio na inocência do relacionamento, não alguém para desconfiar a cada dois minutos.
A primeira impressão era: fique com pé atrás; já a segunda: tire os pés do chão e se jogue nele!
De repente a cara de marrento e o sorriso sacana se tornaram seu principal atrativo. O jeito cafajeste a atraia também, era o tipo de genro "enfarta mamãe".
Ele sentava na sua frente. Seus olhos castanhos claros surgiam por detrás dos óculos escuros todas as manhãs, que iluminava o ambiente para ela.
Uma vez sonhava que estava no depósito da empresa que trabalhavam. Era um quartinho pequeno, apertado, cercado por prateleiras cheias de coisas. Procurava um dos uniformes que usavam em eventos. Tinha achado uma blusa, mas, estava com preguiça de ir ao banheiro ao lado experimentar para ver se servia; sabia que ali a tarde não tinha muito movimento.
Desabotoou os botões de sua camisa e a tirou do ombro, ficando só de sutiã. Pegou a blusa para trocar, porém, ela escorregou de sua mão e caiu atrás de umas caixas. Apoiou-se em uma delas se curvando para frente para tentar pegar, deixando seu quadril para cima, quando ouviu uma voz:
- É essa posição que eu gosto.
Virou-se bruscamente para olhar. Seu rosto queimava em vermelho, seu coração queria subir do peito e seu braço não alcançava a blusa, que parecia ter caído em um penhasco.
- Desculpa - disse ele com os olhos brilhantes como um lobo que encontra sua presa. Ouvi um barulho e quis saber o que era.
- Apenas um acidente. Apressou-se pegando a roupa do chão, tentando se vestir, mas, a blusa enganchou nos grampos do seu cabelo, deixando sua cabeça e parte do seu peito coberto, enquanto seu sutiã rosa e sua barriga ficavam de fora.
Tentava não parecer mais ridícula do que já estava, quando sentiu seu corpo sendo puxado para frente e uma mão soltando o nó que ficou no seu cabelo. Aproveitou que estava ali escondida e perto dele para sentir seu perfume, que era maravilhoso. Durante aquele minuto que ficou ali, conseguiu se acalmar e desejava que aquele seu esconderijo não fosse revelado.
Coberta com a roupa e com vergonha, agradeceu.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ele saindo, depois de arrumar o fio de cabelo que encobria o rosto dela e bateu a porta.
Ela acordou no sofá da sala reservada da empresa, após o almoço sempre descansava ali. O sonho havia sido intenso, nunca tinha sonhado com ninguém do trabalho, mas entendia o porquê sonhara com ele.
Saiu da sala e foi ao banheiro lavar o rosto, retocar a maquiagem. Saindo de lá, ouviu um barulho no depósito. Entrou e viu o gato tatuado sem camisa se trocando.
- Então era você que estava no banheiro! Tive que me trocar aqui! Falou ele sem a menor culpa ou vergonha por estar sem camisa na frente dela. Que foi? Algum problema? Sorriu colocando sua camisa sem entender o que estava acontecendo.
Ela entrou no depósito, fechou a porta e se aproximou dele - desta vez, ela que estava com olhos de lobo caçador.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ela colocando a mão no peito dele e tirando sua camisa.
A primeira impressão era: fique com pé atrás; já a segunda: tire os pés do chão e se jogue nele!
De repente a cara de marrento e o sorriso sacana se tornaram seu principal atrativo. O jeito cafajeste a atraia também, era o tipo de genro "enfarta mamãe".
Ele sentava na sua frente. Seus olhos castanhos claros surgiam por detrás dos óculos escuros todas as manhãs, que iluminava o ambiente para ela.
Uma vez sonhava que estava no depósito da empresa que trabalhavam. Era um quartinho pequeno, apertado, cercado por prateleiras cheias de coisas. Procurava um dos uniformes que usavam em eventos. Tinha achado uma blusa, mas, estava com preguiça de ir ao banheiro ao lado experimentar para ver se servia; sabia que ali a tarde não tinha muito movimento.
Desabotoou os botões de sua camisa e a tirou do ombro, ficando só de sutiã. Pegou a blusa para trocar, porém, ela escorregou de sua mão e caiu atrás de umas caixas. Apoiou-se em uma delas se curvando para frente para tentar pegar, deixando seu quadril para cima, quando ouviu uma voz:
- É essa posição que eu gosto.
Virou-se bruscamente para olhar. Seu rosto queimava em vermelho, seu coração queria subir do peito e seu braço não alcançava a blusa, que parecia ter caído em um penhasco.
- Desculpa - disse ele com os olhos brilhantes como um lobo que encontra sua presa. Ouvi um barulho e quis saber o que era.
- Apenas um acidente. Apressou-se pegando a roupa do chão, tentando se vestir, mas, a blusa enganchou nos grampos do seu cabelo, deixando sua cabeça e parte do seu peito coberto, enquanto seu sutiã rosa e sua barriga ficavam de fora.
Tentava não parecer mais ridícula do que já estava, quando sentiu seu corpo sendo puxado para frente e uma mão soltando o nó que ficou no seu cabelo. Aproveitou que estava ali escondida e perto dele para sentir seu perfume, que era maravilhoso. Durante aquele minuto que ficou ali, conseguiu se acalmar e desejava que aquele seu esconderijo não fosse revelado.
Coberta com a roupa e com vergonha, agradeceu.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ele saindo, depois de arrumar o fio de cabelo que encobria o rosto dela e bateu a porta.
Ela acordou no sofá da sala reservada da empresa, após o almoço sempre descansava ali. O sonho havia sido intenso, nunca tinha sonhado com ninguém do trabalho, mas entendia o porquê sonhara com ele.
Saiu da sala e foi ao banheiro lavar o rosto, retocar a maquiagem. Saindo de lá, ouviu um barulho no depósito. Entrou e viu o gato tatuado sem camisa se trocando.
- Então era você que estava no banheiro! Tive que me trocar aqui! Falou ele sem a menor culpa ou vergonha por estar sem camisa na frente dela. Que foi? Algum problema? Sorriu colocando sua camisa sem entender o que estava acontecendo.
Ela entrou no depósito, fechou a porta e se aproximou dele - desta vez, ela que estava com olhos de lobo caçador.
- Preferia do outro jeito, sem tudo isso cobrindo o seu corpo. Disse ela colocando a mão no peito dele e tirando sua camisa.
12 maio 2014
Repito a dose
A menina dos meus olhos tem fome
E com meu olhar te devoro
Tenho gula...
Te como inteiro em um minuto
Te como inteiro em um minuto
E repito a dose.
Não fico tranquila até estar satisfeita.
Não posso piscar, não quero perder um segundo
Não fico tranquila até estar satisfeita.
Não posso piscar, não quero perder um segundo
Enquanto me sacio com essa visão.
Minha sobremesa é quando seus olhos cruzam com os meus.
Uma delícia!
Disfarço, mas, a tentação é grande,
Volto a olhar, ainda tenho fome.
Coração dispara, e de cobertura para a sobremesa, ganho sua piscada
Fico vermelha...
Queria te morder, te apertar, te agarrar,
Engulo em seco enquanto você passa sorrindo
E eu admiro.
A minha menina está satisfeita - por enquanto -
Disfarço, mas, a tentação é grande,
Volto a olhar, ainda tenho fome.
Coração dispara, e de cobertura para a sobremesa, ganho sua piscada
Fico vermelha...
Queria te morder, te apertar, te agarrar,
Engulo em seco enquanto você passa sorrindo
E eu admiro.
A minha menina está satisfeita - por enquanto -
Mas, eu só penso em repetir a dose
01 novembro 2013
Sessão
Cheguei 19h em ponto como previsto, entrei
na terceira porta a direita como foi pedido e fui me acostumando com o
breu daquele estúdio de fotografia. A sala era grande com
equipamentos, cabos, acessórios. Escada, bancos, luzes, refletores; tudo
mais o que você imaginasse tinha lá. Chamei por alguém de sobrenome estrangeiro. Ninguém respondeu. Já
conhecia por nome aquele fotografo de moda; seria minha primeira sessão
de lingerie, então sua equipe me chamou para uma entrevista antes, um bate papo para
se conhecer melhor, para me deixar
mais a vontade. Voltei a chamar, e me responderam:
- Nos fundos! Porta 2.
Abri a porta e entrei como se entrasse numa selva, me desviando dos filmes pendurados como se desviasse de galhos. Tudo escuro, só com uma luz vermelha.
- Você fica bem nessa luz. - disse a voz do breu.Estranhei o tom de voz, que por sinal estava rouca que continuou falando - Melhor irmos lá fora, aqui não veremos nada.
Voltei pelo caminho que entrei e quando virei, ouvi:
- Eu sou a K.Nacari, aceita alguma coisa? Água, café? Desculpe minha rouquidão, virei umas noites por causa de uma sessão e estou assim...
Fiquei petrificada. O famoso fotografo de moda intima, então é famosA? É uma mulher? Então é por isso que elas ficam tão a vontade. Me senti mais calma, me apresentei, mostrei meu book e conversamos um pouco.
Ela era muito engraçada, contando vários casos de sessões que deram errado: modelo que rasgaram roupas em poses ousadas, luz que queimava, vento que derrubou cenários... E tudo o que ela dizia ficava incrível com aquela voz rouca - nem sei de que lugar da minha cabeça surgiu esse pensamento. Num momento pensei que ela tivesse notado minhas bochechas rosadas viajando no som de sua voz que estava extremamente sexy.
Elogiei uma câmera antiga que estava em cima da mesa, ela perguntou se eu já tinha pousado para uma lente daquelas; respondi que não.
- Então é agora! É bom para você ir ensaiando as poses de amanhã! Bora lá!
Ela posicionou as luzes e refletores para o fundo infinito branco. Deixei minha bolsa e o resto das minhas coisas num sofá e fui fazer aquilo que mais amo.
- Pra começar abre esse primeiro botão da camisa e solta esse cabelo que você está social de mais, parece minha tia avó secretária.
Ri tão alto que minha risada ecoou pelo estúdio inteiro e ela aproveitou o momento de descontração para tirar fotos no momento em que explodia de alegria. Depois de algumas poses já estava mais a vontade e num impulso que surgiu sabe-se la de onde sugeri algo:
- Podíamos fazer uns testes de lingerie...
Desta vez quem ficou vermelha foi ela, que me abriu um sorriso com brilho nos olhos e disse que sim. Tinha que aproveitar meu momento, minha carreira podia crescer depois daquela sessão. Precisava aproveitar aquele dia, aquele conceituado nome que me fotografava para conseguir sucesso.
Ela sentou num banco alto atrás da câmera posicionada num tripé e comentou que havia um camarim aos fundos. Respondi que não tinha problema e comecei a me despir ali. Mesmo atrás da câmera, percebi que ela me olhava, senti um arrepio na espinha - nunca havia "tirado a roupa" para uma mulher e não achei ruim. Gosto de ter alguém me admirando - qual modelo que não gosta de ter o ego elevado?
Desabotoei bem devagar os botões da minha camisa azul escuro e aos pouco fui deixando meu sutiã vinho aparecendo, tirei a camisa e ela pediu para que eu ficasse assim, de saia com o sutiã. Sempre gostei também da ideia de alguém mandando em mim. Aquilo estava subindo para minha cabeça - de onde vinham esses pensamentos?
Ela ligou o som e a sessão foi rolando mais tranquila até eu tirar a saia.
- Deita no chão.
O chão gelado só me fez comprovar o quanto eu estava quente. Ela tirou a câmera do tripé e sentou do meu lado, fazendo meu coração bater mais rápido.
- Posso ousar? - fiz que sim com a cabeça e ela ficou "em cima" de mim. Suas pernas prendiam minha cintura e ela focava meu busto e meu rosto.
Eu estava em outro mundo. A voz dela, a música, a luz... Se fosse um fotografo eu teria ousado e abusado dele... Mas, para onde iria minha carreira depois? Ia ficar marcada, ou ia virar top? Aquilo era quase uma fantasia adolescente, mas, não era a minha.... Já tinha perdido o foco da sessão quando ela disse que o filme tinha acabado e falou que ia me mostrar como era feita a revelação.
Ela entrou na sala vermelha selva e eu fui atrás sem que ela percebesse. Ela disse que essa tinha sido uma das melhores sessões que ela fez, uma das mais divertidas e ficou surpresa ao olhar pra trás e ver que eu estava ali de calcinha e sutiã. Eu ri e disse:
- Ahh, você já viu tudo o que tinha para ver...
-Tudo não...
E num impulso animal, carnal, me joguei em cima dela e a agarrei, que me correspondeu pegando pelos meus cabelos e cintura. Nessa hora no estúdio Justin Timberlake cantava "I'm bringing sexy back"... Ahhh, sexy... Ela beijou meu pescoço e ia descendo para meu colo e meus seios com uma delicadeza e uma vontade...Via estrelas, estava em êxtase como nunca estive antes, acho que o proibido, o novo, o diferente, me motivaram... Sussurrei em seu ouvido:
- Pode pedir que faço a pose que você quiser...
Ela passou as mãos sobre minha bunda, fazendo que minhas pernas cruzassem sua cintura e me colocou sentada na mesa oposta. Nessa hora nada mais fazia sentido... Nunca tinha estado com uma mulher antes, nunca tinha sentido aquilo, mas, a mistura do ambiente, luz, voz, tudo aquilo me deixou louca e ficou mais fácil para continuarmos.
As mãos, bocas, pernas, tudo em sincronia, estava pronta para ficar nua diante daqueles olhos que me devoravam, quando ela me disse:
- Tive uma ideia! Espere aqui.
Óbvio! Para onde mais eu iria naquele estado? Eis que ela surge com sua câmera digital na mão. Ri como se já a conhecesse há tempos, já desconfiava daquilo.
Me senti a capa da Playboy Novembro 2013 com as poses que ela pedia. Tava muito divertido, porém, não era aquilo que eu queria, nem ela, que parou pouco depois e continuou me beijando: o pescoço e foi descendo, descendo, descendo...
As mãos dela tinham anos de experiência com máquinas, lentes, tripés e certeza que com outros corpos. Fui ao êxtase mais rápido que um flash, vi mais que estrelas, vi constelações inteiras enquanto ela invadia lugares que lente alguma alcançou. Naquele instante pedia mais uma, duas, três fotos, outras poses, outros ângulos, mas, que ela não parasse, continuasse capturando meus sentimentos mais íntimos naquele super close.
Já nem lembrava da nossa entrevista, da sessão do dia seguinte, da minha timidez de antes, queria fazer com que ela se sentisse tão bem quanto ela me fez; queria ensinar alguns ângulos que ela só conhece de fora.
[...]
A entrevista foi um sucesso! Se me perguntarem digo que foi incrível, a fotografa é excelente, capturou minhas emoções como ninguém.
No dia seguinte cheguei ao estúdio morrendo de vergonha. Cumprimentei a equipe, o pessoal da parte comercial da marca de lingerie e dei um sorriso discreto para a fotografa. Fui para o camarim me trocar, tomar uma água, tentar relaxar, pois, estava mais nervosa que o dia anterior. Vermelha e com o coração disparado. Estraguei tudo pensei. Bateram na porta, era a assistente da fotografa me dizendo que a Nacari queria que eu visse umas fotos no laboratório de revelação.
Fui sozinha com o coração na mão até os fundos; entrei pela porta 2 que me trouxe lembranças e arrepiou a espinha. Percebi que havia uma única foto pendurada, meu coração chegou na boca. Cheguei mais perto e era uma foto lindíssima: uma modelo sentada em uma mesa cobrindo os seios com as mãos - num cenário muito parecido com o de ontem, mas, não era eu. Ao lado tinha um recado:
- As melhores fotos nem sempre são registradas com as câmeras, ontem não tirei nenhuma foto sua, eu menti, pois, quis que você se soltasse, ficasse mais tranquila e funcionou muito bem. Me arrependo de não ter te fotografado ontem, pois, foi uma sessão incrível.
24 setembro 2013
Fogo
Pela janela do ônibus, admirava seu olhar, mesmo você no banco da frente, percebia o quanto você estava distante.
E se eu sorrisse pelo vidro, saberia que era para você? Ou pensaria que era pra outro?
Se soubesse que seu cabelo vermelho fogo provocou fogo em mim, desencostaria daí e sentaria aqui do meu lado, pois, tenha certeza que nesta noite vou te deixar no ponto.
E se eu sorrisse pelo vidro, saberia que era para você? Ou pensaria que era pra outro?
Se soubesse que seu cabelo vermelho fogo provocou fogo em mim, desencostaria daí e sentaria aqui do meu lado, pois, tenha certeza que nesta noite vou te deixar no ponto.
13 setembro 2013
Sexta 13
Espero que nesta sexta-feira 13 você tenha a sorte de encontrar um gato preto que te leve para debaixo de uma escada
;)
;)
20 agosto 2013
A mulher mais brava que o diabo conhecia
Era a mulher mais brava que o diabo conhecia: alta, magra e com um
sorriso irônico estampado no rosto. Teimosa, silenciosa, pensativa, não dizia
muitas coisas, mas, era pior que qualquer um do "bando de louco".
Era do tipo de mulher que não olhava nos seus olhos, olhava dentro da
sua alma, te devorava vivo, te fazia em mil pedaços. Tinha olhos de
medusa, paralisantes; corpo de Eva - era como se fosse a primeira mulher
que tivesse visto e cabelos escuros como a noite.
Com olhos claros e profundos, ela andava pelas ruas desafiando, admirando ou julgando todos que encontrava.
Imagine a mulher mais tentadora que você já conheceu: daquele jeito, com os cabelos, olhos e corpo como daquela que você nunca esqueceu... Agora imagine ela com um sorriso indecifrável como de Monalisa.
Sabe essa mulher? Essa mesmo, a "gostosa" de saia curta da cadeira ao lado, tenha certeza que essa não foi feita da costela de Adão; ela foi criada pelo ser lá de baixo, e vai fazer de tudo para você comer o pão que ele amassou.
Com olhos claros e profundos, ela andava pelas ruas desafiando, admirando ou julgando todos que encontrava.
Imagine a mulher mais tentadora que você já conheceu: daquele jeito, com os cabelos, olhos e corpo como daquela que você nunca esqueceu... Agora imagine ela com um sorriso indecifrável como de Monalisa.
Sabe essa mulher? Essa mesmo, a "gostosa" de saia curta da cadeira ao lado, tenha certeza que essa não foi feita da costela de Adão; ela foi criada pelo ser lá de baixo, e vai fazer de tudo para você comer o pão que ele amassou.
05 agosto 2013
Mil pedaços
E eu quis te fazer em pedaços, do mesmo modo que você me deixou...
Meu reflexo na lâmina gelada da faca me chamava para um outro mundo,
Onde eu ia te fazer em mil...
Desejava passa-la sobre meu corpo, seu corpo, nosso corpo,
E te arranhar bem de leve para imaginar o que eu pensava,
Depois te faria um corte profundo para sentir o que eu sentia...
O reflexo me sorria, me tentava, me apoiava,
Seus olhos aflitos diziam o contrário
Desta vez não confiei em seus olhos, confiei nos meus..
Grite alto o quanto quiser, ninguém vai te ouvir,
Amarrado e amordaçado na minha cama.
Era a minha vez de ter o que eu quero e quando quero...
E dessa vez vou te faço em mil...
...
28 julho 2013
Eternidade
...
Ele então me segurou no colo enquanto passava minhas pernas em sua cintura, me empurrou na parede e senti minhas costas congelarem por conta da parede, ao contrário do resto do meu corpo que pegava fogo.
Enquanto ele passava a mão em minhas coxas, ia desabotoando a camisa preta que ele vestia - só ele sabe o quanto amo aquela camisa e o efeito que ela causa em mim - já não sentia mais frio, sentia arrepio na minha pele coberta pelo meu vestido verde de seda.
Arranhava suas costas enquanto ele beijava meu pescoço e ia descendo vagarosamente, calorosamente até meus seios. Eu via a luz, as estrelas, os anjos cantando; minhas pernas tremiam, meu coração acelerava e eu rezava para aquilo se estender por toda a eternidade.
Ele então me segurou no colo enquanto passava minhas pernas em sua cintura, me empurrou na parede e senti minhas costas congelarem por conta da parede, ao contrário do resto do meu corpo que pegava fogo.
Enquanto ele passava a mão em minhas coxas, ia desabotoando a camisa preta que ele vestia - só ele sabe o quanto amo aquela camisa e o efeito que ela causa em mim - já não sentia mais frio, sentia arrepio na minha pele coberta pelo meu vestido verde de seda.
Arranhava suas costas enquanto ele beijava meu pescoço e ia descendo vagarosamente, calorosamente até meus seios. Eu via a luz, as estrelas, os anjos cantando; minhas pernas tremiam, meu coração acelerava e eu rezava para aquilo se estender por toda a eternidade.
27 julho 2013
Verdade...
...neste frio queria dormir na sua cama...
22 julho 2013
Luxúria ( Isabella Taviani)
"Dobro os joelhos quando você, me pega, me amassa, me quebra, me usa demais...
Perco as rédeas quando você demora, devora, implora e sempre por mais...
Eu sou navalha cortando na carne, eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde...
Desfaça assim de mim que eu gosto e desgosto, me dobro, nem lhe cobro, rapaz!
Ordene, não peça muito me interessa a sua potência, seu calibre, seu gás...
Sou o encaixe, o lacre violado e tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago, eu sou um pecado capital...
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo, surpreender seus movimentos virar o jogo
Quero beber, o que dele escorre pela pele e nunca mais esfriar, minha febre..."
Perco as rédeas quando você demora, devora, implora e sempre por mais...
Eu sou navalha cortando na carne, eu sou a boca que a língua invade
Sou o desejo maldito e bendito, profano e covarde...
Desfaça assim de mim que eu gosto e desgosto, me dobro, nem lhe cobro, rapaz!
Ordene, não peça muito me interessa a sua potência, seu calibre, seu gás...
Sou o encaixe, o lacre violado e tantas pernas por todos os lados
Eu sou o preço cobrado e bem pago, eu sou um pecado capital...
Eu quero é derrapar nas curvas do seu corpo, surpreender seus movimentos virar o jogo
Quero beber, o que dele escorre pela pele e nunca mais esfriar, minha febre..."
15 julho 2013
Seus olhos era tão profundos quanto a cicatriz que ele deixou em mim...
26 junho 2013
ONline...
O ícone ficou verde quase meia noite. Online.
Se conheciam há alguns meses. Trocavam recados e curtidas no facebook, mensagens tolas no celular e altos papos via skype.
Ele morava na zona norte, ela na sul. Ele tinha 25 anos, santista, fazia administração com especialização nas áreas contábeis - ou algo do tipo que ela nunca entendia. Ela 22, amava natação e havia largado medicina veterinária, pois, não era forte o suficiente para algumas coisas desse cotidiano.
A agenda, distância, trânsito, emprego, cursinho, faculdade e outros detalhes sempre os afastavam de um encontro cara a cara. Só haviam se visto uma vez na balada de aniversário de um primo de alguém.
Chovia outro diluvio em São Paulo, vento forte, relâmpagos, mas, eles nem se importavam.
A câmera do notebook dela focalizava algo que parecia uma foto 3x4, o rosto, um pouco dos ombros caídos, pescoço e seus cabelos loiros médio; atrás dela apenas a parede lilás. Do outro lado, exibicionista como era, estava sem camisa e dava para apreciar sua barriga sarada no ponto exato - nem muito, nem pouco, na medida ideal - e alguns posters colados na parede.
No meio da conversa ela tentou alcançar algo fazendo com que seu note escorregasse para seu colo e como uma luz divina se aproximasse do seu decote - já analisado por ele anteriormente - com uma regata branca e alça vermelha do sutiã. Sem saber desse detalhe, ela continuou a conversa que acabou no segundo seguinte quando ele elogiou o detalhe da renda da alça.
Ela deu um pulo na cama, onde estava sentada quando um clarão invadiu seu quarto, os trovões e relâmpagos não paravam.
A conversa fluía tranquila, mas, com olhares e sorrisos que quase enganavam. Ia correndo pela madrugada assim como a chuva incessante. O assunto das 2 horas da manhã era o novo aplicativo do facebook, onde você podia "escolher" entre sua lista de amigos quem você "pegaria". Ambos concordaram em testá-lo e marcar algumas pessoas para saber no que ia dar. Não foi surpresa para ela ao receber um email do aplicativo falando sobre o interesse dele.
Ele percebeu nas bochechas delas, que mudaram de cor de repente, que ela havia lido o email. Será que ela vai aceitar o convite, ou vai ficar de brincadeira?
Os olhos dela não encaravam mais a câmera, sua face ainda permanecia rosada enquanto digitava: com quem ela falava? Por que não o respondia? A vergonha de um fora o deixou desanimado, ela ainda não havia respondido e estava muda ao questionamento dele.
Ergueu os olhos, riu de uma maneira que ele jamais tinha visto e no minuto seguinte ele recebeu um email dela: era uma resposta positiva.
Se olharam, sorriram e ele quis saber quando iam se encontrar, ela disse não saber, pois, estava em semana de provas, mas, podia dar um aperitivo a ele. Então levantou, colocou o notebook sobre a mesa, apagou a luz deixando só um abajour ligado. Ele ficou boquiaberto ao ver que ela só vestia uma regata branca, com o sutiã vermelho e um shortinhos listrado rosa bem claro, ele jamais tinha visto tanto assim. Colocou uma música baixinha e com ela fez uma dança hipnotizante.
Com um sorriso malicioso no rosto dançava ora olhando pro chão, ora encarando câmera. Levantou sua mão em direção ao ombro e delicadamente abaixou uma alça da blusa, deixando amostra a vermelha do sutiã, fez a mesma coisa do outro lado. Subiu a blusa deixando a mostra seu umbigo e o escondeu, voltou a levanta-la e novamente o escondeu. Essa brincadeira de esconde-esconde estava o deixando maluco; sabendo disso, enrolou mais um pouco e tirou a blusa de vez, jogando-a contra a câmera do note.
Continuava dançando, mas, agora de costas. Lentamente desabotoou o sutiã, e de novo jogou na direção dele. Cobriu os seios com as mãos impedindo que ele os visse; ele nesse momento já estava com o coração acelerado, com calor espalhando pelo corpo e com as calças apertadas.
La estava ela, sem o sutiã vermelho e shorts, mas, vestida com algo que ele rezou para que ela não tirasse: o sorriso malicioso.
Se conheciam há alguns meses. Trocavam recados e curtidas no facebook, mensagens tolas no celular e altos papos via skype.
Ele morava na zona norte, ela na sul. Ele tinha 25 anos, santista, fazia administração com especialização nas áreas contábeis - ou algo do tipo que ela nunca entendia. Ela 22, amava natação e havia largado medicina veterinária, pois, não era forte o suficiente para algumas coisas desse cotidiano.
A agenda, distância, trânsito, emprego, cursinho, faculdade e outros detalhes sempre os afastavam de um encontro cara a cara. Só haviam se visto uma vez na balada de aniversário de um primo de alguém.
Chovia outro diluvio em São Paulo, vento forte, relâmpagos, mas, eles nem se importavam.
A câmera do notebook dela focalizava algo que parecia uma foto 3x4, o rosto, um pouco dos ombros caídos, pescoço e seus cabelos loiros médio; atrás dela apenas a parede lilás. Do outro lado, exibicionista como era, estava sem camisa e dava para apreciar sua barriga sarada no ponto exato - nem muito, nem pouco, na medida ideal - e alguns posters colados na parede.
No meio da conversa ela tentou alcançar algo fazendo com que seu note escorregasse para seu colo e como uma luz divina se aproximasse do seu decote - já analisado por ele anteriormente - com uma regata branca e alça vermelha do sutiã. Sem saber desse detalhe, ela continuou a conversa que acabou no segundo seguinte quando ele elogiou o detalhe da renda da alça.
Ela deu um pulo na cama, onde estava sentada quando um clarão invadiu seu quarto, os trovões e relâmpagos não paravam.
A conversa fluía tranquila, mas, com olhares e sorrisos que quase enganavam. Ia correndo pela madrugada assim como a chuva incessante. O assunto das 2 horas da manhã era o novo aplicativo do facebook, onde você podia "escolher" entre sua lista de amigos quem você "pegaria". Ambos concordaram em testá-lo e marcar algumas pessoas para saber no que ia dar. Não foi surpresa para ela ao receber um email do aplicativo falando sobre o interesse dele.
Ele percebeu nas bochechas delas, que mudaram de cor de repente, que ela havia lido o email. Será que ela vai aceitar o convite, ou vai ficar de brincadeira?
Os olhos dela não encaravam mais a câmera, sua face ainda permanecia rosada enquanto digitava: com quem ela falava? Por que não o respondia? A vergonha de um fora o deixou desanimado, ela ainda não havia respondido e estava muda ao questionamento dele.
Ergueu os olhos, riu de uma maneira que ele jamais tinha visto e no minuto seguinte ele recebeu um email dela: era uma resposta positiva.
Se olharam, sorriram e ele quis saber quando iam se encontrar, ela disse não saber, pois, estava em semana de provas, mas, podia dar um aperitivo a ele. Então levantou, colocou o notebook sobre a mesa, apagou a luz deixando só um abajour ligado. Ele ficou boquiaberto ao ver que ela só vestia uma regata branca, com o sutiã vermelho e um shortinhos listrado rosa bem claro, ele jamais tinha visto tanto assim. Colocou uma música baixinha e com ela fez uma dança hipnotizante.
Com um sorriso malicioso no rosto dançava ora olhando pro chão, ora encarando câmera. Levantou sua mão em direção ao ombro e delicadamente abaixou uma alça da blusa, deixando amostra a vermelha do sutiã, fez a mesma coisa do outro lado. Subiu a blusa deixando a mostra seu umbigo e o escondeu, voltou a levanta-la e novamente o escondeu. Essa brincadeira de esconde-esconde estava o deixando maluco; sabendo disso, enrolou mais um pouco e tirou a blusa de vez, jogando-a contra a câmera do note.
Continuava dançando, mas, agora de costas. Lentamente desabotoou o sutiã, e de novo jogou na direção dele. Cobriu os seios com as mãos impedindo que ele os visse; ele nesse momento já estava com o coração acelerado, com calor espalhando pelo corpo e com as calças apertadas.
La estava ela, sem o sutiã vermelho e shorts, mas, vestida com algo que ele rezou para que ela não tirasse: o sorriso malicioso.
18 junho 2013
Viva la revolución
Quando a bomba explodiu, corri pra rua escura e vazia onde havia um carro; dentro dele, escondido, ele estava. Eu de pé com bandeiras nas mãos, com o rosto coberto com o que sobrou de tinta, com medo, com frio. Foi ali olhando para aqueles olhos verdes que me perdi.
Já não me interessava o protesto, os gritos, as pessoas, a fumaça... Já tinha perdido a conta de quanto tempo ficamos nos encarando...
Outra bomba explodiu e com ela mais fumaça; não se via, nem sentia mais nada... Larguei as bandeiras no chão e ele me abriu a porta do carro.
Meu rosto coçava por causa da tinta, meus olhos lacrimejavam pelo efeito da bomba e meu coração acelerava por causa dele. Ele tirou a camisa e limpou meu rosto, meus olhos.
O calor e o cansaço eram intensos, tirei a jaqueta e segui aquela frase que diz: faça amor, não faça guerra. Jamais havia estava num carro com alguém, muito menos com alguém que acabara de conhecer.
Havia andado por mais de 3 horas junto a uma multidão de 30 mil pessoas, estava cercada por desconhecidos, policiais armados, com cachorros, cavalos, tropa de choque, porém, nada daquilo me fez sentir tão viva quanto o tempo que fiquei no carro. Senti minhas pernas tremerem, meu coração acelerar, meu olhos revirarem. Cravei minhas unhas nas costas dele e a cada momento que perdia o fôlego, dentro de mim uma máscara caia, a verdadeira eu acordava. A gigante adormecida dentro de mim ganhava vida e quando senti um calor me queimando por dentro, no ápice do momento gritei:
- Viva la revolución!
Já não me interessava o protesto, os gritos, as pessoas, a fumaça... Já tinha perdido a conta de quanto tempo ficamos nos encarando...
Outra bomba explodiu e com ela mais fumaça; não se via, nem sentia mais nada... Larguei as bandeiras no chão e ele me abriu a porta do carro.
Meu rosto coçava por causa da tinta, meus olhos lacrimejavam pelo efeito da bomba e meu coração acelerava por causa dele. Ele tirou a camisa e limpou meu rosto, meus olhos.
O calor e o cansaço eram intensos, tirei a jaqueta e segui aquela frase que diz: faça amor, não faça guerra. Jamais havia estava num carro com alguém, muito menos com alguém que acabara de conhecer.
Havia andado por mais de 3 horas junto a uma multidão de 30 mil pessoas, estava cercada por desconhecidos, policiais armados, com cachorros, cavalos, tropa de choque, porém, nada daquilo me fez sentir tão viva quanto o tempo que fiquei no carro. Senti minhas pernas tremerem, meu coração acelerar, meu olhos revirarem. Cravei minhas unhas nas costas dele e a cada momento que perdia o fôlego, dentro de mim uma máscara caia, a verdadeira eu acordava. A gigante adormecida dentro de mim ganhava vida e quando senti um calor me queimando por dentro, no ápice do momento gritei:
- Viva la revolución!
02 junho 2013
Para o demoninho de olhos negros
dedico este humilde texto.
Muito tempo se passou e muito do que ia te dizer se perdeu, mas, basta olhar para seus olhos que como numa máquina do tempo me transporto pro passado, para aquele sentimento: coração acelerado, arrepio na espinha, bochechas rosadas e o sorriso tímido de quando te encontrava.
Ainda não sei o que você desperta em mim... Seria um pecado? Preguiça por não querer sair do seu lado? Ódio, por não te ter ao meu lado? Inveja! De quem está ao seu lado? Gula!??! Por querer te devorar inteiro? Claro que a luxúria fica em primeiro lugar, né?
Você sempre foi o "muso inspirador" de muita gente, e com tamanha inspiração, como não escrevi nada antes para você? Injusto! Mas, peço que me perdoe agora, enquanto faço esta singela homenagem.
Quando eu te via era como se as portas do céu se abrissem e delas saíssem um anjo - perdoa-me se não fores crente o suficiente para acreditar que eles existem, ou se na sua religião não há nada parecido - perdia o ar, me dava até palpitação; tinha certeza que naquele minuto seria salva. Ou seria então um anjo vindo de outro lado, posto na Terra para nos tentar? Ahhh tentação... Confesso que pequei muitas vezes, todas as vezes que olhava para você; nunca me ensinaram a ser forte o suficiente e pensar: não, não, não!
Porém, não se preocupe, esta tardia homenagem é só um lembrete do efeito que você causa nas pessoas... E o agradeço tanto por isso... Às vezes só precisamos de um pecado pra terminar o dia bem...
Muito tempo se passou e muito do que ia te dizer se perdeu, mas, basta olhar para seus olhos que como numa máquina do tempo me transporto pro passado, para aquele sentimento: coração acelerado, arrepio na espinha, bochechas rosadas e o sorriso tímido de quando te encontrava.
Ainda não sei o que você desperta em mim... Seria um pecado? Preguiça por não querer sair do seu lado? Ódio, por não te ter ao meu lado? Inveja! De quem está ao seu lado? Gula!??! Por querer te devorar inteiro? Claro que a luxúria fica em primeiro lugar, né?
Você sempre foi o "muso inspirador" de muita gente, e com tamanha inspiração, como não escrevi nada antes para você? Injusto! Mas, peço que me perdoe agora, enquanto faço esta singela homenagem.
Quando eu te via era como se as portas do céu se abrissem e delas saíssem um anjo - perdoa-me se não fores crente o suficiente para acreditar que eles existem, ou se na sua religião não há nada parecido - perdia o ar, me dava até palpitação; tinha certeza que naquele minuto seria salva. Ou seria então um anjo vindo de outro lado, posto na Terra para nos tentar? Ahhh tentação... Confesso que pequei muitas vezes, todas as vezes que olhava para você; nunca me ensinaram a ser forte o suficiente e pensar: não, não, não!
Porém, não se preocupe, esta tardia homenagem é só um lembrete do efeito que você causa nas pessoas... E o agradeço tanto por isso... Às vezes só precisamos de um pecado pra terminar o dia bem...
31 maio 2013
Inversão de papéis
Vou ser feliz no dia em que o mundo "girar" de vez e nele as mulheres forem a raça dominante, e quando algum homem passar vou gritar : e ai delicia, queria lavar roupa nesse tanque! - e quando ele abaixar os olhos com vergonha, vou sorrir meu melhor sorriso.
27 maio 2013
Loiro...
Nunca gostei de loiro, nunca me atraiu... Nada, nadinha, achava tão sem graça, tão sem sal que quando alguma amiga dizia: "olha que gatinho aquele loirinho", eu nem perdia meu tempo olhando. Mas, um dia o inexplicável aconteceu, conheci aquele que mudaria to-tal-men-te o meu conceito.
Foi assim meio que de repente que ele surgiu, e parece que sabia do meu gosto, pois, apareceu vestido do jeito que me deixaria louca. Simpático, gentil, com uma roupa preta - devia ser o diabo me tentando... E eu ali de olho no moreno e me surge esse "loiro"? É o sinal do fim dos tempos.
A diferença é a cor do cabelo, mas, a semelhança fica nos desejos... Cuidado loirinho, não cruze o meu caminho de novo, pois, te jogo na parede e descubro se você é loiro por inteiro...
Foi assim meio que de repente que ele surgiu, e parece que sabia do meu gosto, pois, apareceu vestido do jeito que me deixaria louca. Simpático, gentil, com uma roupa preta - devia ser o diabo me tentando... E eu ali de olho no moreno e me surge esse "loiro"? É o sinal do fim dos tempos.
A diferença é a cor do cabelo, mas, a semelhança fica nos desejos... Cuidado loirinho, não cruze o meu caminho de novo, pois, te jogo na parede e descubro se você é loiro por inteiro...
20 maio 2013
Fada madrinha
Era uma vez uma fada muito atrapalhada que ao vir pra Terra errou o figurino e ao invés de vir com vestido e vara de condão, veio com corpete e chicote, mas, mesmo assim prometeu realizar todos os seus desejos.
19 maio 2013
Bravo!
Não sei pelo o que sou atraída: se pelo talento ou pelo destaque em cima do palco.
Desta vez era um dançarino, e logo na primeira dança meus olhos como dois imãs se atraíram nele, que vestia um moletom rosa e quando deu um mortal para trás, o capuz de sua blusa encaixou perfeitamente nos seus cabelos médios e cacheados. Pronto, achei meu foco principal.
A cada passo, a cada música, via seu corpo em movimento e imaginava sua respiração ofegante, seus músculos tencionados e seu corpo suado. Mas, por favor não pare, continue...
Quando você não dançava, o show não tinha graça para mim, sentia falta de sua energia, de seu brilho, do seu ritmo intenso, queria estar ali e dançar com você e poder dizer: "the way you make me feel" - aquela música que dançou tão bem.
Por favor não pare, continue... Me inspire, me deixe novamente de boca aberta, dê outra pirueta, outro mortal, mas, volte aqui e me ensine isso tudo que você sabe, prometo te aplaudir de pé.
Desta vez era um dançarino, e logo na primeira dança meus olhos como dois imãs se atraíram nele, que vestia um moletom rosa e quando deu um mortal para trás, o capuz de sua blusa encaixou perfeitamente nos seus cabelos médios e cacheados. Pronto, achei meu foco principal.
A cada passo, a cada música, via seu corpo em movimento e imaginava sua respiração ofegante, seus músculos tencionados e seu corpo suado. Mas, por favor não pare, continue...
Quando você não dançava, o show não tinha graça para mim, sentia falta de sua energia, de seu brilho, do seu ritmo intenso, queria estar ali e dançar com você e poder dizer: "the way you make me feel" - aquela música que dançou tão bem.
Por favor não pare, continue... Me inspire, me deixe novamente de boca aberta, dê outra pirueta, outro mortal, mas, volte aqui e me ensine isso tudo que você sabe, prometo te aplaudir de pé.
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